Após a queda da Valíria, duas casas mantiveram o legado de glória e poder. Os Targaryen viraram reis e rainhas, os Velaryon se transformaram nos guerreiros dos mares. A Serpente Marinha e o Dragão de Três Cabeças seguiram aliados, derrotando seus in...
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Os homens selaram os restos mortais no caixão de pedra e o prepararam para ser jogado no mar. Todos estavam presentes em Driftmark, lamentando a morte da querida Laena Velaryon.
— Você devia se sentar. — Daemon murmurou ao ver a esposa fazer careta mais uma vez
— Estou bem. — ela murmurou — Vou matá-lo.
Seus olhos molhados e enraivecidos se dirigiram a Gellert, que tinha a cabeça baixa, ao lado de Corlys.
— Onira, sua irmã se matou. — Daemon a lembrou — Preferiu que Vhagar a queimasse a perder a vida em um banho de sangue.
Onira fechou os olhos, sentindo a fisgada em seu ventre e a dor em seu coração.
— Se eu não tivesse… feito aquilo no parto de Daena, se eu não tivesse dado a ideia, ela não… não teria feito isso agora.
— Não é sua culpa. — ele a abraçou de lado, amparando seu corpo — Não é sua culpa, meu amor.
— Estamos aqui reunidos na Sede do Mar, para entregar Lady Laena, da Casa Velaryon, às águas eternas do Rei Bacalhau. — Vaemond pronunciou as palavras em alto valiriano — Onde ele a guardará pelos dias que virão. Lady Laena deixa na costa, suas duas filhas legítimas e parte agora para sua última viagem. O sal corre pelo sangue dos Velaryon. — ele encarou princesa Rhaenyra, que estava abraçada a Jacaerys e Lucerys — Sangue grosso. Grosso, salgado e verdadeiro. Que nunca se diluirá ao ser misturado com…
Onira encarou Rhaenyra e seu irmão, Laenor, que ficaram acuados quando todos os encaravam. Daemon trocou olhares com a esposa e então Onira fechou os olhos e amoleceu as pernas, caindo no colo do marido.
— Oh! — todos voltaram sua atenção para ela
— Sir Cole, ajude meu irmão com sua esposa. — o rei Viserys pediu
— Sim, meu rei. — ele se aproximou do casal
— Encosta na minha mulher e perde as mãos. — Daemon rosnou enquanto segurava o corpo da esposa
— Estou aqui. — Laenor driblou Criston Cole e amparou o corpo da irmã — Eu ajudo.
— Estou bem. — Onira murmurou para que os dois ouvissem
— Não, você vai sentar um pouco e se acalmar. — Daemon foi firme
— Tragam uma cadeira e um jarro de água fresca. — Alicent olhou ao redor — Ela precisa se hidratar.
Os soldados trouxeram até o alto da pedra uma poltrona alta, onde Onira foi sentada. Enquanto Daemon estava ao seu lado, observando o caixão ser jogado nas águas e Vaemond Velaryon continuar seu discurso, Laenor permaneceu de joelhos no chão rochoso, chorando, observando o rosto da única irmã que sobrou.
— Tinha que ser eu. — ele murmurou — Vocês sempre foram muito mais úteis do que eu.
— Seja forte, Laenor. — Onira murmurou — Seus filhos precisam de você. Agora mais do que nunca.