Souza
G: Mas é muita coisa envolvida, tá ligado? se o cara não tá sabendo manusear os esquema, melhor deixar afastado - ele pega o cigarro de maconha da mão do Paco e fuma.
Eu: Afastar porra nenhuma, maluco se revolta e vai ser parada errada. Manda matar e tu resolve- me encosto na cadeira de ferro, e olho em volta aqui pela laje meio escura.
Neto: É isso então, manda matar pra não ter mais caô pro nosso lado, se falam que bandido bom, é bandido morto, então vai descer mais um pra vala- todos aqui confirmamos e ele levanta encerrando a reunião, ele vai até a saída daqui da laje e desce os degraus.
Me levanto e vou até a beirada da laje, observo o movimento daqui de cima e fumo meu cigarro inclinado no muro da laje, a pouca iluminação faz com que quase ninguém nos vejam aqui. Estreito os olhos lá pra entrada da resenha, que só tem os da facção, olho pro Kaleu que olha a mesma cena que eu e Nepo coloca o fuzil pra trás e cruza os braços quando vê Rebeca entrar, depois eu foco na pilantra que vem atrás segurando a mão da amiga.
Mentirosa do caralho, essa porra tá fazendo o quê aqui?
Levo meu cigarro até a boca, dou um trago forte e solto a fumaça daqui de cima. A casa tá bem movimentada, o que mais tem é drogas, armas e mulher, mas essa ninfetinha desgraçada é a que mais chama atenção nessa porra. Continuo inclinado, só palmeando o que ela tá fazendo, agora que virou amiga da Rebeca, é uma puxando a outra pro caminho errado.
Passo a língua nos lábios firmando o olhar nela serinho, o vestidinho curto, o salto que eu fico maluco quando ela usa. Tá gostosa pra caralho desse jeito, instigando qualquer pela saco que tá aqui, chamando atenção mermo. Pego meu celular do bolso e divido meu olhar entre a tela e ela aqui de cima.
Eu: Tá acordada?
Mando a mensagem fingindo que não sei por onde ela anda e espero a resposta, olho pra ela que está conversando com a amiga perto da piscina e começa a abrir a bolsa pra pegar o celular. Ela encara a tela por alguns segundos, provavelmente pensando se vai responder ou não e mostra pra amiga.
Passo os dedos nos lábios puto com isso, parada errada ficar mostrando o que tu conversa pros outros, na moral mermo. Ela começa a digitar e eu olho pra tela fumando minha maconha.
Gabriela: Acordei agora pra beber água, pq?
Sorrio no ódio puro negando e viro minha cabeça pro lado, olhando pro Kaleu.
Kaleu: Qual foi?- nego serinho e encaro o celular.
G se aproxima e desce as escadas já dando um sermão na irmã, abro a câmera e foco nela daqui de cima, já mandando direto pra ela. Ela olha pro celular e depois olha em volta, ela foca novamente no aparelho e levanta o olhar aqui pra cima. Passo a língua nos lábios estreitando os olhos pra ela que me olha apreensiva. Chamo ela com dois dedos e ela nega, balançando a cabeça. Mudo minha atenção quando percebo alguém se aproximar dela ali embaixo. Guardo meu celular no bolso e me levanto do muro, enterro meu boné na cabeça e vou descendo as escadas com a minha contenção, recebendo o olhar de cada um ali.
Me aproximo dela e percebo que Rei quem se aproximou, passo minha mão por sua cintura fina e aperto, não descontando nem metade da minha raiva.
Rei: E aí, Souza, quanto tempo- apertamos um a mão do outro e eu levo novamente a mão até a cintura dela, que fica quietinha na minha mão.
Eu: Aparece lá pra gente trocar uma ideia qualquer dia- ele confirma.
O olhar dele desce até onde minha mão está e ele franze as sobrancelhas.
Rei: Ela tá contigo?- levanto uma sobrancelha com a pergunta.
Eu: Conhece ela?- olho pra ela que tenta tirar minha mão da sua cintura.
Rei: Ela veio comigo, pô, não ia trazer porque pensei que era de menor, mas como ela tem dezenove, eu trouxe - passo a língua nos lábios escutando essa porra.
Então eu não sou o primeiro que ela fica mentindo a idade. Desgraçada, mané.
