Prestes a se formar no curso de veterinária tão estimado, Sina Deinert tem convicção que relacionamentos amorosos não cabem em sua rotina apressada.
Mas não significa que uma diversão casual seja impensada.
Carregando um histórico de corações part...
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Noah Urrea
Me pergunto se vim fazendo escolhas pouco sábias no último dia quando deixo o carro em ponto morto ao estacionar próximo do prédio em que Sina mora e olho para a figura do meu lado.
Ellie me encara de volta em toda sua inocência.
Sinceramente, estava fora dos meus planos para hoje trazê-la, ainda mais somar Joel no pacote, que veio deitado no banco traseiro.
No dia anterior, toda a situação com Sina e o arranjo que estamos para formar progrediu mais rápido do que imaginei. Primeiro, eu nem pensava que conseguiria expor aquilo que queria tropeçando nas palavras como tropecei ou mesmo se a loira encontraria-se em iguais termos quanto a manter o que viéssemos a ter, despretensioso. E segundo, diante do desenrolar quase desenfreado que se seguiu a minha confissão, comecei a considerar o alerta de Any sobre aquela mulher me colocar em um verdadeiro teste.
Às vezes pareceu que Sina gostaria de me devorar vivo.
E eu senti que o local público onde nos encontrávamos ontem mal seria um impedimento para que desejasse fazer o mesmo com ela.
Ela influencia um lado meu o qual pouco tenho familiaridade. Me leva não só a participar das suas provocações como a sustentá-las sem corar feito um virgem ou ficar perdendo as palavras a todo momento.
Seria errado dizer que gosto como ela instiga meu lado convencido? Porque para alguém que busca um pouco mais de autovalorização, ter a pretensão estimulada está dando a diferença.
Cacete, e pensar que nos conhecemos a menos de dois meses e essas percepções sobre mim vieram à tona em um dia assim que expus minhas intenções...
Respiro fundo.
Preciso de cautela, e Sina é um perigo. Mas é um perigo que estou doido para afundar a boca em e cuja essas preocupações somente atrapalharão atraindo o que quero evitar.
Hora de mandá-las para casa do caramba e apenas seguir nossas vontades.
O que, assim como quando a loira me deixara em casa no final da tarde anterior, se torna complicado ao ter companhia no carro. Companhia essa que eram o mesmo que ter crianças ao redor.
Não dava.
Torno a encarar aqueles olhos escuríssimos de Ellie e os castanhos claros de Joel pelo retrovisor. Naquela manhã era trazê-los comigo ou lidar com um furacão em casa depois.
Há uma batida na porta e vislumbro Sina através do vidro. Destravo-as.
— Bom dia!- cumprimenta, as íris imediatamente caindo sob os cães ali. Suspeito que a presença deles a pegou desprevenida, embora ainda faça uma mini festa para ambos. — Levou à sério a ideia da "guarda compartilhada" mesmo?- desenha as aspas.