Capítulo 16

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Arrumar a mala juntas.

— Isso significa que eu vou ver suas roupas íntimas? — Perguntou Marília, se jogando na cama.

— Só na sua ment...

— Na minha mente doentia, certo.

— E por que você iria querer ver minhas roupas íntimas? — Perguntou Maraisa, abrindo seu lado do armário.

— Você não entende.

— E tem algo que eu não entenda?

— Claro. Por exemplo, como é estranhamente excitante ver roupas íntimas bonitas — terminou, puxando distraidamente a ponta de um travesseiro.

— Pelo amor, você é nojenta! — Exclamou a morena,ainda de costas para mulher mais alta, pegando alguns cabides.

— Não, toda pessoa normal acha isso.

— Seus argumentos são péssimos — comentou colocando algumas roupas na cama, se virando a tempo de não ver Marília mexer em cada peça de roupa próxima de si.

— Olhe pelo lado bom, eles poderiam pedir para uma arrumar a mala da outra.

— Seria horrível — admitiu Maraisa.

— Eu não acho. Eu só levaria seus vestidos curtos.

— Se você fizesse isso, eu só levaria suas calcinhas.

— Seria constrangedor andar de calcinha pela cidade — observou Marília.

— Por que você está mexendo nas minhas roupas? — Surpreendeu-se, se virando.

— Curiosidade.

— Posso te fazer uma pergunta?

— Claro.

— Por que você não... Espero que não pareça rude, mas por que você não gosta de garotos? Eu nunca entendi muito bem essa coisa de... Você sabe...

— Não achei que você se interessasse pela minha vida.

— Não me interesso.

— Seria uma perda para todas as mulheres do mundo se eu jogasse no outro time.

— Você acha mesmo que todas as mulheres se interessariam por você?

— Você acha que não?

— Só não acho como sou a prova viva disso.

— Maraisa, você é um caso perdido. Vamos arrumar a sua mala e depois a minha.

— Como assim? Cada um arruma a sua.

— Não. A minha interpretação de arrumar as malas "juntas" é essa. Uma dá palpites na arrumação da outra.

— A minha interpretação é que cada uma arruma a sua e pronto. É bem melhor.

— Exatamente. E desde quando eles escolhem o que é melhor para nós?

— Humm... Ok. Não tenho como contra-argumentar isso.

— Excelente — Marília se recostou na cabeceira da cama, suas costas apoiadas nos travesseiros.

— Vamos ficar lá até amanhã... Humm... Três camisetas... — Murmurou Maraisa, contando alguns cabides.

— Pra que tudo isso?

— Se algo der errado, eu tenho outra.

— O que pode acontecer?

— Você disse a mesma coisa para mim ontem. E eu acabei afogada.

— Foi sem querer — defendeu-se Marília, embora sorrisse. — Leva só duas.

The Experiment | MalilaOnde histórias criam vida. Descubra agora