Camila Cabello | Point of View
A noite cheguei depois de Robbie em casa, foram vários passeios durante o dia. Após o banho me juntei a eles na sala.
— Como foi?
— Muito bom. Ninguém me julga quando vê meu crachá.
— Ótimo. E se alguém o fizer, fale comigo.
— Você conhece Lauren Jauregui?
— Claro. A filha do Mike, ela vai virar arquiteta como ele, seguir com o negócio da família. Ela acompanha ele em algumas reuniões.
— Você a conhece? – Alisha disse cutucando minha barriga.
— Para. Eu só conversei com ela no elevador hoje. Ela é linda...
— E solteira. Ela é uma dessas... não sei, mas ela tem essas coisas de abraçar árvores, ir a protestos e dar bom dia ao sol. – Alisha falou.
— Como sabe de tudo isso?
— Eles são influentes, todos os conhecem um pouco.
— Eu não disse meu nome para ela. Bom... eu disse o Karla. Só que acho que não nos veremos mais e sei lá, foi só uma coisa aleatória que serviu para um diálogo novo.
— Nunca se sabe, vou pesquisar mais sobre ela. – Alisha falou. — Se ela te despertou interesse é ótimo.
— Tem uma coisa que estávamos conversando, Mila. A gente sabe que sua primeira experiência foi ruim, todas foram, se quiser uma acompanhante para te explicar como as coisas funcionam e te orientar a se satisfazer de verdade, nós conhecemos uma moça ótima que faz esse trabalho.
— Eu não sei. Eu pensei que seria com uma pessoa especial e agora não faz mais sentido para mim. Mas eu quero fazer com alguém que me desperte algo, não outra estranha.
— Claro. Foi uma ideia nossa, mas só para te orientar, nem precisaria ter nada.
— Vou pensar.
— Olha... a turma dela vai dar uma festa no sábado. – Ela mostrou o celular. — Em uma casa de praia. Podemos ir com você até lá, eu conheço uma colega dela, vou sair com ela para ela me convidar.
— Ela pegou uma das colegas dela.
— Eu só beijei a moça, não me coloque no altar por isso.
— Até se eu fosse te colocar no altar cada vez que beijou alguém ia faltar véu nesse mundo.
— Há há... o assunto não sou eu, querido.
— Desculpe, Mila. Vamos nessa tal festa.
— Eu não sei. Ela pode pensar que estou perseguindo ela.
— Não, só fingir surpresa.
— Fingir? Eu fiquei tão desesperada que falei logo ser amiga dos Amell para parecer confiável.
— Você é confiável.
— Eu acabei de sair, as coisas precisam de calma.
— É uma festa, Mila. Você já perdeu muito tempo, vai ser bom, a gente dança e se não rolar nada com a moça, voltamos para casa após uma festa legal. Não precisa fazer nada que não queira, mas não é certo se privar disto.
— Tudo bem, mas você fica com mulheres?
— Ela fica até com plantas quando está bêbada. – Eu gargalhei e Alisha atirou uma almofada no Ro.
Lauren Jauregui | Point of View
Após a discussão com meu pai, eu iria a tal festa, mas com o atrito, mesmo que a situação me angustiasse muito.
— Podemos deixar você e pegar na festa? – Minha mãe perguntou e meu pai me encarou.
— Tudo bem, mas não podem esperar na frente.
— Certo. Não queremos que fique um clima chato, nós só te amamos muito e queremos proteger você.
— Eu sei, mas eu já sou uma mulher e só estou morando com vocês por termos uma boa convivência, mas se continuarem com isso não vou ter outra escolha.
— Nós vamos tentar melhorar isso, filha. Não precisa sair daqui.
— Vamos. Nós prometemos a você e nem vamos te levar a tal festa. Pode ir com seu carro.
— E devo confessar que fiquei orgulhoso hoje quando saiu da minha sala. Criei uma leoa.
— Não comece com isso de leoa, Papa. Eu fui bem direta. – Me escorei na cadeira.
Lembrei da latina com olhos negros e tatuagens espalhadas por seus braços, algumas subiam por seu pescoço e ela era uma bela mulher, cabelos longos e ondulados. Eu dei tanto na cara que estava de boca aberta por ela, ela deve me achar uma desesperada.
Após o longo devaneio, fui até meu quarto e deitei, mas mesmo assim fiquei pensando naquela mulher, sei lá, ela tem uma aura diferente, algo extremamente atrativo.
— Karla... ela podia ter dito o segundo nome.
Adormeci pensando naquele pequeno dialogo.
O meu despertador soou e fiz minha higiene rapidamente, sentei-me no gramado do quintal e fiquei meditando, sobre como queria meu dia energizado.
Me deitei na grama e fiquei sentindo o cheiro bom de terra molhada. Aquilo não tinha dinheiro no mundo que pagasse. Me sentia mais próxima a força maior quando fazia isso.
×××
Quando o sábado chegou, a minha empolgação para ir à festa estava nula.
— Laur... que cara é essa? Credo.
— Só estou com preguiça de ir.
— Seus pais fizeram sua cabeça?
— Não. Eles nem tocaram no assunto, só não estou no clima, sei lá.
— Já avisei o povo todo que íamos, será a primeira festa que todo mundo vai.
— Vai só a turma?
— Não. Sempre tem mais galera, mas toda turma confirmou.
Terminei de me vestir e logo estava no carro, conferi se estava com a bateria carregada e partimos para a casa.
Quando chegamos não tinha muito de diferente, só vim pela briga que arrumei, os caras estavam bebendo e isso dava a eles a munição de xavecar qualquer mulher que cruzasse o caminho deles. Alguns homens são frustrantes.
— Ei, Laur... – Ele me entregou um copo. — Consegui uma soda para você e é de maçã verde.
— Muito obrigada, Henry. Você é um anjo.
— Vamos sentar na varanda ou quer dançar?
— Preciso de hidratar um pouco, depois dançamos.
— Essa casa é incrível, olha essas árvores todas, afastadas de toda poluição da cidade, é um sonho. Quero uma dessas quando tiver a minha.
— Imagino como seu marido ou esposa não vão sofrer. Ter que acordar cedo e comer pasto o dia todo.
— Eu não vou impor minhas escolhas a ninguém, Li. Como se diz escolhas... minhas escolhas. Eu não imponho isso a vocês.
— Mas acho que a pessoa vai querer fazer, não? Sei lá. É estranho.
— Todos somos estranhos, Emilia.
— Um brinde a estranheza humana.
Nós realmente brindamos e depois fomos até as arvores.
NÃO ESQUEÇAM!
===================================
Não esqueçam de ACENDER a ESTRELINHA e COMENTAR, é importante para que mais pessoas consigam ler a história.
===================================
VOCÊ ESTÁ LENDO
Veneno
FanficFui presa aos 14 anos e aprendi a me virar como pude enquanto passava pelo inferno. Agora com 27 anos e com minha liberdade muito próxima, vou contar com a ajuda dos meus leais amigos para me reintegrar à sociedade. Querem saber meu crime? Se eu sou...
