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Kaish- O que estava fazendo aqui?

–Só fazendo meu trabalho

Kaish- Ah sim, claro, não estaria aqui por outro motivo

–Espera…você não é um Torricelli também, é?

Kaish- Claro que não

–Está ligado a eles?

Kaish- Não, não estou envolvido em nada relacionado a essa família

–Devo acreditar em você?

Kaish- Você quem sabe, não vou te obrigar a acreditar em mim, mas, eu estou falando a verdade

–Acho bom mesmo -Continuamos caminhando até o estacionamento

Kaish- E esse fichário? É sobre o quê?

–Nada demais, apenas papéis inúteis

Kaish- Esses “papéis inúteis” é o qual você está levando consigo, e é o motivo pelo quão assustada você está

–Eu não estou assustada -O homem arqueou uma de suas sobrancelhas- Não é nada, já disse

Kaish- Você mente muito mal sabia?

–Ah é? Em primeiro lugar, eu não te conheço, em segundo, você não deveria estar se intrometendo

Kaish- Calma aí gatinha nervosa -Ele sorri de canto com os dentes

–Aff -Revirei meus olhos- Você veio de pé?

Kaish- Por quê? Você vai me dar uma carona?

–Eu não, você que se vire -Tento abrir a porta do carro

Kaish- Não acha que está no carro errado?

–O quê? -Olho para o carro e percebo que não era o meu- Ah, eu confundi. Esse carro é seu?

Kaish- É, agora vai pro seu

–Ih, que ignorante

Kaish- Como se você fosse diferente né?

–Ei, não sou ignorante! Só não gosto de homens metidos a salvadores. -Digo, caminhando em direção ao meu carro que estava estacionado algumas vagas à frente

Kaish apenas riu, balançando a cabeça enquanto me observava abrir a porta do meu carro

Kaish- Você é uma mulher interessante Jennifer Lian... ou devo dizer, Ruby Kaulitz?

–Me chame do que quiser, não faz diferença para mim

Kaish- Tudo bem, Ruby... -Ele sorriu, apoiando-se na porta do meu carro. Seu olhar era estranhamente reconfortante, mesmo sabendo que ele era um ex-presidiário

–Bom, foi um prazer conhecer você Kaish. Mas agora eu preciso ir

Kaish- Tenha cuidado, Ruby

–Eu sempre tenho -Respondi, entrando no carro e fechando a porta

Eu podia ver Kaish pelo retrovisor, observando enquanto eu saía do estacionamento. Eu não sabia o que pensar sobre ele, mas uma coisa era certa, ele tinha razão, eu estava assustada e esses papéis que eu tinha em minha posse eram a razão disso. Mas o que eu poderia fazer? Eu simplesmente vivi a minha vida toda acreditando em algo que não era verdade e que nunca existiu

Dirigi para casa, pensando em tudo que tinha acontecido. Quando cheguei em casa, fui direto para o meu escritório e comecei a analisar os papéis novamente

O resto do dia passei lendo e analisando os papéis, ainda não tava conseguindo acreditar que isso estava acontecendo, minha vida foi uma mentira

Bill- Ruby, ficou o dia inteiro aqui? -O mesmo entra sem bater

–Não enche meu saco Bill!

Bill- Que mau humor em. O que aconteceu?

–Nada, não aconteceu nada!

Bill- Que tanto papel é esse? Ruby, fala logo

–Acabei de descobrir que o meu pai que era considerado morto, está vivo e é o desgraçado do Andrea, pai do Alex que matou o meu marido, ou seja ele era meu irmão, e a minha mãe Aurora não é minha mãe de verdade, porque a minha mãe biológica morreu no dia em que nasci

Bill- Ruby, como você soube disso?

–Eu me disfarcei pra entrar no prédio do Torricelli e vasculhei os fichários para encontrar as informações sobre essa família idiota

Bill- Ruby você não podia ter feito isso, é muito perigoso! Aquele prédio é cheio de seguranças

–Que diferença isso faz agora? Eu fui enganada a minha vida toda! Você parece que nem se importa!

Bill- Não é que não me importe, eu só quero que você tenha mais segurança

–Você tem noção do que eu acabei de descobrir??

Bill- Foi só isso que você descobriu?

–Como assim “só isso"? Acha pouco? Espera…você já sabia?

Bill- Em nenhum momento eu disse que sabia de algo, você está se precipitando

–Bill, me fala o que vocês estão escondendo de mim

Bill- Ruby…

–Tudo bem, tudo bem, Bill. Eu mesma vou descobrir sozinha, e se eu descobrir que vocês estão tramando algo…você vai conhecer a verdadeira Ruby

Bill- Não é nada disso

–Então tem algo aí mesmo não é?

Bill- Não é muita coisa, é só…

For you -Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora