Simon Riley e Alice Walker, amigos de infância, se reencontram como sargentos no exército britânico, lutando juntos nos campos de batalha do Afeganistão. Porém, após seis anos de casamento, o relacionamento é abalado quando Alice desaparece durante...
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Assim que cheguei à base, fui informado por um dos sargentos que Alice estava no campo, treinando um cabo. Segui na direção indicada, o sol alto emoldurando os contornos ásperos das instalações, até que os avistei ao longe.
Ela parecia tomada por uma fúria contida, dando ordens com firmeza enquanto o jovem corria ao redor do campo — vasto como um estádio de futebol americano. Quinze voltas depois, o cabo mal conseguia se manter em pé, ofegante, suando em desespero. Ainda assim, Alice o obrigou a descer para flexões. Foi nesse momento que cogitei intervir. Ele continuaria a sofrer sob o comando dela... mas não hoje.
Eu já estava à beira da loucura. Quatro meses sem tocar em Alice. Três sem sequer vê-la.
— Fico três meses fora e você resolve virar treinadora de adolescente? — provoquei, a voz tingida de desejo e saudade.
Ela se ergueu num rompante, mas permaneceu onde estava. Fitou-me em silêncio, os olhos ardendo de algo que ia além da surpresa. Como ela não se moveu, fui eu quem atravessou o espaço entre nós. Envolvi-a num abraço — e foi como se meu corpo inteiro se lembrasse dela ao mesmo tempo. Suas mãos tocaram meu rosto por cima da máscara, e então, mesmo assim, seus lábios encontraram os meus, selando um beijo através da barreira.
Aproximei os lábios de seu ouvido, a voz baixa, carregada de urgência:
— Me diz que já terminou aqui... Tem algo desesperado por você e não posso mostrar aqui.
Senti seu corpo arrepiar-se em minhas mãos.
— Quero que conheça...
— Amor, você pode me apresentar o pirralho depois — interrompi, sorrindo, enquanto a ergui com um só movimento e a carreguei no ombro em direção aos dormitórios.
Ela não protestou. Pelo contrário, aninhou-se em silêncio, os dedos deslizando lentamente pelas minhas costas.
Price havia reservado um dormitório para nós dois — um gesto silencioso de compreensão.
Ao entrarmos, depositei-a de pé ao lado da cama. Fiz menção de retirar a máscara, mas antes que eu pudesse, Alice segurou minhas mãos.
—Me fode usando ela— As palavras dela foram como se jogasse gasolina no fogo que ardia por ela.
Alice saltou em meu colo como se o tempo a queimasse por dentro. Seus dedos ágeis puxaram minha máscara até a metade do rosto, expondo minha boca — presa fácil para a fome da sua. Nossas línguas se enfrentaram num duelo feroz, e minhas mãos mergulharam em seus cabelos, puxando-os com desejo incontido.
Agarrei suas nádegas com força, fazendo seu corpo roçar no meu, criando faíscas onde a pele se encontrava. Ouvi o rasgar impiedoso da minha camisa, suas unhas cravando-se em meu tórax como marcas de posse. Meu membro pulsava com violência a cada beijo que ela deixava em meu pescoço, como se suas bocas escrevessem feitiços na minha pele.