Madara Uchiha

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Os pés de Akemi corriam apressadamente e outros a seguiam. Estava chovendo, o céu nublado e o brilho vermelho dos Sharingans se destacavam em meio àquela nevoa que os cobria. Encharcada, atenta e com a guarda alta, ela conseguiu despistar aqueles que a seguiam. Com certeza eram Senju.

Akemi se escondeu em uma caverna no fundo de uma montanha que ela conseguiu entrar sem que os inimigos vissem. Ela sentou no interior da caverna que era extremamente funda e se recostou na parede. É visível a diferença agora. Os olhos dela não brilham mais. Estão vazios.

Akemi suspirou e se atentou a algo, um som, eram como pingos de água. Ela se levantou e seguiu o som até o momento em que ela encontrou uma pequena lagoa dentro da caverna. A água era cristalina e pelo que parece, quente.

Ela se aproximou e colocou a mão na água, após isso colocou o dedo molhado na boca. Era água doce. Somente quem passou por uma situação dessa sabe o quão importante é ter água quente para se banhar. Akemi tirou as roupas encharcadas as deixando em uma pedra ao lado da pequena lagoa e entrou na água. Sorte que nada do corpo nu dela apareceu, caso contrário eu arrancaria os olhos de todos eles que estão vendo aqui.

Akemi mergulhou, se banhou e se aqueceu com a água. O local em si era mais quente então quando saiu da água, ficou por lá mesmo. Invocou os pertences dela, incluído comida e objetos de higiene pessoal e se organizou.

Organizou no chão algumas cobertas depois que se alimentou deitou sob elas. Akemi suspirou e fitou o teto. As horas passaram e quando enfim ela entrou no que pareceu ser um sono profundo ela começa a se remexer e resmungar, do nada ela acorda assustada chamando por Amaya.

Assim que respirou e percebeu que tudo não passava de um sonho, ela suspirou fundo tentando se controlar e parar de tremer, deitou outra vez. Dessa vez ela não dormiu, com os olhos bem abertos ela ficava fitando o teto... Como uma maníaca.

Ao amanhecer ela saiu da caverna, o mesmo tempo chuvoso da noite anterior se fazia presente. Inibindo o seu chakra até chegar no escritório do meu pai que não estava presente, mas Kasuki estava, e a recebeu. Eles trocaram poucas palavras e ela entregou o pergaminho que ela protegia.

Kasuki: Akemi... Que eu me lembre outros dois ninjas foram com você.

Akemi: Foram pegos. Estão mortos. – Disse de modo simples

Kasuki: Você não os ajudou? – Com as sobrancelhas erguidas

Akemi: Não. Se eu os ajudasse correria a chance de ser pega e perder o pergaminho. Não me importo que morram desde que o pergaminho esteja nas mãos de Tajima-sama. – A voz era fria como um bloco de gelo.

Kasuki: As coisas não funcionam assim.

Akemi: Quer a equipe inteira sem o pergaminho ou somente eu com o pergaminho em mãos?

Kasuki: Você sacrificou sua equipe pela missão?

Akemi: Eu sacrificaria qualquer um para cumprir a minha missão. - Kasuki a encarou com um misto de admiração e terror - Mais alguma coisa?

Kasuki: Não. Pode ir descansar.

Akemi se virou e saiu do escritório, mas ao invés de ir até a própria casa, ela pegou outro caminho. Por fim, quando chegou ao destino dela, havia uma pedra marcada como uma lápide... Uchiha Amaya era o nome gravado nela. Akemi ajoelhou, permitindo que as gotas de chuva caíssem e a mantivessem encharcada. Ela não disse nada, somente ajoelhou e abaixou a cabeça. Me preocupei com o quão forte a chuva ficou e a quantidade de tempo que ela ficou debaixo dela.

Claramente era um dia frio, o sereno e a chuva não a fariam bem. Em um determinado momento ela se moveu, pensei que se levantaria, mas ela simplesmente deitou. De costas para o chão a chuva caia em seu corpo e rosto, os cabelos grudando no solo, os olhos fechados, a boca tomando um tom azulado e as unhas já roxas devido o frio. Ela poderia morrer se ficasse ali.

Tsukuyomi InfinitoOnde histórias criam vida. Descubra agora