Argh, caralho que dor de cabeça. Abri lentamente meus olhos que doíam pela claridade vinda da janela... Ajustei minha vista e aos poucos recobrei os sentidos... Espera... Por que diabos o cheiro da Akemi está em meus lençóis? Hum? Meu peito acelerou e meus olhos arregalaram. O que aconteceu? Levantei num sobressalto sentindo o enjoou por causa do álcool, caralho que merda, ainda sentado na cama eu respiro fundo. Prestei mais atenção, não é o cheiro dela nos meus lençóis... Eu é que estou na cama dela. Mas como eu vim parar aqui? Será que... Não, isso não. Não pode ser que tenhamos feito isso e eu não me lembre de nada, quando acontecer quero gravar cada detalhe!
Akemi: Bom dia - sua voz mais suave que o comum vinda da porta. Vejo a mesma com a sombra de um sorriso cínico e os braços cruzados, apoiada no batente da porta.
Coloquei os dedos nas têmporas e comecei a massageá-las como se tentasse amenizar a dor de cabeça.
Madara: Pode me dizer o que eu estou fazendo aqui?
Akemi: Ah, isso. É que ontem você dormiu no sofá, no meio da madrugada eu acordei pra pegar um copo de água e vi você jogado lá. Te acordei, te ajudei a levantar e estava te levando para o seu quarto até que você teve a brilhante ideia de desviar o caminho e cair na minha cama, 2 minutos depois voce estava até roncando.
Madara: Merda, eu não lembro de nada. – Como odeio a sensação de estar de ressaca
Akemi: Claro, bebeu 3 garrafas de vinho. Tá ficando doido? Como que tá acordado a essas horas? – Me olhando com as sobrancelhas erguidas.
Madara: Que foi? Vai me dar bronca agora? – Não preciso disso agora.
Akemi: Não é bronca, Madara. É perigoso beber isso tudo. - Deitei na cama de novo, suspirando.
Madara: Eu falei alguma merda pra você? – fechei os olhos pelo incomodo
Akemi: É, algumas. Nada muito comprometedor, relaxa. Agora fique quietinho. – Caminhando até minha direção e se inclinando. Suas mãos vieram de encontro com meu rosto e uma luz verde saiu delas, ninjutsu médico... Eu bem que precisava disso. Fechei meus olhos e deixei que ela curasse a minha ressaca. Minutos depois todo o efeito do álcool passou e eu estava novinho em folha.
Akemi: Parece que o único que pode bater contra você e ganhar é o álcool né. Derruba até o lendário Uchiha. - Com uma expressão debochada no rosto.
Madara: O que eu te disse ontem? – Resmunguei, deixando de lado o deboche dela.
Akemi: Nada demais, só reclamou dos conselheiros e do fato de que não pode beber e transar a vontade... - Céus, não acredito que disse isso a ela. Que vergonha.
Madara: Só isso? – fingi costume
Akemi: É. O resto não é importante. Sabe, não quero ser chata nem nada, mas você deveria tomar cuidado com a bebida. Nem é por ser líder, sabemos que bebida em excesso faz mal.
Madara: Tá, me desculpe por isso. E ignore totalmente tudo o que eu te disse ontem.
Akemi: Não mesmo. Temos que conversar, Madara. Mas antes, tome um banho e um café, você está fedendo a álcool. – Com um tom de ordem que eu nem tenho coragem de contrariar. Afinal, depois do que disse ontem, não tenho nem moral pra reclamar.
Lá vem esse negócio de querer conversar... Eu devo ter dito muita merda ontem... Odeio o fato de não lembrar de nada. Fui até o banheiro, tomei um banho revitalizante e assim que terminei fui para a cozinha, na mesa, havia um belo café da manhã. Não costumo comer de manhã, mas hoje estou com muita fome. Apesar disso, gosto do cuidado que ela tem comigo, todos os dias ela deixa a mesa pronta pra mim, para se caso eu venha a querer tomar café da manhã. Me sentei e enquanto comia, pensava no que poderia dito pra ela... Ao terminar, arrumei a cozinha e fui a sua procura, ela estava sentada na varanda da casa lendo um livro. Sentei na cadeira ao lado.
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Tsukuyomi Infinito
FanfictionApós a Era dos Estados Combatentes, Madara e Hashirama fundam Konoha e vivem tranquilamente com o tratado de paz estabelecido por eles. O que Madara não sabe, é que uma ninja chamada Akemi Uchiha surgirá do nada de uma missão dada por Tajima. Sem...
