Are you a father?

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Minhas mãos suavam frio, minha respiração estava acelerada

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Minhas mãos suavam frio, minha respiração estava acelerada. O motivo? Ghost teve que se afastar por alguns minutos para uma reunião com Alejandro e sua equipe. Eu fiquei no quarto que haviam disponibilizado para mim, Ghost e Soap.

Havia três camas... mas eu não queria dormir sozinha. Não agora. Não depois de tê-lo de volta.

Continuava sentada na cama, abraçando minhas pernas, esperando por eles. O som de vozes dos soldados do lado de fora me fazia encolher, como se, a qualquer instante, a porta pudesse se abrir e um deles viesse me machucar — como os soldados de Nikolas faziam.

Minha mente vagava, presa às lembranças dele...

—Você é igual à sua mãe, sabia? Tem os mesmos lábios, os mesmos olhos azuis... — Ele segurava meu rosto com uma mão, enquanto a outra deslizava pelos meus cabelos. — Os mesmos olhos que você fechou pra sempre. Sua vadiazinha.

Meu corpo inteiro estremeceu com a lembrança. Então ouvi o som da porta se fechando. Minha respiração disparou de novo. Abracei-me com força, aterrorizada. A voz de Ghost surgiu, suave, grave... mas eu hesitava em abrir os olhos. Tinha medo de que tudo fosse apenas mais um delírio, mais uma ilusão da minha mente quebrada.

Então senti seus braços ao meu redor. Ele me puxou para si, aninhando meu rosto no contorno do seu pescoço. O cheiro dele — aquela mistura familiar de couro, pólvora e Ghost — me acalmou como se fosse um antídoto.

Seus dedos começaram a massagear meus cabelos devagar, com cuidado, com amor. A voz dele, baixa, carregada de emoção, sussurrou no meu ouvido:

— Tá tudo bem agora... Eu tô aqui. E vou cuidar de você. Ninguém mais vai te machucar. Nunca mais vão te tirar de mim.

E naquele instante, pela primeira vez em anos, eu comecei a acreditar.

  Abro os olhos lentamente e vejo Soap sentado na cama ao lado, me observando. Ele está visivelmente preocupado. E eu conheço aquele maldito olhar — pena. Ele está com pena de mim.

Inferno, eu não quero que sintam pena de mim.
Não quero aquele olhar.
Não quero ser vista como frágil.

Agarro Ghost com mais força. Minhas unhas arranham o colete que ele ainda está usando.

—Eu não quero que tenham pena de mim. Eu sou forte, caralho. Já passei por tanta coisa. Não quero esse olhar de pena.

Ghost me afasta delicadamente, apenas o suficiente para olhar dentro dos meus olhos.

—Eu não sinto pena de você, meu amor. Eu sei exatamente o quão forte você é. Só estamos preocupados, só isso. Foram dez anos... dez anos nas mãos daquele crápula. E eu juro, vou matar aquele desgraçado. Lento. Bem devagar. Como fizemos com Smith. Fazendo ele suplicar pela própria morte.

The Ghost's NightOnde histórias criam vida. Descubra agora