Uma história onde tem mocinha frágil que se torna alguém forte o bastante a ponto de matar para salvar quem ama, um Yakuza, mafioso japonês descobrindo o que é amar, amizades de milhões, e vilões filhos da puta.
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❈•≫────≪•◦ ❈ Chloe ❈◦•≫────≪•❈
NUNCA PENSEI EM que em algum momento da minha vida, iria praticar algum tipo de luta, imagine karatê.
Nunca fui boa em esporte algum, bom xadrez conta? Estou apreensiva, mas não vou desistir, quero muito treinar e aprender, e já que ele está realmente disposto a isso, preciso me apegar a essa oportunidade.
- Terminamos por hoje. Amanhã às seis, certo?!
É sério isso? Não que eu tenha outro planos, mas puta merda, as seis da manhã? Já terá amanhecido pelo menos?
- Que cara foi essa? Tem compromisso nesse horário?
Babaca. Pra quem não falava muito, já está engraçadinho.
- Sim. Amanhã as seis horas tenho aula com meu Sensei.
De repente, seus olhos mudaram.
- Não me chame de Sensei.
Fico sem entender a mudança repentina dele, que bicho o mordeu?
- Tá bem, só quis fazer uma brincadeira.
Ele não responde. Merda. Saímos do Dojo, e já está quase anoitecendo, ficamos a tarde toda aqui e se quer percebi o tempo passar. E por alguns momentos me esqueci de tudo, até mesmo porque estou aqui.
Na volta para dentro da mansão, fizemos um caminho diferente, fomos pela parte externa, onde me deparo com um lindo jardim. O deixo para trás e corro até as flores. Estamos entrando na primavera, então elas estão simplesmente deslumbrantes, posso ver que é um jardim muito bem cuidado. À alguns canteiros estrategicamente distribuído no grande espaço, com variedades de flores.
- É lindo Kimura.
Vejo Cornflowers, Narcisos, Falso índigo, Gerânios, Jacintos e minhas preferidas, tulipas. Me ajoelho para tocá-las, sua cor roxa vibrante, enche meus olhos.
- Poderia ter me trazido aqui antes.
Eu disse, sem tirar meus olhos da tulipa em minhas mãos, estou aqui à alguns dias, mas nunca vim pra esse lado da mansão. Após seu silêncio, o olho, ele está onde o deixei, apenas me observa com os braços cruzados.
Me levanto, olhando novamente para todo o jardim, é uma pena estar escurecendo, com a luz do sol pleno, deve ser ainda mais lindo.
Escuto um assobiar, olhando para trás Kimura me faz um sinal com a cabeça, me chamando para entrar. Olho uma última vez para as belas flores, e volto para ele. Eu não tinha escolha de qualquer forma.
Aqui é muito grande e afastado de tudo, não vejo casas ou qualquer outro tipo de imóvel por perto, na verdade não tem nada por aqui, além dessa propriedade, nem mesmo carros ouço passar na estrada próxima. Faço apenas uma pequena ideia do lado que estamos de Seattle, apenas.