As janelas do meu quarto ficam no alto da torre, com vista para o mar. As paredes do castelo são de pedra, escorregadias pelo limo. Mas ainda assim, fáceis de escalar. Eu me penduro pelo lado de fora, sentindo o vento gelado da ilha chicotear meu rosto. Me equilibro entre as muralhas e subo até o telhado. A vista daqui de cima é linda! É mais fácil sair do castelo sem precisar usar as portas e escadas cheias de guardas.
O telhado é mal iluminado, o que é perfeito para o meu disfarce. Daqui de cima eu consigo ver toda a ilha, mas eu continuo no anonimato.
- Senhora? – A voz dela é doce e leve. Combina com a paisagem. Eu caminho em direção as sombras que a escondem. Consigo ver seu vestido e as vestes de serviçal que cobrem seu corpo.
- Não precisa dessa formalidade. – Eu digo. Ela arfa. Ao invés d'eu puxá-la para a luz, ela que me puxa para as sombras. Eu cambaleio, meu corpo prensa o dela contra a parede de pedra, eu sinto o frio emanando das rochas que nos contam histórias. O rosto dela tão perto do meu. Ela me segura pelo colarinho da camisa larga que eu uso. Seus olhos mais parecem duas nozes de tão grandes e redondas.
- Está me analisando? – Ela pergunta. Eu sorrio.
- Sempre. – É tudo que eu digo, antes que ela me beije. Um beijo quente, ardido. Mil coisas acontecem comigo a cada segundo. Eu perco a noção dos sons a minha volta. Esqueço que estamos em um telhado, esqueço quem sou, quem ela é. Uma das minhas mãos segura a parede atrás dela e a outra começa a abrir os fitilhos dos seus peitos. Eu quero sentir sua pele na minha. Sua língua dança dentro da minha boca e eu ajo por instinto. As mãos dela descem até minha cintura e me prendem ainda mais perto. Eu me sinto queimar. Consigo soltar os fitilhos e a pele do seu colo fica exposta, ela não parece envergonhada, nem receosa, parece estar com sede de mim. Eu entendo.
Minha boca escorrega pelo seu pescoço e desenha sua clavícula. Seu cheiro empreguina minha narina e eu quero me perder ali. Seguro seus peitos com força, ela faz um som esquisito, eu sorrio. Acredito que tenho sua aprovação. Coloco os seios na boca e os sugo. Ela torce as pernas e tenta se segurar nas pedras da parede. Isso me dá mais vontade.
- Continua... – Ela arfa. Eu do alguns passos para trás e me sento no muro do telhado. Uma queda dessas mataria nós duas, mas vamos nos equilibrar. Coloco ela em meu colo, ela olha pra baixo.
- Não tenha medo, a gente não vai cair. – Eu digo. Ela balança o cabelo, soltando a touca que os mantém presos. Lindos cabelos louros, lisos em sua raiz e encaracolados em suas pontas. Ela cheira a mel e frutas do campo. É estranho saber o cheiro de uma pessoa? Eu poderia a reconhecer em meio a uma multidão.
- Não valeria a pena viver sem você. – Ela diz antes de me beijar. Seus lábios são pequenos, mas firmes. Suas pernas encaixam tão bem em mim. Eu puxo as saias do vestido para cima, quero sentir o calor de suas coxas. Ergo uma sobrancelha quando descubro que ela não está vestindo roupas intimas. Ela gargalha, eu puxo minhas calças um pouco para baixo. Ela segura minha mão, me olha nos olhos e depois encaixa dentro de si. Ela geme no meu ouvido enquanto coloca, eu sinto tão quente e tão úmido. O toque dentro é diferente, pressiona meus dedos enquanto eu movimento. Ela cavalga em meu colo, eu sinto tanta vontade. Minhas pernas apertam. A altura não me assusta, meus deveres não me assustam, nada agora poderia roubar minha atenção. Eu estou sentido coisas que eu nunca senti antes. E estou amando explorar cada detalhe.
- Vem para o meu quarto. – Eu convido, eu quero continuar isso, quero seu corpo em cima do meu, quero entender na prática tudo que eu sou capaz de fazer. Ela me encara, como se eu estivesse propondo uma loucura. Talvez seja mesmo.
- Como eu vou entrar no seu quarto? – Ela questiona. Para mim parecia óbvio: Pela janela.
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Tormenta
AdventureA protagonista é louca e vai se tornar a vilã que mata todo mundo no final. É um prato cheio, tem romance sáfico, umas cenas de sexo bem quentes, tem tramas, mentira, fofoca e traição. O livro é contado através do olhar de vários personagens simulta...
