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Gabriela

Eu: A senhora tá me dizendo que era amante do meu pai e veio embora com ele, enquanto a esposa dele tava por aí preocupada com ele?

Luana: É complicado, Gabriela. Você não iria entender- falou massageando as têmporas. Me acalmei um pouco e falei mais tranquilamente.

Eu: Eu tô tão chateada com a senhora, mãe. E o mais engraçado, é que a senhora vive me falando pra eu tomar cuidado com quem me envolvo- balanço a cabeça negativamente e rio sem ânimo.

Luana: Eu juro que não queria. Eu não queria ser amante de ninguém, Gabriela- diz com a voz baixa.

Luana: Eu nem sabia que ele era casado. Ele dizia que iria me fazer feliz, que eu tinha que confiar nele. Que só ele me entendia. Você acha que eu queria fazer parte dessa merda?- começa a chorar, mas me mantenho firme.

Eu: Então vai me dizer que o meu pai te persuadiu? não é possível que a senhora fosse tão ingênua, mãe- a encaro.

Luana: Mas eu era, e eu não gosto de falar desse assunto, ainda me dói muito- passou a mão no rosto para secar as lágrimas.

Eu: Que droga, cara- vou até a porta e saio do quarto.

Luana: Gabriela..- me chama.

Pode parecer que estou exagerando, mas eu não entendo uma pessoa se submeter a papel de amante, e muito menos um homem casado não se contentar com a esposa, era só terminar, cada um seguisse a sua vida. Mas o que me dói, é a minha mãe não se colocar no lugar da esposa, será que ela não pensou que faria mal a ela?

Entrei no meu quarto e fiz questão de trancar a porta, não tô afim de conversar com a minha mãe. Porque todos os conselhos que ela já me deu, nem ela seguiu.

Luana: Gabriela? - bateu na porta e depois puxou a maçaneta tentando abrir- abre logo essa porra, Gabriela. Tu sabe que eu não posso ficar saindo da cama atoa.

Suspiro e fecho os olhos, eu não quero conversar com ela agora, é muita coisa pra assimilar. Esse tempo todo, o pensamento que eu achava ter de uma família perfeita, era mentira.

Eu: Mãe, dá um tempo. Eu não tô com cabeça agora, depois a gente conversa- levantei e fui até o armário, peguei uma toalha limpa e entrei no banheiro.

Terminei meu banho e saí enrolada na toalha, joguei a toalha no chão e passei hidratante no corpo, junto com uma colônia de bebê, que deixa um ótimo cheiro na pele. Peguei a toalha e estendi no box do banheiro mesmo, desliguei a luz do banheiro e do quarto, coloquei meu celular pra carregar e deitei.

Gosto de dormir sem roupa, me sinto muito mais confortável, sem falar que faz bem pra minha larissinha. Relaxei e tentar me livrar de todos esses pensamentos ruins, porque é cada coisa que eu passo, que dá até vontade de sumir por aí.

-

Depois de conseguir dormir, finalmente. Eu acabo acordando, e pelo que parece, é madrugada. Pego meu celular e vejo a hora, 04:35h da manhã, levanto da cama e abro a porta, vendo a casa toda escura.

Desço as escadas e vou até a cozinha, minha garganta tá sequinha, eu tinha esquecido de levar uma garrafinha d'água pro quarto. Abro a geladeira e pego a garrafa, coloco a água no copo e bebo.

Sinto um vento gelado no meu corpo e noto que a janela que fica em cima da pia está aberta. Vou até ela e tento fechar, mas ela acaba emperrando, forço mais um pouco e acabo desistindo quando vejo um movimento estranho lá fora.

E eu ainda tô pelada aqui, que merda. Me abaixo um pouco, ficando fora de vista pela pia, e acabo vendo vários homens passando em cima das lajes das casas. Corro até o meu quarto e tranco a porta.

Imagina se eles tivessem me visto, pelada ainda, credo. Vou até a janela do meu quarto e confiro pra ver se está realmente trancada, e estava. Volto pra cama e me cubro, hoje o dia foi tenso pra caralho. E o ruim é que amanhã eu ainda trabalho.

Minha Luxúria Onde histórias criam vida. Descubra agora