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Souza

Desço minha mão da sua cintura, parando na bunda grande, abaixo a saia preta atrás e eu levanto meus olhos pra ela, me encosto na cadeira e dou um trago no meu cigarro, jogando a fumaça na sua direção. Observo o decote, que mostra perfeitamente o formato dos seios, e ela joga os cabelos pra trás me olhando de pé.

Natália: Tá me olhando assim por quê?- nego fumando, e olho pra roda que conversa na minha frente, pouso a mão que segura o cigarro na minha perna, vendo a fumaça subir.

G: Rebeca chegou aí?- pergunta pro Xavier que entregou a caixa com as bebidas pra ele.

Xavier: Tá subindo - G concorda, e sinto Natália passar os dedos pelas minhas correntes.

Eu: Comprou lá no depósito?- encaro ele, e tiro minha mão com o rolex da cintura dela, ele assente entregando a cerveja pra cada um da roda- por que não comprou mais? só essa não vai dar não.

G: Tá chegando mais depois, Rebeca falou que ia trazer só esse - passo a língua no cantinho da boca concordando, e me inclino pegando a cerveja da mão dele.

Natália continua em pé, parada do meu lado, impedindo minha visão pro lado esquerdo da laje, coloco a cerveja na boca e passo meu cigarro pro Nepo, do meu lado.

Eu: Vai ficar em pé aí? tá cheio de cadeira ali - aponto com a cabeça mais lá pra frente, ainda olhando pra ela.

Natália: Se me der vontade eu sento. Vai demorar muito aqui? - ela se aproxima mais, passando a mão pelo meu cabelo.

Eu: Parada começou agora e tu quer ir embora? - ela cruza os braços ficando com a cara séria, e eu passo meu braço tatuado por sua cintura novamente.

Natália: Não quero ir.. ainda não, mas eu não conheço a maioria dessas mulheres - confirmo olhando em volta.

Coutinho: E aquela escolinha da rua principal, Souza, tá construindo ainda?- olho pra ele, e puxo a Natália pro meu colo.

Eu: Deixei isso na mão do G, Kaleu tava supervisionando também, mas só o G quem dá a ordem. Qual teu interesse?- ele balança a cabeça e dá um gole na bebida, apertando a cintura da loira no colo.

Coutinho: Minha sobrinha, pô, já tá na idade de entrar pra escolinha, só por isso mermo - fico calado, e passo minha cerveja pra Natália, que pega dando alguns goles.

Natália: Nossa, tá muito gelada - olho pra ela, que me encara de volta. Ela passa o dedo na minha sobrancelha, ajeitando.

Escuto a voz da Rebeca, e olho pro lado vendo ela perto da caixa de som. Estreito os olhos pra ela, e percebo a Gabriela do seu lado, ela não olha pra cá, as duas apenas olham pra tela do mesmo celular, provavelmente escolhendo música.

Passo a língua nos lábios com isso. Caralho, mané.

Kaleu: Ala, ó. Deixa Rebeca escolher as músicas não, pô - todos olham pro Nepo, mas eu foco apenas numa pessoa ali na frente.

Pego o cigarro da mão do Nepo, e fumo olhando pra lá.

Nepo: Deixa ela, carai, melhor que as que tu escuta, tudo música de gay - sorrio, e solto a fumaça entre os dentes.

Natália: É ela ou o Nicolas que é o dono do lugar?- fala enrolando o cabelo, e jogando pra trás- quem é a outra com ela?

Seguro o cigarro com a pontinha dos dedos, e levo até meus lábios, olho pra ela soltando a fumaça.

Eu: Amiga dela- corto o assunto, e olho pra Gabriela.

Em nenhum momento ela olhou pra cá, apenas ri discretamente algumas vezes. Olho pro final das escadas, e vejo o moleque que tava conversando com ela em frente a casa dela subir, ele vem nessa direção onde a roda tá formada, e para cumprimentando o Nepo com um toque.

Foco na conversa deles, enquanto Natália se ajeita no meu colo.

Nepo: Demorou, pô, tava fazendo o quê?- pergunta depois de fazer um toque com ele.

- Tava trabalhando, vagabundo. Acha que sou tu?- eles brincam, e trocam outras palavras.

Ele sai e vai em direção à Gabriela e a amiga, cumprimenta a Rebeca com um beijo na bochecha, e assim que chega perto da Gabriela, ele inicia um beijo com ela. Rebeca tenta disfarçar quando olha pra mim, e eu viro o rosto fumando meu cigarro.

Solto a fumaça junto com o ódio que cresce dentro de mim, travo meu maxilar e dou algumas batidinhas na ponta do cigarro, agindo na naturalidade.

Natália: Que cara é essa, Gustavo?- olho pra ela, mas ignoro e dou um aperto firme na sua cintura- vai acabar me machucando, cara, eu hein.

Afrouxo o aperto, e olho novamente naquela direção, vendo os três entretidos em algum assunto. Ele coloca a mão no pescoço dela, e puxa ela pra direção dele, dando um beijo rápido.

Ela apenas ri, e pega a bebida da mão dele, dando um gole. Ele se aproxima falando algo no seu ouvido, e eu me ajeito na cadeira incomodado com essa porra.

Natália: Você tá olhando muita naquela direção, Gustavo, quem é a piranha?- passo a língua nos lábios, e ignoro ela.

Eu: Não começa com tuas maluquices, ainda não esqueci que tu nem era pra tá aqui - falo mexendo no nariz, tentando não focar nos dois ali.

Kaleu: Vou mexer aqui no som, jaé?- fala olhando pro Nepo.

Nepo: Pode meter o pé daí, sabe nem escolher música - Kaleu ri, e vai até o som colocando um funk da facção.

Nepo: Vou lá na Rebeca, chamar ela e a amiguinha pra cá- ele me provoca, e eu boto o cigarro na boca.

Gabriela: Onde fica o banheiro?- escuto ela perguntar pra amiga- já volto.

Faço a Natália ficar em pé, e ela me olha com os braços cruzados.

Natália: Tá indo aonde?- seguro a cerveja numa mão, e dou um último trago no cigarro, jogando ele no chão e pisando em cima.

Eu: Ali - ignoro ela, e vou em direção às escadas segurando a cerveja.

Minha Luxúria Onde histórias criam vida. Descubra agora