Capítulo 23 - Babi

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Após entrar, tomar um banho, colocar um pijama velhinho e tomar um chá de camomila, pego meu celular e tem várias mensagens do pessoal do call-center, da minha mãe, da Luana e do sombra.

Resolvo responder a minha mãe e ao sombra, a Luana eu falo com ela de noite. Pior de tudo que amanhã preciso trabalhar, hoje eu não tenho nenhum compromisso graças a Deus, por que pra ir tirar foto de cara inchada não dá.

WhatsApp on:

Mãezinha💞: Filha o TH me mandou mensagem que você tinha chegado estranha e muito cedo, o que foi que houve?

Bárbara Almeida: Oi mãe a bênção?! Eu cheguei cedo sim. A empresa me demitiu mãe 😭

Bárbara Almeida: Não digeri ainda a situação, mas eu tô bem, ou pelo menos vou estar. Vou dormir um pouco, até mais tarde.

Como minha mãe demora a responder, eu vou falar com sombra.

Sombra🌚: Oi loirinha, o q foi q tu já voltou? Quer q eu vá aí?

Bárbara Almeida: Oi Sombra, eu já cheguei sim, fui demitida da empresa. Não precisa vir aqui não, tô um caco. Depois a gente se ver. Vou me deitar aqui um pouquinho.

Sombra🌚 (áudio): Ta bom. Eu vou fazer um corre ali em outra comunidade, e chego mas tarde. Quando voltar eu passo em casa só pra banhar e desço por aí pra gente jantar. Liga não, eles quem perderam, você agora pode voar.. tire os pés do chão Bárbara.

WhatsApp off:
Tenho duas observações sobre o que ele falou, primeiro: ele estava me dando satisfação da vida dele como se eu fosse mulher dele, ou é impressão minha?

Segundo: ele tem razão, eu tenho que me deixar levar, como modelo eu ganho bem, esse mês já fiz mais dinheiro que receberia em 5 meses de salário. Posso guardar dinheiro, ou até mesmo não comprar nada nos cartões e só comprar a vista, por que aí não tem parcelas.

Sei lá o que eu faço. Eu sempre imaginei tendo uma loja minha, e como eu entendo de roupa, eu posso montar uma loja. Claro que não terei o dinheiro necessário para já fazer tudo do meu jeito logo de cara, mas posso ir investindo, ir até o banco e tentar un empréstimo, as coisas só se conseguem na luta.

Deito na minha cama e ligo o ar-condicionado, me enrolando pé e cabeça, demoro um pouco pra dormir pensando em muita coisa ao mesmo tempo. Mas sei que de um jeito ou de outro tudo vai dar certo.

Algumas horas depois:

Acordo com alguém gritando lá fora. Me sento na cama rapidamente, o que me causa vertigem, ouço novamente o grito estridente da Luana.

Eu não queria ter que lidar com ninguém no momento...

BABI: LU EU TÔ DORMINDO, VENHA MAS TARDE.

LUANA: NÃO, PODE VIR ABRIR A PORTA AGORA.

Vou até a porta com uma cara de cú que não tem tamanho. Abro a porta puta de raiva.

BABI: Luana eu quero dormir, será que nem desempregada eu posso dormir em paz?

LUANA: Deixe pra dormir quando morrer. Você tem que vir comigo.

BABI: Pra onde?

LUANA: O sombra e o TH foram fazer uma missão, só que deu errado e eles trocaram tiros com a polícia. TH acabou de me ligar avisando, o sombra levou um tiro alguém precisa ajudar ele.

BABI: Ah meu Deus! - Que merda do caralho... - Tem que levar ele pro hospital.

LUANA: Bárbara você é filha de enfermeira, já deve ter visto isso alguma vez você precisa ajudar ele.

Cria da RocinhaOnde histórias criam vida. Descubra agora