Carol e Ed Peletier, tiveram mais uma filha além de Sophia, Cassiopeia Peletier. Crescendo em um ambiente completo tóxico e agressivo, Cassie com ajuda de sua mãe, fugiu de casa na primeira oportunidade que teve após completar seus 18 anos.
Agora co...
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POV CASSIE
Daryl aparentemente não tinha superado até hoje eu ter roubado a caça dele, de novo, porque toda vez que eu o chamava para acampar comigo, ou então caçar, ele se recusava, na maioria das vezes ele dizia coisas como: "Pra você me roubar outra vez? Nem fudendo." Ou então: "Você me dá muito prejuízo, vou sozinho." Então será que dá pra imaginar a minha surpresa, quando eu sai do Viki's hoje ao fim do meu expediente e o encontrei escorado na moto de Merle, me esperando?
— Não que eu esteja reclamando, mas o que você tá fazendo aqui? — questionei assim que me aproximei.
— Eu tava indo caçar, queria saber se não 'tá afim de vir junto — ele respondeu.
Eu sorri. Por algum motivo isso acontecia muito quando eu estava perto dele.
— Claro. Eu só preciso passar em casa e me trocar. Eu vim com a picape, então você pode me dizer onde vai caçar e eu te encontro lá depois, ou você pode ficar me esperando lá em casa mesmo. Você quem sabe — eu falei, enquanto caçava a minha chave dentro da minha bolsa.
Como que eu conseguia perder a chave dentro da minha própria bolsa? Isso nem fazia sentido.
— Ainda tem cerveja no congelador? — parecia um pouco mais animado agora, mas quem sou eu para julgar? Cerveja realmente causava esse efeito nas pessoas.
— Você sabe que sim — eu disse dando de ombros, ainda muito focada em achar minha chave.
— Certo, você arruma suas coisas, e eu bebo sua cerveja — Daryl falou enquanto subia em sua moto.
— Que injustiça — eu comentei quando finalmente achei minha chave.
— Considere isso minha isenção pela minha caça roubada — ele retrucou .
Eu sorri e balancei a cabeça em negação. Não o respondi, apenas dei as costas e me afastei até minha picape. Dirigi até em casa com Daryl pilotando na minha frente, parecia até escolta policial. O pensamento me fez rir.
Estacionei na garagem, e subimos juntos até meu apartamento.
— A casa é sua — eu brinquei quando ele passou na minha frente em direção a geladeira.
Ele pareceu um pouco envergonhado, e eu apenas ri, o mandando relaxar. Caminhei para o quarto e peguei minha mochila de caça, e as minhas facas. Também troquei a roupa do trabalho por uma mais confortável, como uma calça jeans de lavagem escura, uma regata verde militar, e uma flanela também verde. Talvez eu tivesse algo com a estampa xadrez. Por cima de tudo, eu joguei o colete de asas. Aproveitei, e também fiz uma trança boxeadora, para que meu cabelo não me atrapalhasse.
Voltei para a cozinha, e Daryl me jogou uma lata de cerveja, que eu prontamente agarrei, logo abrindo e bebendo da mesma.
— Vamos só de moto agora, mais prático — ele informou, pegando a jaqueta de couro que tinha deixado sobre a mesa.