ANNE E GILBERT
A madrugada daquele domingo amanheceu chuvosa, e o barulho dos pingos de chuva batendo com força no vidro da janela, despertou Anne de seu sono pesado. Ela abriu os olhos e sorriu, ao deparar com o rosto masculino de seus sonhos deitado exatamente em sua cama, com as mãos em sua cintura, tão nu quanto ela.
Aquilo era loucura, totalmente imprudente, mas nunca conseguia se arrepender de suas noites de amor com Gilbert. Seus corpos se encaixavam tão bem, que era quase um pecado se privar de tamanho prazer., ela pensou com certa dose de malícia , enquanto seus olhos corriam pelo corpo masculino tão bonito que chegava a ser obsceno.
Ela espalmou as mãos no peito forte, acariciando aquela região, como gostaria de fazer quando estavam se amando, mas Gilbert se preocupava tanto em fazê-la se sentir satisfeita que não lhe dava opção ou tempo para tocá-lo como queria, mas naquele instante podia fazê-lo, por isso não queria perder tempo.
Sua mão direita escorregou pelo estômago chato, descendo até o abdômen onde se deteu nos gominhos que haviam ali, e só por curiosidade , ela contou um a um através de seu tato, acariciando devagar a região, demorando seus dedos em cada ponto musculoso, e quando pensou em avançar mais para baixo, Gilbert a interrompeu dizendo baixinho em seu ouvido, ainda de olhos fechados.
-Não comece um incêndio se não estiver disposta a apagá-lo.
-Eu te acordei? Me desculpe, eu só estava curiosa.- ela confessou, envergonhada por ele tê-la descoberto em um ato tão íntimo.
-Estava curiosa a respeito do meu corpo? Você já me viu assim outras vezes. Não creio que exista algum segredo a ser revelado.- ele disse em tom de brincadeira, abrindo os olhos e a envolvendo toda nele.
-Eu queria fazer algo mais do que apenas te olhar.- Anne respondeu, brincando com os pelos escuros do peito dele. - Você quase nunca me deixa te tocar direito quando fazemos amor.
-Talvez porque você seja deliciosa demais para que eu mantenha minhas mãos longe de você.- o rapaz a encarou com um sorriso que era pura luxúria, deslizando as mãos pelas costas nuas de Anne, tocando o bumbum arredondado dela, fazendo-a suspirar. Era incrível como cada parte de seu corpo correspondia ao toque dele como se fosse condicionado a isso, e assim sua curiosidade por saber se o corpo de Gilbert reagiria ao seu toque da mesma maneira só crescia, por isso, ela pediu:
-Me deixa te tocar.- o olhar de Gilbert brilhou por um instante, enquanto ele lhe sorria como se avaliasse seu pedido com muita atenção, e depois perguntou:
-É isso o que quer?
-É o que mais quero. - Anne respondeu sem hesitar. Assim, ele dobrou as duas mão atrás da cabeça e respondeu:
-Faça o que quiser, sou todo seu.
Anne lhe sorriu por um segundo, sem realmente saber por onde começar. Tudo nele era tentador e sexy, e não havia uma parte daquele rapaz tão carinhoso que ela não desejasse explorar. Gilbert a encarou de um jeito indecifrável, quase como se estivesse em uma sutil expectativa pelas ações dela.
Assim, ela ajeitou os cachinhos que teimavam em cair sobre a testa dele, descendo os dedos pelo nariz do rapaz, se demorando no formato dele, desenhando cada detalhe, até que o polegar escorregou pelas bochechas, em uma carícia lenta, pois ela precisava descobrir com seus dedos cada traço daquele rosto perfeito.
Um sorriso se desenhou nos lábios cheios de seu tutor, fazendo Anne perguntar:
-O que foi?
-Você é linda, e eu adoro o jeito com que está me olhando.
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The Tutor- Anne with an e
Fiksi PenggemarA Fazenda dos Blythe fora o paraíso dourado de Anne até seus dez anos de idade, onde ela desfrutava de uma infância feliz ao lado de sua mãe, de seu padrasto, sua meia irmã Ruby, cinco anos mais nova, e Gilbert Blythe, por quem nutria uma paixonite...