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-Por que você está aqui a essa hora? -Perguntei, minha voz um sussurro rouco na quietude da noite

Tom inclinou a cabeça ligeiramente, um sorriso brincando no canto de seus lábios -Eu estava com sede. Afinal, esta casa também é minha. -Seus olhos percorreram meus seios mais uma vez, demorando-se. -Mas devo dizer, você não deveria andar pela casa vestindo apenas essa calcinha minúscula

-Era provável que todos estivessem dormindo, não me preocupei em me cobrir -Cruzei os braços sobre o peito, mais por hábito do que por pudor

Tom- E se alguém tivesse te visto assim? Alguém que não fosse eu? -Novamente, seus olhos desceram para meus seios

-Isso te incomoda? -Perguntei, minha voz saindo mais provocante do que eu pretendia

Tom- Me incomoda -Um som baixo, quase um rosnado, escapou de sua garganta- Ah, me incomoda muito -Ele lambeu os lábios, seus olhos permanecendo no mesmo lugar

-Meu rosto tá aqui em cima -Estendi a mão, segurando seu queixo com delicadeza, mas firmeza. Forcei seus olhos a encontrarem os meus

Tom- Falou a que tava admirando meu abdômen agora pouco

-Chega disso. Volte para sua cama. -Tentei passar por ele, mas Tom foi mais rápido. Em um movimento fluido, ele me pressionou contra o balcão da cozinha, seu corpo uma barreira sólida e quente

Tom- Não, não desta vez -Sua voz era baixa, carregada de desejo contido- Você não vai me deixar assim de novo e sair como se nada tivesse acontecido -O mesmo pressionou sua protuberância contra a frente da minha calcinha

Engoli em seco, meus dedos agarrando a borda do balcão com tanta força que os nós dos meus dedos ficaram brancos. A proximidade dele, o calor de seu corpo, o cheiro familiar de sua pele... tudo isso mexia comigo de uma forma que eu não queria admitir

Tom levou a mão ao meu rosto, seus dedos traçando suavemente a linha da minha mandíbula antes de seu polegar acariciar minha bochecha. Seus olhos, agora suaves e quase vulneráveis, encontraram os meus

Tom- Qual é Ruby, não é a nossa primeira vez...por que tá agindo como se eu nunca tivesse sido algo pra você?

O olhar de Tom pairou em meus lábios entreabertos, minha respiração entrecortada denunciando o turbilhão de emoções que me assolava. Seu polegar deslizou lentamente sobre meus lábios, traçando seu contorno com uma delicadeza torturante

Enquanto isso, ele mantinha minhas costas inclinadas sobre o balcão, a frieza da superfície contrastando com o calor que emanava de seu corpo. Minhas mãos apertavam a laje com força, os nós dos dedos embranquecendo com a intensidade do meu aperto, como se buscassem um ponto de ancoragem na realidade que parecia se desfazer ao meu redor

Com uma suavidade que parecia contradizer a tensão palpável entre nós, o polegar de Tom pressionou meu lábio inferior, a pressão aumentando gradualmente até que ele o introduziu em minha boca

A sensação de seu dígito deslizando sobre minha língua enviou arrepios por todo meu corpo, despertando memórias de intimidades passadas que eu lutava para manter enterradas

Tom retirou o polegar e o substituiu por seu dedo indicador e médio. Meus lábios, como se tivessem vontade própria, se fecharam instintivamente ao redor deles, o mesmo começou a movimentar seus dedos levemente dentro da minha boca, seus olhos fixos em meus lábios com uma intensidade que fazia meu coração acelerar

Ele pressionou os dedos um pouco mais, fazendo-me engasgar levemente. A sensação era intensa, uma mistura de desconforto e prazer que fez meu corpo tremer. A ação provocou um sorriso malicioso em seus lábios, seus olhos brilhando com uma satisfação quase predatória

For you -Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora