Capítulo 26 - Babi

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Algumas semanas depois: Véspera de Réveillon

Trabalhei feito uma condenada, nessas últimas semanas, nem tempo de ir resolver umas coisas pra minha loja eu não tive, mas em compensação ganhei MUITO dinheiro. Mais dinheiro do que minhas contas da empresa. Eu vou viver apenas disso, e vou montar minha loja de roupas.

No começo será apenas online, e depois quando tiver com mais grana e tudo dando certo, eu alugo um espaço e monto a loja física.

Eu e sombra nos vimos algumas vezes, e em uma delas eu fui uma trouxa, ele tava com uma quenga agarrada no pescoço dele lá no boteco do André, fiquei com ciúmes, fiquei com raiva, bebi só no ódio, e quando vi ele indo pro banheiro, fui atrás.

Flash back on:

Ando em direção ao banheiro, antes dele fechar a porta eu coloquei a mão impedindo, não impedi, mas ele ouviu o som da minha mão bater contra a madeira.

SOMBRA: O que você quer Bárbara? Deixa eu usar o banheiro.

BABI: Abra a droga dessa porta. - ele abriu a porta e me deixou entrar.

SOMBRA: O que tu quer Babi? - ele tá tão lindo, tão cheiroso. Meu corpo está quente, minha respiração ofegante apenas por estar próxima a ele.

BABI: Quem é aquela cadela que passou a noite grudada no seu pescoço?

SOMBRA: Porque quer saber? Tá com ciúmes?

BABI: Tô - não acredito que eu tô falando de mais, alguém segura minha língua. - Porque eu gosto de você, ME APAIXONEI POR VOCÊ E SÓ VOCÊ NÃO ENXERGA ISSO, e nem gosta de mim.. - comecei falando baixo, gritei e terminei falando baixo de novo, só que chorando.

SOMBRA: Tu não entende Babi? Não posso te assumir...

BABI: Não pode ou não quer? Você é um frouxo de MERDA. Nunca mais olhe na minha cara, vou fazer o favor de fingir que nunca passei pela droga da sua vida.

Abri a porta e geral que estava esperando na fila e ouvindo meu espetáculo, ficaram de queixo no chão ao me ver saindo dali. Ouvi quando ele gritou com a galera pra circular mas nem olhei para trás. Cheguei na mesa, entreguei uma nota de 200,00 a Luana pra pagar o que eu havia consumido, e fui em direção a saída.

Subi em um Moto-táxi e fui embora pra casa.

Flash back off:

Desde esse dia eu só saia para trabalhar e voltava, não andava pela comunidade. Não atendia as chamadas da Luana, TH ou do sombra. Só conversei com a minha mãe por chamada de vídeo expliquei tudo e ela me disse que eu precisava desse tempo sozinha pra colocar a cabeça lugar.

No natal a Luana passou comigo, não fizemos nada de mais, nós apenas fizemos uma macarronada e chamamos o TH, que ao voltar pra boca levou um pouco pra o sombra. Minha mãe tinha viajado com zangão, esse é o Vulgo di boy magia dela...

Minha mãe embora tenha me criado pra não ser mulher de bandido, ela entendeu e não me julgou quando percebeu que eu tava de rolo com um, e eu também não vou julgá-la por estar apaixonada por alguém do movimento.

Tentei tirar o sombra da minha mente, eu fiz isso, mas até ontem eu não tinha para onde ir passar a virada de ano novo, e a Luana veio aqui em casa gritou até eu abrir o portão e me chamou para ir pra uma casa de praia que o TH alugou. E eu vi nessa oportunidade a chance de ver o sombra, e fazer um tantinho de ciúmes.

Peguei um look bem transparente e sensual que eu vi em uma loja e comprei, vou usar ele amanhã. Luana disse que poderia levar alguém se eu quisesse. E eu chamei o Maycon. Sei que ele provavelmente sente alguma coisa por mim, mas não posso me enganar nem enganar a ele.

Cria da RocinhaOnde histórias criam vida. Descubra agora