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Souza

23:34|

Olho em volta em pé aqui esquina, e coloco o cigarro nos lábios, dou um trago fumando a fumaça, solto pra cima e dou duas batidinhas na ponta, fazendo as cinzas caírem no chão. Enterro meu boné na cabeça com a outra mão, e volto a fumar o cigarro, segurando ele com dois dedos. Nepo se ajeita do meu lado, destravando a pistola pra conferir, e eu olho pra ele.

Eu: E quando que elas chegaram aqui?- volto ao assunto, me referindo ao grupo de mulher que chegou aqui no Jacaré pra fazer divulgação pra marca de roupa.

Nepo: Ontem de tarde, troquei até uns papo maneiro com elas- ele guarda a arma na cintura, e cruza os braços olhando pra frente.

Confirmo serinho e olho pras ruas vazias pela noite, cheguei de Búzios umas onze da manhã aqui. Resolvi umas paradas no QG, e agora tô trocando uma ideia com Nepo.

Eu: Tô sabendo de um clipe que vai rolar aqui também, é verídico? - fumo olhando pra ele.

Nepo: É mermo, já tão querendo organizar. O tal produtor vai vir confirmar contigo essa parada aí - passo a língua nos lábios, e tiro meu boné, colocando novamente. Jogo a bituca do cigarro no chão, e piso em cima.

Eu: Tô ligado nisso, só não pode mostrar o movimento, tirando isso - dou de ombros. Vejo um menorzinho vindo nessa direção trazendo um refrigerante, e eu chamo ele com dois dedos.

- Pode falar, tio - ele para na minha frente, tentando manter o refrigerante no braço.

Eu: Compra lá dois varejo pra mim, pode deixar o bagulho aí, ninguém mexe - ele confirma e deixa o refrigerante ali no chão mesmo, na calçada, onde eu tô. Pego uma nota de cinquenta da minha carteira e dou pra ele- o troco é teu.

- Varejo é cigarro, né? - confirmo passando a língua nos lábios, e ele sai sorrindo, cruzo meus braços e olho pra minha moto e do Nepo ali do lado.

Nepo: Tô querendo fazer uma resenha lá em casa amanhã, aproveitar e chamar as mina que tão aí pra fazer essas foto de roupa - olho pra ele, que está com os braços cruzados- chamar a Rebeca também.

Eu: Rebeca nunca foi em nenhuma resenha que tu fez até hoje, pô, acha que ela vai nessa?

Nepo: Sei não, mas se não for também- faz pouco caso.

Confirmo serinho e olho pra esquina, vendo o menorzinho entrando nessa rua. Ele se aproxima, e me estende a sacola com as duas caixas de cigarro.

- Tá aqui, tio - pego a sacolinha, e ele me estende o dinheiro do troco também.

Eu: Não, é teu- falo ignorando a mãozinha pequena pra me entregar o dinheiro.

- Minha mãe vai brigar, tio - passo a língua nos lábios encarando ele.

Eu: Então tu fala pra ela vir aqui resolver comigo. Vai pra casa agora - mando, e ele confirma guardando o dinheiro dentro da cueca. Ele pega o refrigerante do chão, e mostra o polegar pra mim e Nepo.

Nepo: Menorzin brabo- ri olhando ele ir embora.

Abro a caixinha, e pego um cigarro, coloco na boca, e acendo com o isqueiro cobrindo com a mão.

Nepo: Semana que vem é teu aniversário, né não? - tiro o cigarro da boca, segurando entre meus dedos tatuados. E sinto o peso do rolex no pulso.

Eu: Tinha até esquecido dessa parada- coloco minha mão por dentro da camisa, e passo a mão por meu peitoral.

Nepo: Vinte oito anos, tá ficando velho- olho pra ele serinho- tô brincando.

Ele ri colocando a mão no meu ombro.

Nepo: Vai organizar alguma parada? resenha, festinha? - fumo olhando em volta, deu minha hora já.

Eu: Sei não, tava nem lembrando disso.

Nepo: Posso ajeitar essa parada pra tu, pô, alugar um iate foda pra caralho, chamar várias mulher. Só os dá alta, e mulher de todo tipo, e aí?- pergunta me olhando, passo a língua nos lábios.

Eu: Não quero problema, chamar mulher sem postura que ama dar show, vai arrumar caô pra tua cabeça comigo- ele confirma e eu me ajeito pra sair.

Eu: Meter o pé, deu meu horário- damos um aperto de mão, e eu ando até minha moto, tirando a chave dela do bolso. Monto nela e dou partida, vendo Nepo seguir o dele também.

-

Paro em frente de casa, e vejo Natália ali em pé, conversando com os vigias que fazem a contenção. Desligo a moto e desço pegando a chave da ignição, e a carteira do meu bolso, e olho pra ela serinho.

Eu: Tá fazendo o que aqui?- passo a língua nos lábios encarando ela, e cruzo meus braços.

Natália: Não me respondeu esses dias, só ficou mandando dinheiro. Acha que eu me contentaria só com isso?- levanto uma sobrancelha, e sorrio de lado negando.

Eu: Só?- me aproximo dela- eu te dou todo mês treze mil, caralho, não tá satisfeita? mete o pé que eu boto outra na tua posição- seguro seu rosto, e olho nos seus olhos.

Natália: Eu gosto de você- ela fala mordendo o lábio inferior.

Eu: Tô ligado.

Natália: Vai deixar eu dormir aí com você hoje, né? amanhã eu prometo que volto cedinho pra Angra.. hein- ela deixa um selinho no cantinho da minha boca.

Natália: Vou entrar, tá bom?- fico calado, e olho pra ela que se afasta indo em direção a entrada da casa, observo a morena do cabelo longo entrar. Giro minha dedeira, e ajeito a gola da minha camisa azul no pescoço.

Dou a minha chave da moto pro Soares, e ele entende indo até ela. Entro e passo pela garagem, avistando minha Mercedes e meu Audi ali. Subo as escadas, e entro no meu quarto vendo Natália ali parada.

Natália: Aqui que eu durmo?- ela pergunta vindo na minha direção, e passa os braços pelo meu pescoço.

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