14. A clareira.

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Notas iniciais: CHEGAYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY

Capítulo 14.

— A clareira.

QUANDO DESPERTEI NAQUELA manhã de segunda-feira, não chovia por algum milagre, mas fazia bastante frio na cidadezinha de Forks. Não demorei muito em arrumar a minha cama e, logo, já descia a escada de banho tomado e pronta para enfrentar mais um dia no meu infierno particular. Com poucos passos e soltando um bocejo preguiçoso, adentrei a cozinha cheia de plantas e colorida da nossa casa.

— Incrivelmente, estou com fome. — Murmurei em um tom ainda sonolento e baixinho, enquanto me acomodava em uma das banquetas e me servia com chocolate quente. — Quem morreu? — Questionadora e curiosa, ergui uma sobrancelha, fitando-as do outro lado do balcão. — Ou quem yo terei que matar? — Brinquei e terminei de despejar o líquido quente e marrom dentro do meu copo grande.

Não era sangue, mas yo já conseguia sentir o gosto incrível do chocolate quente escorrendo pela minha garganta.

Kendra desviou o olhar e encarou qualquer outro ponto da cozinha que não fosse a minha figura. Já Minerva soltou um pigarro alto e passou a mão pelos fios vermelhos, parecendo protelar o motivo do desconforto de ambas. Percebendo que o assunto era sério, acabei empurrando o copo para longe de mim e apoiei os cotovelos sobre o balcão.

— Certo. — Balancei a cabeça para os lados com leveza. — Quem irá me contar o que está acontecendo? Kendra? — Voltei-me para a minha irmãzinha.

De supetão e com os olhos verdes arregalados, ela ficou de pé.

— Preciso cagar! — Exclamou, agitada, e saiu da cozinha como se fosse uma fugitiva de alguma prisão.

Fiz uma careta e ouvi com clareza quando a chaveirinho fechou a porta do seu quarto com certa violência. Que mierda estava acontecendo? Dei de ombros, pois o meu chocolate estava esfriando com mais rapidez que o normal. Peguei o copo com ambas mãos e tomei um gole generoso do líquido, que desceu pela minha garganta como se fosse sangue fresco.

— Yelena? — Mi madrina chamou-me com uma voz cautelosa e baixa. Ergui o olhar e a encarei sobre a borda do copo, ainda me deliciando com o chocolate quente. — Hoje, Edward dará uma carona para a sua irmã. — Soltou a bomba e deu um sorrisinho amarelo.

Arregalei os olhos e me engasguei com o chocolate quente, o que me causou uma sessão de tosse. No mesmo segundo, Minerva ficou de pé e correu para dar tapas nas minhas costas. Me ergui, sentindo a minha visão marejar, e corri para beber água da torneira. Aos poucos, fui me acalmando e, então, me virei na direção da bruxa secular.

— Quando isso ficou decidido, mamá? — Observei a minha figura materna e cruzei os braços. Mantive o cuidado de ostentar uma expressão mais séria e dura. — Madrina? — Insisti.

Ela soltou um suspiro pesado e voltou a se sentar no mesmo lugar de antes.

— Ontem, ele ligou para ela e fez o convite. — Revelou e puxou a sua xícara de chá para si, tomando um gole. Logo, pensativa, continuou: — Pensei em proibir, pelo menos por enquanto, já que o histórico do garoto não é muito bom aos meus olhos de mãe coruja...Saber que ele é o companheiro de Kendra não me deixa esfuziante de alegria e adorando a notícia que o meu genro é o mesmo que abandonou Bella daquela forma. — Ergueu a cabeça e me encarou com uma expressão cansada. — Por outro lado, sei como será doloroso para a chaveirinho, caso a proíba de vê-lo...Yelena, não quero que nunca nenhuma de vocês duas passem pelo que passei, quando recebi a notícia da falsa morte de Jasper, há tantas décadas.

𝐅𝐢𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐚 𝐍𝐨𝐢𝐭𝐞 - 𝐴𝑙𝑖𝑐𝑒 𝐶𝑢𝑙𝑙𝑒𝑛 / 𝐿𝑒́𝑠𝑏𝑖𝑐𝑜Onde histórias criam vida. Descubra agora