Ela pensava em como contatar Ghost. Tudo o que tinha, era o contato dos Agentes Canadenses, assim que chegou na casa de Susan, deixou o Notebook acima da cama e correu para o telefone. Suas mãos tremiam e ela tentava digitar o número certo, ela tentava falar mas gaguejava, só queria tentar o contato com alguém que soubesse como contatar Ghost. Um dos agentes disse que era bem improvável que ele respondesse e questionou o porquê de tanta aflição, ela tentou organizar os pensamentos e só queria o contato do homem que a ajudou no ano passado durante o ataque a Fort Nelson. Os Agentes não prometeram que conseguiriam, mas que tentariam contato com um superior da unidade de Ghost, frisaram que se houvesse algo a ser dito, que fosse dito. Ela olhou para o notebook, com a sensação de que não conseguiria confiar em ninguém a não ser ele. Ela desligou o telefone e esperou pacientemente as horas seguindo, Susan ficou assustada com o repentino comportamento dela, mas Sora tentava disfarçar. A todo momento ela olhava o notebook, como se aquele fosse algum item amaldiçoado e sua posse fosse causar qualquer tipo de mal.
"O que James estava fazendo...?" - ela pensava.
Ele era um soldado condecorado do exército Canadense, suas proezas como atirador de Elite eram conhecidas, ele havia feito sua parte pelo seu país. Tarde da noite, por volta de meia-noite e meia, Sora recebe uma ligação de um número desconhecido. Ela mirou o telefone vibrando, a curiosidade e o medo travavam uma guerra dentro dela, até que ela atendeu o telefone, se levantou e ficou próxima a janela, apoiando-se no peitoril, esperando que a voz se manifestasse primeiro.
"Sora." - a voz rouca e grave com a adição do sotaque britânico a acalmou de imediado.
O peso que sentia de tensão em seus ombros foi substituído pelo relaxamento.
"Simon." - ela respondeu aliviada. - "Eu preciso falar com você."
"Está tudo bem?... Quer dizer, tem um ano."
"Está... Quer dizer, em parte." - ela mira o notebook - "Lembra quando tentamos achar a senha do notebook de James?"
Um breve silêncio toma conta da linha.
"Sim... Por que?"
"Bom, eu descobri a senha." - ela diz e do outro lado, ele fica mudo por uns instantes, tentando processar a informação.
"Certo... Pela urgência eu acredito que você achou algo."
"Sim." - ela resume o encontro com o homem de Shemagh e os arquivos duvidosos que achou.
"Você falou desse Notebook com alguém mais...?" - ele questiona.
"Não, os agentes me perguntaram, mas preferi falar com você antes."
Simon fica silencioso por mais alguns instantes.
"Precisamos ter acesso ao notebook para analisarmos..." - ele faz outra breve pausa, do outro lado da linha, pensativo, ele tenta entender a estranha chamada de vídeo. - "Esse homem de shemagh, viu seu rosto certo?..."
"Viu."
"Isso é um problema." - ele pondera, preocupado com o escalar da situação. - "Sora, eu preciso ter acesso ao notebook... E eu acho que você não está mais segura ai sozinha... Bom..." - ele volta ao assunto que tinha o remoído durante meses - "Esse notebook provavelmente está geolocalizado então já sabem onde você está."
Ela sente um frio da espinha e se senta, aflita com o desenrolar dos acontecimentos, preocupada de possivelmente estar em posse de um conteúdo valioso e ao mesmo tempo, misterioso, dado uma fração de informação que teve acesso.
"Não abra mais esse notebook sozinha. Eu vou movimentar a equipe para te extrair daí."
"...O quê?..."
''Confia em mim." - ele pontua, certo da sua decisão.
"Tá bom... Eu vou esperar."
Os dois desligam os telefones com a sensação de que havia mais a ser dito, mas o que resta a Sora, é confiar nos instintos de Simon. Ela mira novamente o notebook e se questiona o que mais James escondia e teme pelo que está por vir.
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Wolf and Raven
Science FictionSimon Riley, em uma missão juntamente com Soap e uma equipe de seis soldados, são emboscados em uma operação no estado de British Columbia, no Canadá. Sozinho e ferido no meio de uma densa e sombria floresta, ele está quase a ponto de desistir de su...
