Casa dos Salvatore

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Regina : no começo eu senti muita dor de cabeça, com a luz nos meus olhos. Eu toquei na minha barriga e não senti o volume que ali deveria está. " cadê meu filho ? Cadê meu filho ? Onde tá meu filho ? "

-DAMON !! DAMON !!

Damon : eu tô aqui....

Regina : Damon oq aconteceu ... Meu filho eu não sinto meu filho. Foi aí que percebi que eu ouvi batidas, percebi que não eram lentas eram rápidas e vinham de todos os lugares ... Eram sons de corações, corações humanos de todas as pessoas ao meu redor, eu poso ouvir seus corações.

Damon : Regina eu sinto muito mais ele não ...

Regina : não, não não diz que é mentira, Damon eu quero meu filho, me dá meu filho. Eu comecei a chorar e eu não sabia oq fazer além de receber seu abraço, eu senti como se meu coração estivesse despedaçando e minha crise de Pânico piorando eu tinha perdido tudo, tudo e fiquei com um grito sufocado na garganta, eu sabia que não poderia gritar ali mas, quando me sentei na cama um médico apareceu.

- seus traumas foram muito graves mocinha não pode fazer esses movimentos repentinos agora.

Regina : o meu bebê, oq eu perdi pode me dizer o sexo dele ?

-Eu não tenho certeza se ...

Regina : só diga-me. Eu falei um pouco mais alto e senti algo estranho em meus olhos.

- era um menino.

Regina : meu menino, meu Miguel. Damon colocou a mão no meu ombro e eu ouvi seu sussurro.

Damon : vamos sair daqui, antes que ele faça exames em vc e procure perguntas para respostas que não vamos ter.

Regina : e vc quer que eu saia assim com essa roupa de hospital ?

Damon : quando estivermos longe daqui eu pego algo pra vc, vamos meu carro está lá fora nós temos que sair daqui.

Regina : quando eu me sentei ele olhou nos olhos do médico e sua voz parecia até melodiosa quando as palavras saiam de sua boca o médico ficava em uma espécie de transe, foi estranho mais não foi algo com que eu me importasse na hora.

Eu saí com aquela pouca roupa e tudo que eu conseguia pensar era em pézinhos de bebês que nunca vou ver, e quando eu pude sentir o quer quente da cidade eu percebi que eu sentia o cheiro do cachorro quente a quilômetros de distância, e que... Eu posso ouvir uma corredora falando no celular com seu namorado, e sentir o cheiro de suor dela.

- Damon oq vc fez comigo ?

Damon : desculpe Regina eu não tive escolha ...

Regina : oq vc fez ?

Damon : vc estava morrendo e eu estava desesperado Regina eu não tive escolha.

Regina : oq vc fez ?

Damon : eu transformei vc em vampira. As palavras ainda estavam presas a minha boca por medo da reação dela, isso não é fácil e foi a única forma de manter ela viva.

Regina : de todas as coisas que vc poderia fazer por mim, me transformar numa besta semi selvagem sugadora de sangue não estava na lista Damon Salvatore.

Eu gritei mesmo sabendo o risco por estar fora do hospital eu não me importava eu só queria a minha dor de estômago passase que, o sangue de cada pessoa perto de mim parasse de me chamar, parasse de jorar como água esse barulho essa vontade tinha que passar.

Damon : eu não sabia que vc pensava isso de mim.

Regina : desculpa ... Eu não quis dizer isso sobre vc, eu só quero que alguém faça esse barulho parar. Eu colo a mão nos meus ouvidos pra fazer o barulho passar, ele me puxou pelo braço e me fez entrar no carro.

- pra onde vamos ?

Damon : pra minha casa, na ida pra lá acharemos algo pra vc comer.

Regina : eu entrei no carro e me acalmei um pouco, enquanto ele ligava o som do carro. Eu senti o vento no meu rosto, eu consigo manter a calma só não consigo parar de pensar no meu bebê, nesse buraco na minha barriga.

Quando o carro parou, eu desci vimos uma lojinha pequena mas estava fechada.

- oq vc vai fazer ?

Damon : só pegar emprestado, nós entramos e ela fica sempre atrás de mim parece tão assustada e frágil, ela não merecia isso, eu nem posso imaginar oq ela está sentindo mas, vou estar ao lado dela a cada segundo vou conquistar ela aos poucos.

Regina : ele pegou pra mim um vestido preto, com um decote e longo o suficiente até os joelhos mas, isso não me importava no momento, o som de rios ainda estava na minha cabeça.

- tem comida aqui perto Damon ? Posso sentir o cheiro posso ouvir o sangue.

Damon : sim, tbm posso ouvir a poucos quilômetros daqui na floresta... Era tarde demais para terminar a frase, ela correu, quase voando, na direção da fome.

Eu fui atrás dela, ela é rápida para uma novata mas, pelo som do riso ela gosta da sensação da correria.

Regina : o vento soprando é um pequeno momento de alegria nessa energia que eu tenho pra gastar, então quando eu vejo, a minha comida eu, vou devagar por trás e oq parecia ser um casal de namorados, rapidamente virou um casal destroçado, eu nunca tive força mas pareceu tão fácil e tão natural quebrar o pescoço dos dois, que no fim tudo que importava era o sangue, o som parou, minha barriga parou de doer, e o gosto metálico do sangue na minha boca fez o mundo, as dores e preocupações passarem por um breve momento.

Damon : oq vc fez ? Essa não era a Regina doce que eu conheci, talvez eu não tenha medido as consequências de tê-la transformado, e quando vc se torna um vampiro tudo se amplifica, então quais seriam as consequências disso nela ? Talvez eu tenha matado o anjo que conheci mesmo que não tenha feito isso propositalmente.

Regina : eu só queria matar minha fome. Eu sorri um pouco quando ele carregou o peso dos dois para um lado só.

- oq está fazendo ?

Damon : cobrindo nossos rastros, não quero que caçadores venham até nós.

Regina : existem caçadores ?

Damon : sim, e se vc não tiver cuidado eles vão enfiar uma estaca no seu coração, que a propósito te mata de vdd. Vc tem muito oq aprender.

Regina : há um lago há alguns quilômetros daqui, eu posso me limpar antes de voltar pro carro ?

Damon : claro.

Regina : " ele pensa que eu não consigo ouvir seu coração, seus passos nas folhas secas, ele pensa que eu não vejo a fome com que me olha e não é a fome de sangue, é fome de sexo e de desejo. "

E tudo que eu penso quando desço no pequeno lado de água gelada, e a água tira do meu vestido o sangue e do meu rosto tbm, eu mergulho e me sinto nova, quebrada porém nova, eu quero chorar gritar de desespero mas, não é hora pra isso. Então eu viro e vejo ele, e quando ele olha pra mim ele fica entre o susto e a excitação, e pelo volume da calça a excitação vence.

- acho que já podemos ir. Eu me levanto, e visto o vestido entramos no carro mesmo depois de termos corrido rápido, entrando dento do carro eu vejo que ele ainda olha para as minhas coxas mesmo que isso o constranja.

Eu me distrai com o barulho do carro mas, voltei a mim quando ele parou o carro e eu vi aquela mansão gigante com vinhas junto ao muro o lugar antigo e bonito com um toque de atualidade.

Damon : bem vinda a Mansão Salvatore.

Continua...

A Rainha e o Lobo Onde histórias criam vida. Descubra agora