Cap. 21🤍

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POV NARRADOR

-Bem vinda ao paredao falso do BBB24!- Tadeu fala, assim que adentro um cômodo todo decorado com duas camas de solteiro, uma grande televisão, e uma mesa de centro com duas cadeiras.

-Puta que pariu, Não acredito!- Exclamo, levando minha mão até a boca em espanto. O apresentador aparecia no grande telão rindo, e logo começo a enxugar as lágrimas que insistiam em cair.

-Você esperava por esse momento? Ou nem passava pela sua cabeça?- Tadeu questiona, e logo começo a discordar ainda em descrença.

-Meu Deus, claro que não! Meu coração já está triste por ter deixado minha namorada lá.- Falo, quando tudo que consigo pensar é na morena dos olhos castanhos e em como ela tinha ficado com o último episódio.

-Namorada, Dona Vanessa Lopes? O público esperou essa oficialização viu...- O homem brinca, me fazendo rir junto com ele.- Bom, por agora, tudo que posso te dizer é que daqui alguns minutos teremos o bate papo com o falso eliminado! Enquanto preparamos tudo por aqui, as imagens da casa vão passar pra você igual passam aos assinantes do GloboPlay, você pode escolher o cômodo que quer ver, na hora que quiser ver...Até mais!- Se despede, sorrindo e acenando pra mim, antes que eu consiga responder algo, ou perguntar, sua imagem desaparece, dando lugar a imagem dentro da casa.

DENTRO DA CASA


     O sentimento de saber que tinha perdido Vanessa, era totalmente devastador. Aquilo que tínhamos vivido em 15 dias, se tornará minha maior segurança ali dentro, e eu simplesmente não sabia como viver sem aquilo... A sensação de vazio se tornando cada vez mais avassaladora, como se um buraco negro se instalasse dentro de mim, sugando a alegria e a vitalidade que costumavam preencher meus pensamentos.

       Sabia que tudo agora se tornaria uma batalha contra a solidão. A isa, o Michel, a Bia, a Anny e todos os outros faziam daquele momento um pouco menos doloroso, porém ainda era uma luta saber lidar com a ausência da dançarina. As lembranças invadiam minha mente, trazendo consigo tanto a doçura quanto a dor. O simples ato de lembrar, transforma-se em uma montanha-russa emocional, com picos de felicidade nostálgica...

        Por um momento, consigo me lembrar dos momentos que tivemos antes mesmo de começarmos a ficar juntar

FLASHBACK ON

      - Ei Gi, ta todo mundo indo se arrumar pro Ao vivo já.- Vanessa fala, chegando perto de onde eu estava deitada no gramado. Desvio meu olhar até sua estatueta, a ponto de vê-la fazer uma fofa careta por me ver ali.- Voce não cansa desse gramado não? Nem é confortável!- Exclama indignada, me fazendo rir.

       -Não fala assim dele!  É muito confortável, experimenta aí.- Digo, batendo com o braço no espaço vazio de grama ao lado esquerdo de meu tronco, e mesmo meio relutante, a mais nova suspira e se rende ao deitar.

       -Sabia que quando eu era criança eu queria ser astronauta?- Ela fala, encarando o anoitecer sobre nossas cabeças. Não posso evitar sorrir, sobre o quão fofo aquilo era.

       -Astronauta Vanessa? Pra mim você tem cara daquelas crianças que sonham em ser atrizes e fazer malhação.- Brinco, e logo uma gargalhada pode ser ouvida, me fazendo rir também.

       -Cara que Ridicula!- Diz, me empurrando de leve pelo ombro.

FLASHBACK OFF

     A memória do sorriso da morena naquela noite não saia da minha cabeça. Acho que tudo que tivemos acabou sendo rápido demais, e me sinto inútil por não ter aproveitado cada momento como se fosse o último. Até pq, aquela experiência, jamais conseguiríamos viver novamente, e isso me chateava por dentro.

       -Ei, você tá melhor?- Michel pergunta, ao se sentar ao meu lado no mesmo lugar que Vanessa sentará em minha curta memória, a alguns dias atrás.

        -Sim, eu tô bem.- Respondo, sentindo minha voz embargar novamente. Pq todos tinham que fazer essa pergunta? E pq era sempre impossível respondê-la ?

        -O bixinha...- O rapaz fala, me abraçando de lado, e logo, seco uma lágrima que teimava em cair.

      -Eu só espero que ela não se esqueça da gente sabe? Tenho medo de sair e perceber que tudo acabou...- Falo, juntando minhas pernas ao tronco, ao me lembrar do quanto queria que ela simplesmente estivesse ao meu lado.

       -Ela não vai Mulher, vocês duas tinham paixão no olhar, ninguém esquece disso.-Michael diz, acariciando levemente meus ombros.- Antes mesmo de você admitir que gostava dela, a gente apostava pra ver quem de vocês se entregaria primeiro a boiolagem, sabia?- Relembra, me fazendo rir e discordar com a cabeça.

        -Vocês apostaram sobre nossas vidas??- Questiono risonha porém em choque, pela ousadia do rapaz em falar aquilo com tamanha naturalidade.

        -Ou isso, ou ficar olhando as plantas no quintal né? Não tem nada pra fazer aqui! Vocês eram nosso entretenimento...- Diz saudoso, e logo sinto sua voz se entristecer tambem. Sabíamos que mesmo que tivesse sido bom, aquele companheirismo não existia mais, por mais que quiséssemos....

         
       Nesses momentos, o vazio é mais do que uma lacuna física; é um eco doloroso da saudade. No entanto, em meio à escuridão, encontro pequenas faíscas de luz — memórias preciosas que resistem ao vazio. Mesmo na ausência, a paixão persiste, e me faz lembrar que, de alguma forma, ela nunca estaria totalmente longe...

        -Amor, Tô com saudade, NÃO ESQUECE DE MIM.- Falo alto, pro universo, e também pras câmeras, sabendo que a morena veria isso em algum momento. Michel logo ri ao meu lado, e sorrio também, por manter viva dentro de mim a esperança de que mesmo que demorasse, ainda estaríamos juntas em algum momento.









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Maktub (ginessa)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora