Prestes a se formar no curso de veterinária tão estimado, Sina Deinert tem convicção que relacionamentos amorosos não cabem em sua rotina apressada.
Mas não significa que uma diversão casual seja impensada.
Carregando um histórico de corações part...
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Sina Deinert
Tenho a impressão que retirei quilos de areia da calcinha do meu biquíni.
A água do mar encontrava-se em uma temperatura morna graças ao sol escaldante do meio dia, a maré enchendo contribuindo com uma ideia tentadora de permanecer imersa mais um pouco ou até a pele dos meus dedos enrugarrem. Mas a lembrança de ter quem me esperasse do lado de fora e a minha vontade de beliscar uns acarajés se sobressai, e por elas, dou um último mergulho.
Garanto se tirei todo acúmulo de areia no biquíni que ganhei depois do incidente com Joel e subo à superfície empurrando o cabelo para trás a fim de que os fios não fiquem grudados na testa, incomodando.
Amarro mais firmemente os laços nas laterais. Ainda que adore a cor e o modo como o biquíni se molda no meu corpo, um ponto contra esses tipos era todo cuidado para não acabar mostrando demais num descuido.
Conforme saio do mar e passo a caminhar em direção ao sombreiro que somente se destaca dos outros por possuir várias escavações na areia ao redor e duas figuras as quais conheço bem, não só tenho a sensação como sei que estou sendo observada. E mesmo ao longe estou certa que são os olhos esmeraldas que me acompanham.
Embora não tivesse a intenção de fazer de gestos normais uma verdadeira cena antes, agora isso mudou e faço minha melhor caminhada sob a areia fervente. Vale o sofrimento por vislumbrar a figura de um cara loiro ao lado do moreno oferecer água e o mesmo entorna-la, sedento.
Tenho começado a me sentir à vontade para considerar tê-lo na minha cama, após ter colocado tudo em "pratos limpos" com Theo. Pelos seus stories, além de estar atuando na recuperação de animais silvestres, ele parecia realmente ter pensado no que lhe disse por mostrar estar seguindo adiante e se divertindo lá por Pernambuco quando podia.
— Oi- cumprimento o grupo, mais direcionada ao loiro com quem ainda não havia falado.
Ser espontânea nessas primeiras fases de conhecer alguém não eram muito meu forte, no entanto, ele logo se apresenta como Josh e faz questão de me tratar como se já fossemos amigos.
Noah oferece sua cadeira para mim, mas eu recuso ao retirar minha kanga da sacola de praia e estendê-la na areia ao lado dele e de Joel, que reconhece minha presença com um balançar da cauda. Já Ellie se agita, querendo a todo custo se aproximar, e arrastar a cadeira na qual estava presa mais Josh consigo não iria a impedir.
— Vou soltar, viu- Josh avisa antes de erguer sua cadeira e permitir a guia se desenrolar do pé, liberando Ellie.
Ela vem para perto me cheirar com toda alegria, somente para estirar-se sob mim em seguida, definindo que seria seu lugar de descanso a partir de agora. Não me incomodo com os pelos cheios de areia grudando em meu colo, e lhe dou apertos e carinhos que contém todo meu amor.
— Eu sei. Também senti sua falta, meu amor. Muita, sim- me ouço falando com aquela voz fina e boba que usamos para animais e bebês. É inevitável.