Camila Cabello | Point of View
Na manhã de quarta, Sofia iria me ajudar com umas compras, não que eu precisasse, mas ela insistiu em me ajudar e eu tive que aceitar. Só que era aquela tensão no ar, uma coisa chata, redundante e desnecessária.
— Tudo bem. – Falei colocando minha xícara sobre a mesa. — Precisamos conversar.
— Quem sai? – Lauren perguntou e eu neguei.
— Ninguém. Nós três precisamos conversar. Já conversei com as duas e não deu certo. Eu estou cansada disso e desculpe, Sofia, mas o problema é você.
— Camila. Por favor!
— Não. Olha, a Lauren é minha mulher, você pode pensar o que quiser, mas eu a amo mais que tudo e nada vai me fazer mudar a visão que tenho sobre ela.
— Eu amo a sua irmã, Sofia. Eu não sei o que faz você me achar tão ruim, mas essa mulher é minha vida e eu nunca vou magoar ou machucar ela. Preciso dela, pensei que fosse clichê, mas eu nunca tinha amado assim, posso ter gostado, me apaixonado, mas amar é só ela e isso não pode ser julgado assim, você me julga sem nem saber o que acontece. Nunca vai entrar aqui no meu peito e sentir se é válido ou não o que sinto. Quem está de fora não pode se intrometer do jeito que você se intromete.
— Eu só não acho que a Camila deva aceitar tudo que você impõe.
— Eu não faço isso porque não quero dizer não a ela, eu só não conheço muito da vida, Sofi. Eu olho para ela antes de cada convite porque ela sabe se eu vou gostar ou não. E com toda a sinceridade do meu coração, eu estou com medo de ser mãe, mas antes eu falava daquele jeito porque eu nunca na minha vida pensei que alguém ia querer ter um filho comigo. – As duas foram falar, mas fiz sinal que não para elas. — Minha cabeça é assim, eu ainda estou assimilando as coisas e tenho muito a aprender, mas eu amo vocês duas e seria tão bom se vocês tentassem se entender. Só tentar, se não der certo a gente arruma outro jeito, mas eu não posso ficar no meio desse cabo de guerra das duas.
— Sofi, entendo mesmo que éramos só nos contra o mundo, mas eu arrumei mais companhias na minha jornada e se não fossem eles, não sei mesmo o que seria de mim. Acho que meu amor por você eu já demonstrei e só peço que aceite minhas escolhas. Você mais que ninguém devia entender e me apoiar.
— Tudo bem, confesso que nem estou dando chance para nós duas, Lauren. Eu perdi tanto tempo sem a Camila que queria aproveitar agora, mas tudo mudou e eu parei no tempo. Peço desculpas a você, não é com você, se fosse outra seria o mesmo problema. Se me derem licença, preciso ir para casa.
— Não precisa, Sofi. Vamos fazer as compras.
— Não. Preciso mesmo ficar sozinha. – Ela saiu e eu neguei.
— Obrigada por isso, amor.
— Acha que fui muito dura?
— Não. Acho que foi o momento para colocarmos tudo no lugar. Agora é com ela. Lauren veio me fazer uma massagem nos ombros e eu relaxei com seus toques. — Eu te amo.
— Eu também te amo, Lo.
O celular dela começou a tocar e ela foi atender. Era algum trabalho e eu fui pegar um café quente.
— Amor, vou ter que visitar um apartamento. Parece que é um desses chatos que só vai conversar comigo.
— Claro, você é a melhor.
— Não. Meu pai é o melhor.
— Ele é muito bom mesmo, mas você é a mais foda, amor. Aceite isso.
— Você que é incrível. – Ela selou nossos lábios. — Preciso mesmo ir, meu pai está em reunião com ele, quer minha participação o quanto antes, talvez eu já tenha que fazer uma visita ao apartamento.
— Quer carona? Eu não tenho nada para fazer mesmo.
— Sim.
— Vou colocar um casaco. – Ela assentiu. Mesmo com a diminuição do ritmo, Lauren era muito chamada para essas visitas, ela realmente se encontrou nisso e fica com saudade se não trabalha por muitos dias. Levei ela para o escritório e após uma conversa com o pai, o cliente fechou negócio por telefone e ela foi para ver o apartamento.
A deixei em frente ao prédio e ela pediu para esperar, me beijou de um jeito que me fez querer ficar o dia todo assim com ela.
Lauren Jauregui | Point of View
Após beijar muito minha mulher no carro, e depois ser autorizada a subir, sorria arrumando meus cabelos no espelho do elevador.
Abri meu e-mail para pegar a ficha do meu mais novo cliente e após ler o seu nome procurei o número do apartamento para tocar a campainha. Eu lembro quando meu pai projetou este apartamento.
O tal Victor foi bem aberto para as ideias que apresentamos, mas com fotos não conseguimos captar direito como trabalhar.
Toquei a campainha e comecei a sentir algo estranho, uma energia estranha que não era ruim e nem boa. A porta abriu devagar e uma trilha de rosas estava em minha frente.
Pensei ser uma surpresa de Camila, olhei para trás, mas ela não tinha como subir mais rápido que eu. Só se ela subiu na escada.
— Camila? – Quando a porta se abriu mais um pouco, Chad apareceu com um imenso buquê de rosas brancas.
— Eu não esperava ouvir meu nome, mas já ouvir o nome de outra pessoa me deixou bem frustrado.
— O que você está fazendo aqui? Quem é Victor?
— Um amigo que me ajudou, eu comprei esse apartamento e ele foi fazer o cadastro com vocês.
— O que está acontecendo? Você não devia estar no exército?
— Eu estou, viajei o mundo, Laur. Sério, depois que passei por tudo aquilo, eu viajei, aproveitei e só faltava te ver de novo. Eu senti muito a sua falta.
— Como você volta assim do nada, Chad? Depois de todos esses anos, as coisas não são mais como antes.
Ele largou o buquê no chão e se aproximou, me abraçando e eu retribui, ainda bem atordoada com a situação.
NÃO ESQUEÇAM!
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Veneno
FanfictionFui presa aos 14 anos e aprendi a me virar como pude enquanto passava pelo inferno. Agora com 27 anos e com minha liberdade muito próxima, vou contar com a ajuda dos meus leais amigos para me reintegrar à sociedade. Querem saber meu crime? Se eu sou...
