A noite cai, e levemente, começa a nevar novamente, dessa vez, mais intensamente, ainda sem notícias, os três se reúnem à mesa de jantar. Simon, levanta-se e avisa que irá à Delegacia e Sora vai atrás dele, ele sabe que não vai conseguir impedi-la de ficar, ela está resignada demais em ajudar e ele compreende esse sentimento. Na delegacia, a equipe restante se reúne e avisa os dois que só não mandaram um helicóptero ainda porque o tempo está péssimo no caminho de Vancouver até Fort Nelson. Um chiado é ouvido do comunicador, e a voz, que aparentemente é de Oliver, é cortada pela interferência causada pela neve. O que conseguiram entender é que ele estava retornando.
Sora suspirou aliviada e cerrou os olhos, o resto da equipe se sentiu mais aliviado, agora era só esperar o retorno do Xerife e a chegada dos Agentes assim que o tempo melhorasse. Simon ainda estava tenso.
"O que foi?" - a moça pergunta, aproximando-se dele, que estava sentado em um banco longe dos demais.
"Nada, estou bem." - completou, sucintamente.
"Está preocupado ainda?"
"Acho que fico mais tranquilo quando eles estiverem aqui, na verdade, eu gostaria mesmo é que a minha equipe estivesse aqui." - ele cruza os braços - "encerrar logo isso, tirar aquele bastardo de dentro de qualquer buraco que estiver se escondendo." - praguejou baixinho se referindo a Ivan. Ele balança a cabeça e expira fundo, expelindo boa parte do ar contido nos pulmões pela tensão. Encara Sora e pede para que ela se sente ao seu lado. - "Acho que você pode pensar a respeito da proposta que eu te fiz."
"A proposta..."
"De ir para o Castelo."
Ela se lembra da paisagem, do pequeno vídeo que Simon havia mostrado da região. Era bonito e o campo era amplo, e aquilo deu a ela uma sensação de vulnerabilidade. Ela sorri, mas não é um sorriso que demonstraria que ela aceitaria a proposta, o que deixa-o confuso.
"Eu vou ficar aqui." - ela pontua, certa da sua decisão. - "Eu vou reconstruir a casa."
"Tem certeza? É um lugar perigoso, isso você já viu."
"Eu agradeço a oportunidade, mas eu estaria deixando um pedaço de mim, e de qualquer forma, estando sozinha, lá ou aqui, é a mesma coisa."
Ele deixa o maxilar pender, a resposta acaba pegando-o desprevenido, em sua mente, ele quer ter certeza de que a frase "você não está sozinha" seria algo possível de ser dito a ela, mas ele sabe que não pode prometer amizade, de fato, ela está certa. Ele suspira, e a resposta dela o deixa um pouco abatido.
"Talvez agora, com o rádio funcionando e por deus, deve haver alguma rede de internet que cubra a sua área, você não fique tão isolada." - reclamou se inclinando a ela, a provocando de forma amigável, mas daquele jeito meio truculento que estava acostumado a lidar com seus antigos colegas de equipe. - "Deve haver algum jeito de colocarem uma base ali agora, com devida justificativa..." - ele continua, mas é interrompido pelo alvoroço que a equipe de policiais faz, quando escuta o carro se aproximando.
Ambos se levantam, mas é tarde demais, as janelas e paredes da delegacia são alvejadas por tiros. Tudo acontece muito rápido, Simon tem o reflexo de ir ao chão e arrastar Sora para alguma sala, alguns homens são feridos e caem no chão. A adrenalina é disparada nas veias de ambos, e o instinto é buscar proteção, Simon, busca a sala de armamentos rapidamente enquanto arrasta Sora pelo pulso.
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Wolf and Raven
Science FictionSimon Riley, em uma missão juntamente com Soap e uma equipe de seis soldados, são emboscados em uma operação no estado de British Columbia, no Canadá. Sozinho e ferido no meio de uma densa e sombria floresta, ele está quase a ponto de desistir de su...
