ANNE E GILBERT
Os olhos verdes de Gilbert brilhavam no escuro como esmeraldas, cheios de uma expectativa que Anne também sentia, porque fora ela a dar o primeiro passo, em direção ao que seu coração queria. Todo o resto deixou de importar no momento que encarou o rosto do homem por quem se apaixonara.
Ele permanecia em silêncio, as mãos ao lado do corpo, seu olhar duelando com o dela, seus lábios levemente entreabertos, e sua respiração no ritmo certo, apesar da tensão que se instalara entre os dois. Anne deixou seu olhar correr pelo corpo dele inteiro, e a despeito de a luz central estar apagada, a claridade natural que vinha do lado de fora lhe permitia ver cada contorno masculino, tornando o ambiente totalmente íntimo e sensual.
Anne deu um passo e ficou ainda mais próxima dele , sua mão foi parar na parte lateral do rosto de Gilbert que estremeceu ao seu toque, mostrando-lhe que ele não estava tão indiferente a presença dela ali, como queria aparentar. A mão de Anne desceu devagar pelo pescoço dele e quando ia alcançar o peito masculino, o rapaz segurou em seu pulso e perguntou:
-Veio admitir derrota e me implorar por um beijo?
-Não. - ela respondeu, mordendo de leve o canto do lábio, ouvindo a respiração de Gilbert mudar. - Você é que vai me implorar por um beijo. - Anne respondeu, empurrando Gilbert em direção a cama, onde ele se sentou e a olhou de cima embaixo , deixando que seu olhar se demorasse em cada parte do corpo dela, fazendo Anne sentir um calor intenso subir por sua pele. Que loucura era aquilo! Gilbert nem a tinha tocado e era como se tivesse feito exatamente isso. Anne tentou manter o foco, mostrando a Gilbert quem estava no controle enquanto o via sorrir e dizer:
-Ainda acha que me vence nesse jogo? Cenourinha, só admite que me quer e facilite as coisas para você.
-E te deixar pensar que é melhor do que eu em controlar suas emoções? Que consegue resistir quando me tem em seus braços? Nós sabemos bem quem perde o controle facilmente, e esse alguém não sou eu.- Anne respondeu, sentando-se no colo de Gilbert, especificamente em um ponto estratégico, movimentando seu corpo devagar, sentindo Gilbert no meio de suas pernas, e ouvindo-o gemer baixinho, agarrando-a pela cintura.
-Agora me diz quem quer quem nesse momento?- Anne disse no ouvido dele de forma provocante.
Gilbert segurou firme em sua cintura, girou o corpo e a fez se deitar na cama enquanto ele ficava por cima dela, seus olhos pegando fogo sobre os dela, seus quadris se movendo em direção ao dela, fazendo Anne sentir sua rigidez e seu desejo pulsando de encontro ao sexo dela coberto apenas por sua calcinha.
-Quer mesmo brincar com fogo? Acha que aguenta as consequências ao me provocar assim? - a resposta de Anne foi apertar o ombro dele com força, pois seu próprio corpo já não a obedecia. Ela queria resistir por mais tempo, antes de admitir que viera ali porque seu coração ordenara, mas ela sabia que estava literalmente perdida, porque seus movimentos involuntários já tinham lhe provado que não havia como ganhar uma batalha contra seus sentimentos.
Gilbert mergulhou a cabeça nos cabelos dela, e com a ponta da língua traçou todo o lóbulo da orelha de Anne, fazendo milhares de arrepios passarem pelo corpo dela como se fossem choques elétricos. Então o rapaz foi mais longe, atacando a região do pescoço feminino onde ele sabia que ela tinha mais prazer, sentindo-a arquear os quadris para cima a procura de mais contato com o corpo dele, e onde ele podia sentir a umidade de Anne entre as pernas.
As mãos dele viajaram pela pele macia das coxas femininas, subindo cada vez mais até alcançar a região abaixo da barriga. Sua vontade insana de arrancar a minúscula calcinha que ela usava estava fora de controle, porque ele queria senti-la inteira em seus dedos, mas ao invés disso, ele apenas fez um carinho no local sobre o tecido, e se afastou um pouco para fitar Anne nos olhos, e ver sua reação, e o que viu naquele rosto pelo qual era apaixonado quase o deixou louco.
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The Tutor- Anne with an e
FanfictionA Fazenda dos Blythe fora o paraíso dourado de Anne até seus dez anos de idade, onde ela desfrutava de uma infância feliz ao lado de sua mãe, de seu padrasto, sua meia irmã Ruby, cinco anos mais nova, e Gilbert Blythe, por quem nutria uma paixonite...