Gabriela: Vou ir ali no banheiro - ela se afasta um pouco, mas eu puxo seu braço, fazendo ela voltar.
Eu: Eu vou contigo, sem erro - olho pro Rei que observa a cena confuso- tô vazando, qualquer caô comunica, pô, nós tá sempre aí.
Apertamos um a mão do outro com firmeza.
Rei: Tô ligado, irmão, atividade aí com a patroa, ela vai te deixar de cabelo branco- ele ri se afastando.
Gabriela: Patroa o caralho, eu hein - fico calado e puxo ela até o banheiro.
Entramos na casa e vou até os fundos com ela, onde tem o banheiro. Percebo que não tem ninguém e abro a porta do banheiro entrando com ela.
Gabriela: Não preciso de contenção atrás igual você, pode saindo - ignoro ela e tranco a porta, ela se assusta e eu travo ela na parede, apertando seu rosto.
Aproximo minha boca perto da sua e a vontade de descontar todo meu ódio do dia, vai ser nela hoje. Ela tenta me afastar, mas eu mal me movo.
Eu: Mentiu sobre sair, tá mentindo a porra da idade por aí. Caralho, tu não pensa na porra das consequências não, sua desgraçada?- aperto o rostinho.
Ela me olha com os olhos esbugalhados verdes e dá uma mordida na minha mão. Tiro do seu rosto, mas quando ela tenta se afastar, eu a puxo novamente pelo cabelo iniciando um beijo desesperado, prendo minha mão no seu pescoço e ela retribui fazendo nossas línguas enroscarem em sintonia, coloco a outra mão nos seus fios e puxo sua cabeça pra baixo com força, terminando o beijo e fazendo ela abrir os olhos assustada.
Eu: Não vai ser aqui que eu vou te fuder até tu não aguentar mais, cada ódio fudido que eu senti hoje por sua causa, eu vou descontar na porra da sua buceta a noite toda - ela tenta tirar minha mão que aperta seu pescoço.
Gabriela: Não sou sua boneca de pano - ela me dá um tapa na cara, travo minha mandíbula olhando no fundo dos olhos verdes com intensidade.
Eu: Mas hoje tu vai ser - passo a língua nos lábios e destranco a porta puxando ela pra fora da casa. Me despeço dos irmãos apenas mostrando o polegar e a contenção acompanha atrás.
Destravo o carro preto e abro a porta do passageiro fazendo ela sentar ali dentro, olho em volta na rua e vejo que o G já vazou com a irmã, dou a volta no meu carro e ajeito meu rolex no pulso. Entro e bato a porta, vendo ela me encarar, passo o dedo nos lábios e dou partida com o carro em direção a minha casa em Búzios.
Apoio minhas duas mãos nas suas pernas, sentindo meus seios expostos balançarem e eu vejo ele de relance, que observa a cena passando dois dedos na boca, encostado no banco, e o cotovelo encostado, dando apoio, pego meus saltos em frente o passageiro e depois apoio minhas duas mãos nas suas coxas pra poder descer. Tento cobrir meus seios usando o vestido, mas não adianta muito, atravesso a rua olhando em volta na rua vazia, segurando meus saltos e paro em frente o portão grande branco.
Viro meu corpo olhando pro carro, que ainda está com a porta aberta e vejo ele pegando algumas coisas no painel. Ele desce segurando a carteira e a chave do carro na mão, com uma postura impecável e passa a língua nos lábios olhando pra mim vagamente e vira batendo a porta. Mexo meus pés com ansiedade, pelada praticamente nessa rua e ele fingindo que não tá acontecendo nada.
Eu: Vamo logo- apresso ele, e coloco meus cabelos pra frente, ele se aproxima e abre o portão. Entro no quintal e escuto o portão ser fechado pelo barulho, ele vem abrindo a porta e eu entro analiso a casa rapidamente.
Sinto meu cabelo ser puxado pra trás e eu coloco minhas duas mãos no seu peitoral, ele observa meu corpo, descendo meu vestido até o chão, em seguida, suas mãos abaixam meu short e ele me dá um tapa forte antes de me puxar pro seu colo. Enrosco minhas pernas na sua cintura e seus dedos adentram na raiz do meu cabelo, dando início a um beijo quentíssimo.
