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Ruby narrando

No dia seguinte, durante o café da manhã, onde todos os membros da casa estavam reunidos ao redor da grande mesa da cozinha, compartilhando torradas, café fresco e conversas matinais

Max- Mãe, passa a tigela pra mim? Tô muito longe

Mordi o lábio, tentando esconder uma careta de dor quando fiz menção de me levantar. Meus músculos protestaram imediatamente, lembrando-me vividamente dos eventos da noite anterior

Tom- Eu pego. -Ele se levantou com um sorriso malicioso no canto dos lábios, seus olhos encontrando os meus por um breve momento que fez meu corpo inteiro arrepiar com a memória da noite anterior

Max- Não lembro de ter pedido sua ajuda, mas ok. Que sorriso esquisito é esse?

Bill- Ruby, você tá bem? Tá meio... diferente hoje. E por que tá sentando assim tão devagar?

Georg- Diferente? Depois da maratona de gritos de ontem à noite, é um milagre ela estar sentada! Parecia que tava tendo um exorcismo no quarto

Tom e eu trocamos olhares mortificados. Senti meu rosto queimar instantaneamente

—Com licença? -Tentei manter a voz firme, mas falhei miseravelmente

Georg- Ah, qual é! As paredes não são à prova de som, sabe? Até uma pessoa surda escutaria

—A culpa não foi minha. -murmurei, afundando na cadeira- Você sabe muito bem quem começou tudo isso.

Tom- Não? Quem foi que-

O interrompi imediatamente colocando uma torrada na boca dele, meu rosto agora praticamente em chamas. Tom riu, quase se engasgando com a torrada

—Come vai. E cala essa boca, pelo amor de Deus

Bill- Eu nunca mais vou conseguir dormir sem fones de ouvido

Max- Ok, podemos mudar de assunto? Tô tentando comer aqui. E vocês dois -apontou para Tom e eu- precisam urgentemente investir em algum isolamento acústico

Tom- Não se preocupe, já encomendei. -piscou, passando a mão discretamente pela minha coxa por baixo da mesa

Quase derrubei minha xícara de café com o toque inesperado, sentindo um arrepio subir pela espinha.

Bill- Por favor, me digam que vocês não estão...

—Não! -exclamei, talvez rápido demais- Só... só derrubei um pouco de café

Georg- Sei... "café". É assim que chamam hoje em dia?

Tom deslizou a mão um pouco mais para cima, fazendo círculos suaves com o polegar na parte interna da minha coxa. Mordi o lábio para conter um gemido

Max- Ok, tô indo pra escola. E por favor, PELO AMOR DE DEUS, façam menos barulho da próxima vez

—Não sei do que você está falando. -respondi, minha voz tremendo levemente quando senti os dedos de Tom se moverem perigosamente mais para cima

Bill- Ah não? Então aqueles gritos de "Tom, por favor, eu não aguento mais" eram o quê? Ensaio para peça de teatro?

Afundei o rosto nas mãos, mortificada, enquanto todos riam. Tom apenas sorriu satisfeito, seus dedos ainda provocando sob a mesa

Quando seus dedos chegaram perigosamente perto do tecido da minha calcinha já úmida, agarrei sua mão e lancei um olhar severo em sua direção. Ele apenas sorriu maliciosamente, inclinando-se para sussurrar em meu ouvido:

Tom- Só estou retribuindo o favor da noite passada, amor

Engoli em seco, sentindo meu rosto queimar ainda mais quando Bill fez um barulho de fingido nojo do outro lado da mesa.

For you -Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora