Capitulo 07

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Ok, a casa ficava uma zona quando Carina não estava, mas eu jamais permitiria que ela ficasse sabendo que vivíamos no que parecia ser uma zona de guerra em sua ausência, então sempre dava um jeito de fazer a nossa criaturinha arrumar todos os seus brinquedos antes do horário de sua chegada.

Nesse dia em especial, era meio dia e parecia que todos os brinquedos da casa estavam espalhados pelo chão. Isso porque ela tinha o próprio quarto e o quarto de brinquedos.

Falando nisso, eu queria ver o que faríamos quando tivéssemos que arrumar espaço para mais uma criança. Se tiver que dividir o quarto ou perder o cômodo de brincadeiras, tenho certeza que a Dahlia irá surtar.

Mas eu falaria com Carina sobre isso uma outra hora.

Nesse momento, eu estava indo atrás de nossa filha para ver se estava viva e acabei pisando em um de seus brinquedos.

Meus olhos se encheram de lágrimas com a dorzinha chata e me abaixei para ver se o brinquedo não havia quebrado.

Intacto.

Era um coelhinho branco que lembrava muito Carina. Sorri para o material de plástico me perguntando como ela estava e decidi que era hora e dia de fazer uma visita.

Fui até o quarto de brinquedos, onde encontrei a criança sentada em uma mesinha fazendo o chá da tarde com seus ursinhos.

Que fofa!

-A gente não pode deixar os meninos fazerem isso - ela dizia - isso é coisa do mal. Então... a gente vai e... faz eles não fazerem mais.

Espere, ela estava organizando uma rebelião?

-Ei, o que está fazendo, bebê? - perguntei, então ela se deu conta de minha presença ali e abriu seu sorriso de peste.

-O ursinho Caio bateu na lagartinha Cleo, mas menino não pode bater em menina - contou.

-Isso é verdade. E o que você e os outros bichinhos vão fazer? - perguntei.

-Bater nele! - ela exclamou, decidida, colocando a língua para fora em um sorriso malvado.

Misericórdia.

Prendi o riso, porque ali estava a hora em que eu, como mãe, tinha que dizer o que era certo e errado.

Não sei de onde ela tirou essa solução, Carina e eu não éramos violentas.

Além disso, quando tinha três anos ela sabia que violência não era a solução. Que regressão era aquela?

Me aproximei e sentei próxima a ela.

-Escuta, você não pode resolver violência com mais violência - expliquei.

Ela me encarou como se não entendesse o que eu falava.

-De onde você tirou essa ideia? - perguntei.

A menina fez bico e cruzou os braços.

-A Marie falou - contou.

Franzi o cenho.

-Quando?

-Quando a gente foi no parquinho, mamãe.

-Algum menino tentou bater em vocês?

With All My Soul Onde histórias criam vida. Descubra agora