Akemi acordou em um quarto diferente do dela. Este era muito maior, com janelas grandes e uma vista linda. A cama era grande e confortável.
Ela não estava enfaixada e nem machucada, nem sequer haviam suturas em seus ferimentos pois não haviam ferimentos. A pessoa que curou ela, nem sequer deixou a marca das cicatrizes no corpo dela. Faz sentido agora, eu realmente me perguntei como ela não possuía ou eu nunca vi nenhuma cicatriz sendo que ela passou por todo aquele sofrimento.
Mas uma coisa realmente me chocou, Akemi tinha os cabelos raspados, rente ao coro cabeludo. É compreensível sendo que aquele corno arrancou quase todos os tufos de cabelo dela. Vestia um vestido longo e soltinho e calçou pantufas.
Akemi se levantou devagar, com o olhar vazio e perdido. Ela se pôs diante do espelho e ficou observando, tocou em seu rosto... Como se nem sequer acreditasse que estava viva. Ela passou as mãos pela cabeça, se virou e olhou por um longo tempo.
Era difícil descobrir o que se passava na mente dela, pois não havia nenhuma expressão em seu rosto além do vazio. Ela sentou-se na beirada da cama, na direção em que se via toda a paisagem da floresta pela janela e de costas para a porta.
Batidas foram ouvidas na porta... Akemi nem sequer levantou o olhar.
Xx: Akemi? Vou entrar. - Era meu pai. Não ouvindo resposta vindo da garota ele entrou lentamente. Indo em direção a Akemi que nem sequer virou ou olhou para ele.
Tajima: Akemi... Eu sinto muito - se ajoelhando devagar em frente a ela que ainda assim estava estática olhando para o nada. - Eu gostaria de ter chegado antes, de poder ter evitado que você sofresse tanto. Agora veja só, o mau que eu lhe causei. – Arrependimento e dor na sua voz, é a primeira vez que vejo isso.
Akemi: Você é um Senju? - disse ela vagamente, olhando a paisagem fixamente.
Tajima: O que? Não, claro que não.
Akemi: Então não me causou mal algum - sussurrou. - A culpa é deles, daquele clã maldito. – Rosnou devagar
Tajima: Mas... Se eu não tivesse te enviado para a missão...
Akemi: Então teria sido Izuna a morrer nas mãos de Tobirama. - Ela fechou os olhos e suspirou. - Me coloquei na frente da corrente de chacka, se eu não tivesse feito, você teria perdido seu filho. E você não aguenta mais perder nenhum filho, não é? - meu pai arregalou os olhos.
Tajima: Você... Se sacrificou para que eu não... Não perca mais um filho. - Sussurrou - estava disposta a morrer para que Izuna viva - e pela primeira vez na vida, eu vi meu pai chorar. Suas lagrimas desceram e ele abraçou a barriga de Akemi enquanto chorava.
Agora eu entendo a aproximação deles. Agora eu entendo tudo...
Tajima: Menina tola, sacrificaria a própria vida para que eu não sofresse. - Soluçando em lágrimas - Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Akemi depositou as mãos nas costas de meu pai e abaixou a cabeça para olha-lo.
Akemi: Você não aguentaria perder mais um filho, não é? - chorando freneticamente meu pai negou com a cabeça diversas vezes ainda abraçado nela. - Então não tem o porquê chorar. Você não perdeu nenhum filho. - disse de forma vazia.
Tajima a olhou, com os olhos cheios de lagrimas ele depositou as mãos em ambos os lados do rosto de Akemi.
Tajima: Me perdoe... Eu sou o único culpado pelo seu sofrimento. Me perdoe, me perdoe... – Meu pai a via como uma filha, isso é um fato.
Akemi: A culpa é dos Senju. Eles incendiaram minha casa com minha familia dentro, eles manipularam Satoshi, eles me torturaram... Você não tem motivos para me pedir perdão.
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Tsukuyomi Infinito
FanfikceApós a Era dos Estados Combatentes, Madara e Hashirama fundam Konoha e vivem tranquilamente com o tratado de paz estabelecido por eles. O que Madara não sabe, é que uma ninja chamada Akemi Uchiha surgirá do nada de uma missão dada por Tajima. Sem...
