𝟭𝟳. Expectativas

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Sina Deinert

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Sina Deinert

Itacimirim, Costa dos Coqueiros, Camaçari



Ao abrir a porta traseira do carro, os cães descem às pressas para se aventurar no novo ambiente. Começando pelos trechos de gramado do quintal frontal, que até o momento é a parte da casa de veraneio dos Urrea que estou em contato.

Assim que Noah adentrara com o carro na garagem após a viagem de cerca de uma hora e meia, perdi um tempo admirando a casa pintada em tons foscos e com uma porta de carvalho alta. A lateral do quintal que divide espaço com a garagem deve compor apenas metade da extensão total, considerando que Joel e Ellie sumiram através do trecho que parecia levar a parte de trás da casa.

– Bem-vinda- o moreno anuncia, se aproximando com as nossas coisas e outras poucas sacolas penduradas nos braços com alguns mantimentos para passarmos os próximos quatro dias ali.

Quando Noah convidou tanto o seu quanto o meu grupo de amigos para passarmos as últimas semanas das férias em sua casa na costa de Camaçari, os quatro enrolaram muito até recusar o convite, por incrível que pareça. Any teria um show para tocar além do término das aulas de violino que tomou pelo verão e Josh recém havia conseguido um estágio como professor assistente numa turma do ensino fundamental. Sabina e Joalin argumentaram que também tinham seus afazeres.

Eles pareciam suspeitos, muito suspeitos. Como se tivessem arquitetado um complô.

Já eu, por algum milagre conveniente, estaria livre. Meus turnos no estágio e voluntariado eram antes do dia que Noah mencionou.

A princípio senti que deveria pensar com cautela sobre aceitar ou não aquele convite. Sem nossos amigos, seria nós dois a sós na casa de praia, o clima romântico que poderia pintar... a coisa toda se assemelhando a uma viagem de casal. Mas as oportunidades de passar aquele tempo sendo bem fodida enquanto curtiria a praia por igual eram igualmente atrativos.

Às vezes o tesão vence a lógica.

– É enorme, e muito bonita. Seus pais tem bom gosto- comento, apoiando as sacolas de mercado na ilha da cozinha.

Noah guiou caminho pelo interior da casa, onde me mostrou a sala com uma mesa de jantar comprida, televisão de não sei quantas polegadas e um sofá que comportava no mínimo cinco pessoas. O mesmo ambiente tinha uma porta de correr de acrílico qual captei o vislumbre de um quintal verde extenso e uma piscina.

Ele deixou nossas mochilas perto da escada que levava ao andar superior e então me conduziu até a cozinha que possuía a porta que dava para o exterior em igual estilo a da sala; ilha com subnível capaz de montar uma pequena mesa de café ali mesmo, duas pias, uma geladeira e freezer.

– Uma das minhas partes preferidas daqui é essa.

Noah empurra as portas e indica para que eu o siga até a área externa. O piso imitava madeira laminada, havia uma mesa de centro circular e cadeiras rústicas redor, algumas plantas penduradas em suportes nas pilastras que sustentavam o teto de telhas translúcidas.

𝗗𝗲𝘀𝗽𝗿𝗲𝘁𝗲𝗻𝘀𝗶𝗼𝘀𝗼, 𝗻𝗼𝗮𝗿𝘁Histórias para pegar e não largar. Descubra agora