ℂ𝕒𝕡𝕚́𝕥𝕦𝕝𝕠 𝟜𝟠

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❈•≫────≪•◦ ❈ Chloe ❈ ◦•≫────≪•❈

Tive a impressão de ter ouvido uma porta bater, as vozes ao fundo continuam, pareço estar ao lado de um bar, porque são pessoas falando alto e rindo. Tento novamente abrir os olhos, mas a luz que entra pela porta entre-aberta, incomoda meus olhos.

Em volta é muito escuro, não é possível ver nada ao redor. Apoiando minhas costas na parede, com muita vontade de esforço, consigo me sentar. Imagino que já deve ter anoitecido.

Olhando novamente para a porta, me acostumo com a luz vindo dela. Me pergunto se eu conseguiria chegar até lá. Mas mesmo que eu conseguisse, do que adiantaria? O que eu poderia fazer depois? Antes, preciso tentar me soltar destas amarras. E de repente a porta se abre.

- Olha quem acordou, a princesinha.

Viro o rosto por causa da luz, e não percebi o sujeito se aproximar. Ele me pega pelos cabelos, então começo a me debater.

- Me solta. Não toque em mim

Ignorando meus gritos, ele começa a me puxar sentido a porta.

- Seu porco nojento, me solta. Me solta.

- Cala essa sua boca, sua vagabunda ou farei isso pra você.

Esse desgraçado. Se eu não estivesse amarrada, ele ia se ver comigo. Quando ele me tira do cômodo escuro, para um grande pátio? Há muitos homens fortemente armados, muitos deles bebendo, algumas mulheres juntos. Mas nenhum rosto conhecido.

O sujeito que me segura tenta me colocar de pé, mas acabo de joelhos mesmo. Muito me encaram indiferentes, outros riem da minha condição, fazendo piadinhas e trocadilhos nojentos e machistas. Até que...

- Então a princesa finalmente acordou. Che meraviglia.

Esse não é o... Ele vem andado em minha direção, parando em minha frente, com um copo de bebida em uma das mão, ele cheira a álcool.

- Que bela mulher. Entendo perfeitamente o porquê aquele japonês estranho, colocou os olhos em você.

Ele passa a mão em meu rosto. Viro para outro lado, para sair do toque se suas mãos.

- Não toque em mim.

- Ou o quê? Kimura vai invadir minha casa, a matar a todos.

Muitos riram do que ele disse, como se ele tivesse feito uma piada engraçada.

- Se ele não fizer isso, eu farei. Cortarei sua garganta eu mesma.

Cuspo nele.

- Quanta petulância. Chega, a coloca pra dormir de novo. Fala demais.

Ele nos dá as costas e sai bebendo sua bebida de uma só vez. O sujeito que me segura, tira um seringa de seu bolso. O que é isso? O que...

Ele segura firme em meu braço, onde vejo uma grande mancha roxa e várias marcas de agulhas.

- Só uma picadinha.

Ele tira a tampa da seringa e aplica facilmente em minha veia. Nos segundos seguintes, minha visão fica embaçada, percebo que estou perdendo os sentidos. Fico inconsciente novamente.

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❈•≫────≪•◦❈Kimura❈◦•≫────≪•❈

- Vamo atacar nessa madrugada.

- Mas é pouco tempo para nos organizar.

Adam tentou alertar.

Dia De Vingança 🔞 ( Novel) Onde histórias criam vida. Descubra agora