Carol e Ed Peletier, tiveram mais uma filha além de Sophia, Cassiopeia Peletier. Crescendo em um ambiente completo tóxico e agressivo, Cassie com ajuda de sua mãe, fugiu de casa na primeira oportunidade que teve após completar seus 18 anos.
Agora co...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
POV CASSIE
Eu não queria sair dos braços dele. Lutei por meses para conseguir encontrá-lo e agora não queria nem pensar em soltá-lo, mas sabia que era necessário. Este lugar não era seguro, e eu deixei as meninas sozinhas com Merle, o que significava que se Gracie não pulou no pescoço do Dixon mais velho ainda, é um dia de milagres.
— Cassie... — eu ouvi o sussurro entrecortado pelas lágrimas de minha mãe.
Me virei para encará-la. Exatamente como eu me lembrava. Cabelos curtos e grisalhos, magra e meio encolhida. Os olhos azuis, tão parecidos com os meus, lacrimosos.
Eu cerrei os dentes e desviei o olhar. Não, ela não tinha o direito de chorar, não tinha o direito de me abraçar depois do que ela fez. Do que ela deixou ele fazer.
— Vamos — eu me virei para o restante do grupo. Os braços de Daryl ainda ao meu redor. — Eu tenho um lugar seguro pra passar a noite.
Ao menos esperava que as meninas e Merle tivessem encontrado um.
— Tem uma cabana aqui perto. Deixei Tyrese lá — contou Carol.
Vi uma mulher soltando um suspiro de alívio e botar a mão no peito como se estivesse aliviada, ao mesmo tempo que um homem a abraçava de lado, sorrindo.
— Pra que lado fica? — eu perguntei.
— Oeste — ela me respondeu.
Eu neguei com a cabeça.
— Não, preciso ir para o leste.
— Nós vamos até a cabana e depois seguimos com você — um homem barbudo e cheio de sangue me disse.
Meu Deus, quanta gente!
— Vão dobrar meu tempo de viagem, prometi que ia voltar com o jantar — eu discordei.
— Prometeu pra quem? — a voz rouca que eu tanto tive saudades me indagou.
Eu sorri me virando pra ele, e sabia que meus olhos estavam brilhando.
— Gracie e Merle.
Seus olhos se iluminaram a menção do irmão. Não falei de Sarah porque ele precisa vê-la primeiro. E Sophia, bom, minha mãe entraria em êxtase esperando encontrá-la logo e não é um bom momento para ter alguém tão eufórica e distraída ao seu lado.
— Desculpa interromper o momento aí — um ruivo, barbudo e forte segurando uma metralhadora, começou. — Mas você esqueceu de se apresentar.
Eu ri apesar de tudo. Notei pela postura rígida que no passado, antes de toda essa merda, ele deveria ser um militar.
— Sou Cassiopeia. Cassiopeia Dixon, mas todos aqui podem me chamar de Cassie. E você seria?