Capítulo 10 - Teoria da culpa e mistura de decepções

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Lauren Jauregui  |  Point of View




Estava na sala assistindo televisão e minha mãe chegou, sentou-se ao meu lado e ficou analisando a programação.

— A moça... que estava no seu quarto aquele dia é sua namorada?

— Não.

— Ela é tatuada, meio alternativa, você nunca trouxe ninguém assim aqui.

— Estamos nos conhecendo, mas eu gosto dela. Nem leve em consideração o número de tatuagens, ela é um doce.

— Não estou levando, só não sabia que era seu tipo.

— Ela é uma mulher muito interessante e é tão doce, gosto de passar meu tempo com ela. Karla tem uma energia tão gostosa, é tão bom ficar perto dela e eu precisava de alguém mesmo.

— Acho que deve convidar ela para o jantar. Hoje mesmo, pode ser bem informal, prometo não julgar ela, vou tratar ela da melhor forma possível. Estou tentando controlar meu lado super protetor.

— Eu posso falar com ela, mas não sei se é o momento. Estamos muito no começo.

— É só um jantar, filha. Assim ela pode ficar mais à vontade para vir aqui.

— Isso é verdade.

Fiquei pensando e dei os ombros, não era o fim do mundo, era só um jantar.

Peguei a chave do carro e fui até a empresa dos Amell. Falei meu nome na entrada e logo Robbie estava na recepção.

— Senhorita Jauregui, só estou aqui por protocolo, deve querer conversar com a Mi... – Ele começou a tossir. — Desculpe. Com a Karla, ela fica no segundo andar e por sorte, ela está sem chamadas agora.

— Sim, preciso conversar um pouco com ela.

— Claro. Eu te acompanho até lá.

Chegamos a tal sala que ela ficava e todos os outros caras ali estavam conversando, só Karla estava sentada encarando um copo de café e passando o dedo em sua borda.

— Karla. – Ela nos encarou. — Olha só quem veio visitar você. – Ele disse sorrindo e ela abriu o sorriso mais meigo e lindo que já vi.

— Tudo bem, Lauren? – Segurei a nuca dela para selar nossos lábios e ficamos assim por um tempinho. Quando nos afastamos, Robbie nos encarava com um sorriso no rosto, como se admirasse.

— Cuida bem desse bebê aqui, nós cuidamos dela de todas as formas possíveis e não vamos admitir que ninguém machuque esse coração bom aqui. – Ele disse abraçando Karla e beijando sua testa.

— Eu gosto muito dela.

— É um bom começo, podem conversar na minha sala, vou sair um pouco. – Ele disse e Karla pegou minha mão, depois entramos na sala para ela pegar o café.

— Você quer um?

— Não, obrigada. – Ela assentiu e caminhamos até o elevador, depois entramos na sala e ela trancou a porta.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não. Está tudo bem, só queria te fazer um convite. – Ela arqueou uma sobrancelha. Comecei a abrir os botões do uniforme dela. — Eu gosto desta vista aqui. – Eu disse passando a mão pelo tronco dela, que corou com meu comentário.

— Eu fico em desvantagem, seria bom que você tirasse algo também. – A puxei para o banheiro e entrei no reservado com ela. Tirei minha blusa e estava sem nada por baixo dela, o queixo de Karla caiu.

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