É estranho vê-lo novamente, será se ele havia mudado em um ano? Era difícil dizer, ela havia o visto com a emblemática máscara de caveira quando foi resgatá-la dos terroristas, mas ali, era como se existisse uma barreira que ela sentiu não saber transpor. Talvez nem deveria. Ela se levantou, pegou a mochila e se dirigiu à ele, que estava esperando por ela na porta.
Em um gesto involuntário ele fez sinal que ela o acompanhasse, após alguns poucos minutos andando pelas instalações de paredes claras e estruturas elétricas industriais, ele começou:
-Não tem muito conforto por aqui, mas é algo suficiente por ser provisório.
Ela acompanhava o movimento do seu maxilar sob a máscara, observou as órbitas negras dos seus olhos abaixo da estrutura que simulava parte do crânio humano.
-Não me importo, eu já estive em condições piores. - ela esboça um sorriso amarelo, e ve que ele mantem o seu tom sério e distante.
Enquanto andam, ela observa o andar dos outros oficiais e soldados, um vai e vem de militares e outros funcionários que mantinham a base da SAS na perfeita ordem, aquele lugar parece nunca ter visto o caos ou ter ficado sem limpeza por um dia sequer.
-Então....Como tem sido... - ela tenta puxar assunto casualmente, mas era tão estranho dado as condições em que ambos estavam, uma distancia invisivel que parecia difícil de ser quebrada. - a vida pra você, Simon?
Ele continua seco, desde aquele momento que a conheceu, e ele disse o seu nome em meio a floresta gélida, era estranho alguém chamar pelo seu nome. Após a morte de todos os seus companheiros, e depois de ter quase morrido tentando salvar Sora, aquele homem estava mais perdido e desconexo da realidade comum quanto antes. Ele suspira levemente, controlado e sem demonstrar que a menção do seu nome tinha mexido em estruturas adormecidas dentro dele.
-Trabalhando, tentando não morrer. - ele respondeu, com seu senso de humor mórbido tentando camuflar o que de fato tinha sentido.
-Ah, certo. - ela segura um riso de desdém. - Espero que... Resolvam essa situação.
Eles chegam até o terceiro andar, onde normalmente ficavam alguns quartos extras para outros oficiais de outras unidades e até de outros países. Ele abre a porta para ela, um típico quarto espartano de um oficial Inglês.
-É isso. Se precisar de alguma coisa, já sabe como me contatar. - ele assentiu com a cabeça enquanto fechava lentamente a porta, cortando a moça antes que pudesse falar algo.
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Wolf and Raven
Science-fictionSimon Riley, em uma missão juntamente com Soap e uma equipe de seis soldados, são emboscados em uma operação no estado de British Columbia, no Canadá. Sozinho e ferido no meio de uma densa e sombria floresta, ele está quase a ponto de desistir de su...
