♪Se quer saber, ainda te espero, baby
Se quer saber, essa canção é pra você, baby
Se quer saber, ainda te espero, baby
Se quer saber, essa canção é pra você
Voltar pra mim♪
♪Se Quer Saber, Maurício Manieri
~ Erick O'Brien
Ultimamente tenho ficado um pouco irritado com facilidade. Talvez porque tenho pensado demais sobre como resolver meu problema com o Félix e está realmente muito difícil fazer isso, vendo que ele está me ignorando há bastante tempo.
Fiquei ajudando meu pai o máximo que podia, vez ou outra ele tentava fazer alguma piada e no fim ele acabava ficando sem graça e terminava quieto. Como diria o Félix, ficar com essa cara de cu não vai resolver as coisas.
— Erick, por que não conversa com ele? — meu pai pergunta enquanto recolhe alguns papéis espalhados pela mesa do escritório dele.
— Eu tentei. Parece que ele abomina a minha presença e quer que eu desapareça — respondi, inclinando a cadeira para trás — Parece que ele me odeia de novo.
— Já tentou encurralar ele?
— Ele me mataria antes que eu tentasse, mas respondendo, sim, eu já tentei.
Vi meu pai massagear as têmporas e encarar os papéis que ainda estava segurando, seus mocassins bateram de maneira suave contra o piso e um cantarolar distraído deixou sua boca.
Suspirei com um sorriso — sabia muito bem que John estava tentando ajudar. Ele sempre tenta ajudar todo mundo. Mas isso eu quero fazer sozinho.
Ajudei John a arrumar a sala de reuniões e a primeira coisa que fiz assim que terminamos foi tirar minha gravata, me sentia enforcado usando essas coisas.
Por alguns minutos meu pai foi capaz de me distrair do que estava acontecendo entre o Félix e eu, sua risada rouca me arrancou uma gargalhada que me fez engasgar. Para o meu pai, foi engraçado. Para mim foi… estranho?
Estava feliz em conversar com meu pai desse jeito — as vezes conseguimos ser dois imbecis juntos. Se minha irmã estiver junto fica pior.
Acabei rindo ao mesmo tempo que imaginava a Sophia piorando a conversa e fazendo os três terem uma crise de riso.
Repentinamente um dos seguranças entrou no escritório do meu pai e disse que alguém havia vindo me ver. Minha cabeça falou que era a minha mãe e meu coração torcia para que fosse o Félix, mas em momento algum me preparei para ver o rosto do Noah. Meus olhos ficaram estreitos e rugas se formaram na minha testa, lentamente dei alguns passos para trás — não queria ter que conversar com ele. Na verdade nunca quis falar com ele na minha vida. Desde o primeiro momento que conversamos só brigamos e depois que ficamos mais velhos só piorou.
Noah se levantou com aquele maldito sorriso arrogante e caminhou até mim, ele estendeu sua mão para que eu pudesse o cumprimentar, mas apenas afastei minhas mãos dele. Talvez eu estivesse mais na defensiva do que deveria, porém estar perto do Noah e não estar na defensiva é burrice. Para quem conhece o… como posso dizer? O monstro que ele é, para fácil compreendimento.
— A falta do seu namoradinho faz tanta diferença assim no seu comportamento? Cadê aquele Erick carinhoso que todo mundo conhece? — ele lançou um olhar debochado para mim.
— Você não merece esse lado meu, Noah. E você sabe disso — rebati, me afastando ainda mais dele.
— É uma pena que o Félix ame mais o trabalho dele e o próprio espaço pessoal do que você. Não é mesmo?
— Só fala que merda você quer e me deixa em paz.
— Calma aí garotão. Só vim aqui ver como você está, afinal, já faz um tempinho que você deixou de aparecer na mídia. Sabe, achei que tinha desistido de ser modelo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Polaroid
RomanceUm modelo famoso e mimado decide ir até a empresa de fotografia do seu pai em busca de um fotógrafo pessoal. Entretanto uma pessoa conseguiu chamar a atenção dele, tanto pelo talento que ele procurava quanto pela bela aparência. Após decidir trabalh...
