28 - EM NOME DA MÃE

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Onira comandaria o Dracarys que faria o corpo de sua mãe pegar fogo, como no ritual fúnebre da casa Targaryen

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Onira comandaria o Dracarys que faria o corpo de sua mãe pegar fogo, como no ritual fúnebre da casa Targaryen. Porém suas cinzas seriam jogadas no mar, em respeito a casa Velaryon. O corpo de Rhaenys estava enrolado como mandava a tradição e Onira vestia um vestido e capa vermelha, com dragões e cavalos marinhos bordados, representando sua casa de nascença e a casa de sua mãe, marido e filhos. Ainda usava sua bengala, assim como seu pai, que estava ao seu lado, se mantendo forte. O casamento com Rhaenys foi um arranjo entre as famílias, porém Corlys lhe entregou seu coração logo nos primeiros dias de contato com ela. Os dois tiveram uma parceria impecável que nem mesmo Tabitha, a mãe biológica de Onira, teve tempo de desenvolver com ele. Ele usava o couro normal de sua casa, porém tinha o broche da Casa do Dragão em seu peito, em honra a sua esposa. Assim como a filha usava a gargantilha de dragão que era de sua mãe.

— É o seu tempo, meu amor. — Daemon murmurou ao se aproximar da esposa

— Eu não quero fazer isso. — Onira murmurou em valiriano

— É uma honra para sua mãe, ser cremada por Thunderstorm. — o príncipe respondeu em valiriano também — Nenhum outro dragão seria digno.

A carne de Onira tremeu e ela oscilou. Daemon, desconfiado, apoiou as mãos nos ombros da esposa. Para os que os observavam, era um ato de apoio e amor, porém Daemon e Onira sabiam muito bem o que ele estava fazendo. Com a força certa camuflada, o príncipe estava impedindo sua senhora de se jogar nas chamas.

— Dracarys! — o comando soou forte

Thunderstorm, sentindo a agonia de sua montadora, rugiu alto e jogou a cabeça para trás, abrindo as asas e exibindo seu poder — assustando alguns que estavam ali perto. O fogo saiu do fundo de sua garganta e foi direcionado para a pira onde o corpo de Rhaenys Targaryen estava. O calor das chamas fez com que todos precisassem se afastar, porém o fogo não pareceu afetar Daemon e Onira, que permaneceram em silêncio, observando a cremação.

Duas horas depois, enquanto Onira encarava as brasas mais brandas do fogo, o sereno começou a aparecer no céu, umidificando o ar e diminuindo a luz do pôr do sol. Lorde Staunton se aproximou do casal, um pouco sem jeito.

— Lady Onira. — se curvou — Príncipe Daemon.

— Milorde. — Daemon murmurou enquanto Onira nem se deu o trabalho de encará-lo

— Venho agradecê-los por guardarem o meu território hoje, senhores. — ele diz — Em especial a senhora, Lady Onira. Sua participação surpresa foi crucial. Eu sinto muito pela sua mãe, mas acredito que ela sabia da heroína que a senhora é.

Onira abriu um sorriso e soltou uma risada debochada e dolorosa, enquanto algumas lágrimas escorriam por seu rosto.

— Meu amor. — Daemon apertou seus ombros, como num alerta

Ele sabia que ela estava nervosa.

— Deixe-me contar-lhe uma coisa sobre os heróis, lorde Staunton. — Onira se virou para o homem — Eles não existem. Especialmente as heroínas. É tudo questão de ponto de vista. — sua voz soou amarga — O herói de um lado, é o maior monstro do outro lado.

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