Camila Cabello | Point of View
Na formatura de Lauren, estava acompanhada por Alisha, Robbie e os pais de Lauren. Ouvimos um discurso bem fraco da oradora da turma e Mike está indignado com isso.
— Se acalme, querido. Se a Lauren te sentir assim não vai aproveitar a noite.
— Me desculpe a intromissão, mas a Lauren sempre foi assim?
— Sim. Lauren sempre sentiu muito bem a energia das pessoas. O pai dela sofria nas reuniões de trabalho que dava na nossa casa com aquelas pessoas que ele sabia que não eram do bem, mas precisava de alianças no começo e ela não tinha filtro.
— Uma vez ela vomitou nos pés do Parks. – Mike completou e riu com a lembrança.
— Aquele cara é um lixo, meu pai cortou todo tipo de vínculo com a empresa dele. – Robbie constatou e Clara assentiu.
— Ela nunca erra sobre as convicções dela.
— As vezes ela erra em não segui-las. – Mike novamente completou Clara que segurou a mão dele sobre a mesa.
— Quando ela conheceu a moça do elevador ela chegou flutuando em casa. – Alisha apertou minha bochecha e começou uma espécie de zoação entre meus amigos.
— Camila também ficou encantada, nós tivemos que dar aquele empurrãozinho inicial e ainda bem que deu certo. Acho que não tem ninguém melhor para cuidar da nossa criança, ela merece um mulher especial como a Lauren.
— Meus amigos não entendem que eu cresci.
— Como estão meus amores? – Lauren chegou abraçando o pai e ganhando um beijo na testa em retribuição.
— Estamos ótimos, foi uma bela cerimônia, minha filha. – Clara disse e ganhou um afago no rosto de Lauren.
— Como está se sentindo, Lauren? – Robbie perguntou e toda a atenção da mesa se voltou a ela.
— Finalmente estou concluindo isso e me sinto ótima pelo final dessa etapa.
— Você merece, filha. Um brinde a Lauren. – Mike disse e nós brindamos.
Depois do jantar fomos a casa noturna e Lauren bebeu muito com os amigos, muito mesmo, os pais dela foram os primeiros a irem embora e meus amigos também não demoraram muito para sair, mas antes eles arrumaram companhia.
Sofia ficou me atualizando sobre Cacau, mas como estava tarde isso parou e estava bem entediante ficar ali.
— Amor… está se divertindo?
— Sim, está muito legal, amor. Pode dançar com seus amigos, só estou descansando meus pés. – Falei e ela selou nossos lábios demoradamente antes de voltar a pista.
— Não está bebendo, Cabello? – Henry perguntou sentando a minha frente, em tom quase acusatório. — Devia acompanhar sua mulher, é o dia dela.
— Estou dirigindo, não estou bebendo justamente para cuidar dela. – Ele negou e levantou. — Parece que você tem um
problema comigo.
— Não. Só achei estranho você não beber, mas faz sentido. Alguém tem que dirigir.
Ele se afastou e voltou para pista, dançou com Lauren e as outras amigas dela, era nítido os grupinhos que se formaram no decorrer dos anos.
Quando as luzes ligaram eles reclamaram um pouco, mas ninguém estava em condições de nada ali. Segurei Lauren que ficou deslizando o dedo contra meu rosto. Saímos da boate e o sol já tinha saído.
Dirigi até a casa de Sofia para buscar Cacau e eles já estavam acordados. Coloquei a bolsa de transporte no banco da frente, pois Lauren estava desmaiada no banco de trás.
— A mamãe exagerou um pouco, pequena. Nós vamos a um lugar novo.
Coloquei uma música e fiquei cantarolando baixinho, saímos da cidade e Cacau não demorou muito para dormir e eu fechei a bolsa dela por completo.
Lauren Jauregui | Point of View
Abri meus olhos e uma dor de cabeça de atingiu como uma martelada no meio da testa. Um copo de água e um comprimido ao lado da cama me denunciava a preocupação de minha mulher comigo e… mas que casa é essa?
Levantei e após escovar meus dentes e lavar meu rosto, caminhei para fora do quarto fiquei observando os ótimos traços do lugar e como ele era elegante. Isso era coisa do meu pai,
— Bebê. – Ao ouvir minha voz Cacau correu em minha direção para me festejar. — Onde está sua mamãe? Que casa é essa? – Perguntei como se ela pudesse me responder, mas ela entendeu o mamãe e começou a correr para fora da casa.
A casa era extremamente colorida, um jardim e muitas árvores por ali, mais a frente o mar. Caramba… era a casa e Camila estava sentada na areia, ela se assustou quando cacau se jogou contra ela, mas logo estava fazendo carinho na mesma.
— Quase chamo a polícia por conta do sequestro. Devia ficar comigo na cama para quando eu acordasse.
— Em minha defesa, achei que pela quantia de álcool ingerida, só acordaria amanhã. – Sentei entre as pernas dela e ganhei um beijão maravilhoso, ficamos com nossas testas coladas por um tempo e ela acariciou meu rosto. — Gostou?
— É paradisíaco, Camz. Minha dor de cabeça até passou.
— Achou o remédio?
— Sim, mas eu não usei, foi essa energia maravilhosa que me revigorou. De quem é esse lugar?
— Eu comprei esse lote e pedi ajuda para seu pai deixar tudo do jeito que você gosta. Ficou pronta faz um tempo e nós duas sabemos o quão foi estressante esse último mês com as provas e com a organização da formatura, você precisava relaxar, desligar do mundo e ficar curtindo o que você mais ama… a natureza. São férias curtas até você começar a trabalhar. E a casa vai ser para isso, um descanso sempre que precisarmos.
— Camz, eu estava mesmo precisando disso. Só você mesmo para pensar nisso tudo.
— E antes que pense sobre ficar sozinha aqui, a Cacau é parte da terapia relaxante, pois os cães ajudam na saúde mental e bem-estar. Bom... eu estou aqui para ajudar em qualquer outro tipo de tensão que você queira aliviar.
— Olha, eu nunca conseguiria ficar longe de vocês duas, mas adorei ouvir isso. Já pode começar andando pelada pela casa e tudo mais, quero tratamento vip.
— Tudo bem, você manda, amor. – Ela me beijou e depois repousei contra o corpo dela, relaxando um pouco ali.
Quando voltamos, ela atendeu meu pedido, ficou andando pelada pela casa, isso não deu muito certo, pois não demorou dois minutos para eu atacar ela.
NÃO ESQUEÇAM!
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Veneno
FanfictionFui presa aos 14 anos e aprendi a me virar como pude enquanto passava pelo inferno. Agora com 27 anos e com minha liberdade muito próxima, vou contar com a ajuda dos meus leais amigos para me reintegrar à sociedade. Querem saber meu crime? Se eu sou...
