40. Bem vindo ao Brasil

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Letícia.

Saímos do banheiro sorrindo e fomos sentar no nosso lugar de antes.

-Tá melhor? -pergunto para o Ney assim que sento, por conta da turbulência que teve.

-To sim, e você toda feliz. -ele responde em português.

-Depois daquilo não tem como estar triste , agora volta para o espanhol. -falo em português também.

-Não sei como vocês conseguem transar com o avião tremendo.

-O balanço até ajuda. -o Gavi responde.

-Eu nunca fiz no avião. -O Ney fala.

-Talvez ajude com o medo. -falo

-Mas e se o avião precisar virar? -o Ney pergunta

-Ai a gente cairia, mas estaria feliz muito dentro dela. -Gavi responde

-Então ela realmente deixa alguém fazer isso? -o Ney fala rindo.

-Ou, parem que eu tô com vergonha, para quem não se falava vocês estão íntimos até demais -falo e eles riem também.

-A gente pode voltar a não sei falar se você preferir, amor. -o Gavi fala.

-Ou falem de alguma coisa que não seja o que eu fiz.

-Mas o que você é maravilhoso, precisa de reconhecimento. -ele fala no meu ouvido para só eu ouvir.

-E a gente tem que conversar sobre o que foi proposto naquele banheiro.

-O que foi proposto no banheiro? -O Ney pergunta curioso.

-Nada. -falo

-O... o...? -o Gavi me pergunta tentando não falar a palavra.

-Exatamente.

-O que? O cu? -o Neymar fala rindo e sinto eu ficando vermelha de vergonha. -Tu deu o cu no avião?

- Não, eu não dei nada.

-Eu não diria que você não deu nada -o Gavi fala rindo.

-Ta, eu dei alguma coisa mas não foi o meu cu.

-Não hoje. -ele afirma

-É exatamente isso que temos que conversar.

-Tu não vai negar isso pro garoto, né? -o Ney pergunta

-Irei conversar isso com ele, sozinha.-falo rindo

-Saiba que estou do lado dele nessa, esse tipo de coisa não se nega quando se ama a pessoa.

-Obrigado. - o Gavi fala

-Dá o teu pra ele então. -falo pro Ney

-Se eu fosse namorada dele eu dava mesmo.

-Dá para a gente parar de falar do meu cu. -Peço e eles param de falar. -obrigada.

Conversamos mais meia hora até resolvermos dormir. O banco do jatinho era espaçoso mas ainda era um avião então não era tão convertavel assim. O Ney apagou todas as luzes e pegou várias almofadas para a gente, o Gavi que antes estava do meu lado agora deitou em mim e eu estava passando a mão pelo cabelo dele.

-Falta quando tempo para chegarmos? -ele pergunta

-Ainda faltam sete hora. -respondo guardando o telefone.

Quando estou quase dormindo o Ney fala.

-Vai de ladinho e lubrifica bastantes.

-Que? -pergunto confusa.

O Destino - Pablo GaviHistórias para pegar e não largar. Descubra agora