Capítulo XXXVII

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    Três dias haviam se passado desde que Taehyung mandara Namjoon e Hoseok os trancarem naquele lugar, aquela casa abandonada que servia como uma espécie de prisão para se pensar nos próprios erros.

    Trancados em um dos quartos, Henrique observava todo o lugar. O cômodo era escuro e com cheiro de mofo insuportável, estava deixando ele e Yara malucos. O único tipo de luz que conseguiam ver vinha da minúscula janela que ficava quase rente ao teto — e da fresta da porta, aberta três vezes durante as vinte e quatro horas do dia, apenas para os levar ao banheiro e trazer comida.

    O mais velho se arrependia amargamente de ter dado a ideia de utilizar aquele lugar para tais fins. "Devia ter deixado destruírem isso." Era o que se passava por sua cabeça a todo o momento.

    Pai e filha estavam presos por correntes nos tornozelos, apenas para garantir que não fugiriam — não que fosse possível, já que tudo estava cercado e todos tinham ordens explícitas de não interagirem com eles.

— Pai, eu estou cansada de ficar aqui... – Yara fala cortando o silêncio sufocante que se estabelecera entre eles após a última refeição.

— Eu sei, minha princesinha, aquele moleque vai pagar muito caro pelo que está fazendo! – Exclama entre dentes com os punhos cerrados.

— O Tae não tem culpa de nada, papai, a culpa é daquele humano nojento. – Diz ríspida. – Se não fosse aquele ridículo, o Tatae ainda estaria comigo.

— Tem razão, minha princesa. Temos que dar um jeito de sumir com aquele humano! – Sorri macabro.

— Sim, quando ele sumir, o Tae vai voltar para mim, papai, e nós iremos nos casar, construir...

"Me perdoe, filha, mas aquele Kim desgraçado também vai sumir — vai morrer igual aos pais dele!". Pensa enquanto a mulher não para de tagarelar ao seu lado.

— Nós finalmente vamos ser felizes juntos, papai ele finalmente vai me amar e...

— Olá, como estão nesse dia ensolarado? – Um dos homens que fazia a segurança do local entra no cômodo, interrompendo a mulher. -  Ah é, esqueci que vocês não podem ver o sol, mas saibam que ele está muito bonito. - Diz rindo. - Enfim, tenho novidades para vocês. – Um dos homens que fazia a segurança do local entra no cômodo, interrompendo a mulher.

— Novidade? Qual? – Henrique questiona, arqueando as sobrancelhas.

— Aparentemente vocês não serão mais os únicos hóspedes daqui. O Min chegou mais cedo em sua forma de lobo, trazendo um homem carregado nas costas, e deu ordens bem claras de que ninguém poderia se aproximar de onde o tal cara está agora. – Conta em um fôlego só. – Os guardas de lá são homens de extrema confiança do Min!

𝐓𝐡𝐞 𝐇𝐨𝐰𝐥 𝐨𝐟 𝐓𝐡𝐞 𝐖𝐨𝐥𝐟Histórias para pegar e não largar. Descubra agora