Marília só percebeu que haviam chegado quando o condutor avisou através dos alto-falantes internos. Maraisa ainda dormia em seu ombro e ela se perguntou se aquela posição não era incômoda.
— Maraisa? — Chamou baixinho, para não assustá-la.
A mulher se mexeu, apertando os olhos, mas sem os abrir, a loira passou um braço ao seu redor, se aproximando ainda mais dela.
— Maraisa? — Repetiu, um pouco mais alto.
— Hum? — Diz piscando os olhos até acordar, inocentemente desnorteada.
Era uma cena casual e ao mesmo tempo linda.
— Chegamos — respondeu Marília, soltando-a e se levantando.
— Ah. E por que eu estava deitada em cima de você? — Perguntou enquanto a loira pegava as malas.
— Porque o trem fez uma curva e você quase caiu. Estragaria minha viagem à Paris ter que te levar para o hospital por conta de uma fratura craniana... Sem falar que ia ser um saco para você.
— Certo — murmurou. — Estou com um pouco de dor-de-cabeça, talvez da viagem.
— Se eu fosse má, diria algo como "bem-feito".
Maraisa rolou os olhos.
— Próxima parada? — Perguntou Marília, quando chegaram à estação.
— Roteiro? — Diz pegando a folhinha de seu bolso.
— Eu tinha esperanças de que você tivesse esquecido — confessou.
— Eu não correria esse risco.
"7º Passear pela cidade de mãos dadas, como um lindo casal que se preze tem que fazer"
— Melhor chamarmos um táxi e deixarmos as malas no hotel — decidiu a loira.
Ficaram em silêncio por alguns minutos.
— São doze euros — disse o taxista, parando à porta do grandioso hotel.
— Certo. Estamos perto do centro da cidade? — Perguntou Marília, pagando-o.
— É só virar na próxima rua à esquerda. Precisa de ajuda com as malas?
— Não, obrigada – agradeceu a loira, já abrindo a porta.
Maraisa fechou a porta no mesmo instante em que Marília fechou o porta-malas e o táxi arrancou.
O porteiro veio recebê-las.
— Com licença, madame, posso ajudá-la? — Perguntou com um grave sotaque, já pegando as malas.
— Por favor — respondeu a loira. — Ainda vamos confirmar a reserva.
— Claro, madame. Remy? — Chamou um empregado, que o atendeu prontamente. Ordenou algumas coisas em um francês rápido e se afastou, deixando as malas com o homem.
— Esperarei aqui com as malas, madame — disse Remy, fazendo para ela um gesto até a recepção.
— Obrigada — agradeceu ela, indo conferir a reserva, Maraisa preferiu esperar.
.*
— Oui, madame Dayane foi muito seletiva — disse a recepcionista de sotaque afetado, folheando rapidamente um grosso caderno de anotações. — Suíte 23.
— Madame Dayane é minha... Madrinha de casamento e foi ela quem organizou essa viagem. Poderia me dizer o que quis dizer com "seletiva"? — Perguntou Marília, temerosa.
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The Experiment | Malila
ChickLitUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
