Your body is mine

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— Night, na escuta? — Alejandro fala pelo ponto

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— Night, na escuta? — Alejandro fala pelo ponto.

— Na escuta.

Minhas mãos suavam. Entrar naquele lugar me dava calafrios. Eu sabia que agora estava livre, que não precisaria mais lutar até a morte em uma gaiola, mas as lembranças ainda doíam. Foi por causa daquela merda que perdi dez por cento da visão do olho esquerdo, resultado de um soco de um homem com o dobro do meu tamanho. Também perdi parte da audição no ouvido esquerdo. Se eu não tivesse treinado com homens maiores antes, teria morrido na primeira semana ali.

O galpão estava lotado naquela noite, e eu sabia o motivo: La Muerte ia lutar. Um homem com mais de dois metros de altura e músculos por todos os lados. Eu estava escalada para enfrentá-lo quando Nikolas voltasse de Moscou na próxima semana... E, honestamente, não acho que conseguiria vencê-lo.

Passei pelos guardas na entrada e senti um breve alívio: não me reconheceram. Ainda me lembrava da senha de acesso — "Mata o muere."

Alejandro entrou logo depois, discretamente, me sinalizando que o plano seguia como combinado.

O camarote de El Sin Nombre ficava no andar de cima, cercado por vários homens armados. Subi até o início da escada, onde dois deles, mascarados, me encararam com atenção.

Rowenna Walker, vine a hablar con el jefe. — (Vim falar com a chefe.)

Eles falaram algo pelo ponto, provavelmente confirmando minha identidade, e então me deram passagem.

Assim que cheguei ao topo, fui abordada por mais quatro homens armados. Me revistaram com precisão e, em seguida, abriram as portas do camarote para que eu entrasse.

   El Sin Nombre estava sentada em uma grande poltrona, de frente para o vidro que oferecia vista para todo o galpão. Quando me viu, virou-se com um largo sorriso, apagou o cigarro no cinzeiro e caminhou até mim.

Niña, que saudades! Seu pai disse que você viria só na semana que vem. O que houve? Está com umas olheiras horríveis. — Ela lançou um olhar furioso aos seus homens. — Eu mandei cuidarem bem dela! Como deixaram ela ficar assim, seus idiotas?

— Está tudo bem, foi meu pai quem mandou me trancarem por um tempo. Castigo por quase ter perdido a última luta. — Ela me olhou, apavorada.

Tu padre es un gran hijo de puta! — Ela misturava espanhol e inglês enquanto andava de um lado para o outro. — O bom é que você está aqui agora. A que devo sua visita?

— Meu pai estava protegendo a família do Hassan, lembra? Elas querem saber sobre ele, mas ele não tem falado comigo ultimamente.

— Isso, Tenente. — A voz de Soap soou baixinho no ponto, do lado direito.

El Sin Nombre voltou à poltrona e deu leves batidinhas no estofado, indicando para que eu me sentasse ao seu lado. Caminhei lentamente até ela e me acomodei.

The Ghost's NightOnde histórias criam vida. Descubra agora