Inclinei-me ligeiramente na direção do aparelho, e meus olhos inevitavelmente capturaram as palavras que brilhavam na tela. "Bom dia bebê, tá livre esse final de semana? O que acha da gente se encontrar aqui na minha casa e…você sabe, repetir aquelas noites"
Senti meu coração afundar no peito, uma sensação gelada se espalhando por meu corpo enquanto relia a mensagem várias vezes, tentando me convencer de que havia interpretado errado. Minhas mãos tremiam levemente enquanto segurava o celular, a tela ainda brilhando com aquelas palavras que pareciam zombar de mim
Larguei o celular exatamente onde estava, sentindo um peso esmagador no peito enquanto tentava processar o que acabava de ler. Meus olhos começaram a se encher de lágrimas involuntariamente, mas respirei fundo várias vezes, determinada a manter a compostura. Mordi o lábio com força, usando a dor física para me distrair da dor emocional que ameaçava me dominar. Foi nesse momento que ele entrou novamente no quarto
Tom- Voltei, bonequinha -Ele se aproximou da cama com passos leves, seu sorriso despreocupado fazendo meu estômago revirar- Iae, vamos voltar de onde a gente parou, hm? -Ele aproximou o rosto do meu e eu recuei instintivamente- Que foi?
—Nada -Eu forcei um sorriso, tentando manter minha voz firme enquanto lutava contra o nó que se formava em minha garganta- Não é nada
Tom- Então- Ele tentou avançar novamente, suas mãos procurando minha cintura, mas eu o interrompi com um movimento rápido. Ele franziu a testa, confusão evidente em seu rosto
—Eu tenho que trabalhar -As palavras saíram apressadas, quase tropeçando umas nas outras- Talvez outra hora
Tom- Só uma rapidinha, vai -Ele fez beicinho, sua voz manhosa tentando me convencer enquanto seus dedos brincavam distraidamente com a barra do meu pijama
Seus olhos brilhavam com aquela expressão que eu conhecia tão bem, uma mistura de desejo e súplica infantil que antes me fazia derreter
Eu fiquei em silêncio, um nó se formando em minha garganta enquanto a realidade cruel se cristalizava em minha mente. Era dolorosamente óbvio agora - esse era o único motivo pelo qual ele se importava. Não eram as conversas, não eram os momentos compartilhados, não era o amor que eu ingenuamente acreditei que tínhamos. Era apenas sexo, nada mais
—Realmente agora não dá, eu tenho trabalho a fazer -Minha voz saiu mais trêmula do que eu gostaria
Tom- O que aconteceu? Você nunca foi de me recusar assim -Ele se aproximou, sua mão tocando meu ombro
—Já disse, não é nada -Me desvencilhei bruscamente de seu toque e fui em direção ao banheiro, as lágrimas já começando a escorrer pelo meu rosto
Eu acho que...me iludi demais, fui burra demais em pensar que ele poderia ter mudado depois do que fez, ingênua demais em acreditar que dessa vez seria diferente. A mensagem em seu celular ecoava em minha mente como uma sentença cruel, cada palavra me cortando como uma lâmina
Droga, Ruby, como pôde criar esperanças em algo tão óbvio? Como pôde se permitir acreditar que dessa vez seria diferente, que ele tinha realmente mudado? Você conhece bem essa história, sabe exatamente como ela termina, e ainda assim caiu na mesma armadilha novamente…
Um pouco mais tarde, enquanto tentava me concentrar no trabalho, minha mente continuava voltando obsessivamente para aquela mensagem. As palavras dançavam cruelmente diante dos meus olhos, cada letra parecendo zombar da minha ingenuidade. Tentei me focar nos documentos à minha frente, mas as letras se embaralhavam, tornando-se apenas borrões indistintos através das lágrimas que começavam a se formar
Senti aquela sensação familiar se aproximando, como uma onda escura e inevitável. Começou com um tremor sutil nas pontas dos dedos, que logo se espalhou para minhas mãos inteiras. Minha respiração foi ficando cada vez mais irregular, como se o ar ao meu redor estivesse ficando mais denso
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For you -Tom Kaulitz
Fiksi Penggemar• DARK ROMANCE 𝐎𝐍𝐃𝐄 nessa história intensa e repleta de reviravoltas, Ruby é um exemplo de resiliência, coragem e determinação. Ela é uma protagonista cativante, capaz de despertar uma gama de emoções nos leitores, desde compaixão e empatia até...
