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Souza

Nepo: Patrão? - tiro meu foco das duas garotas ali embaixo e olho pra ele.

Eu: Manda - fumo o cigarro e dou duas batidinhas na ponta, soltando a fumaça pela boca em seguida.

Nepo: Priscila e Carine tavam caindo na porrada ali na rua de trás, Gringo foi lá e desceu a porrada nas duas - ajeita o boné na cabeça - mas tu tem que ir lá, tá dando mó b.o entre elas de novo

Eu: Marca 10 - ele assente e sai, pego meu celular vendo uma mensagem da Natália e respondo o áudio que ela me mandou. Vou descendo por trás do camarote e ajeito a pistola na cintura, vou até meu minha Audi preta, entro e dou partida.

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Eu: Não quero justificativa. Já que gostam tanto de brigar, as duas vão ficar pra limpar a rua no final do baile - aponto pras duas na minha frente, que estão arranhadas e com as pernas marcadas pela porrada que o Gringo deu nelas.

Carine: Ah, não, Souza, manda a gente fazer outra coisa, eu limpei o baile da última vez já - fala de braços cruzados olhando pra mim.

Eu: Não vou falar de novo, as duas vão ficar pra limpar o baile e ainda vão ajudar os morador a fechar as barraquinhas. Agora rala daqui - aponto com a cabeça pro lado e elas saem pisando firme- e se eu escutar reclamação eu vou quebrar as pernas das duas.

Gringo que tava ouvindo e vendo toda a cena chega perto segurando o fuzil ainda vendo elas se distanciarem.

Gringo: Cheias de pentelho branco na buceta e querem ficar arrumando briga - cruzo os braços e olho na direção delas.

Eu: Se elas sumirem ou forem pra casa, manda buscar. Carine tá muito malandra pra minha vontade, tô só olhando os pulo dela - ele assente passando a mão no rosto sem barba.

Gringo: Tá mec- damos um toque e saio dali voltando pro baile.

Estaciono a Audi atrás do camarote e olho ao redor vendo que o movimento aumentou bem mais que uns minutos atrás. Tiro o celular do bolso ao escutar tocar e vejo na tela ser uma chamada da Natália.

Natália: Tá no baile, amor?
Natália: Posso aparecer aí?

Eu: Não, fica aí mermo. Tô suave

Natália: Tô com saudades, você nem vem mais aqui

Eu: Os luxos que eu te dou, já é suficiente pra matar tua saudade. Tô ocupado agora, depois eu te ligo.

Desligo sem escutar a despedida e subo as escadas guardando o celular no suporte na cintura, ajeito o relógio no pulso e passo os dedos no lábio assim que vejo a amiga da Rebeca sozinha encostada na grade olhando tudo ao redor e desatenta de mim. Me aproximo e pego uma cerveja no balde com as bebidas.

Ela nota minha presença e vira a cabeça pra me olhar, seus olhos curiosos descem do meu rosto até a minha cintura que provavelmente está com o volume da arma visível.

Eu: E aí, beleza? - dou de ombros com essa análise dela e abro a cerveja, tirando o lacre com o dedo e dou dois goles ainda olhando ela.

- Uhum, quem é você mesmo? - me olha desconfiada jogando verde pra poder colher maduro e franzo as sobrancelhas pra ela.

Eu: Não me conhece? - levanto uma sobrancelha e ela nega cruzando os braços - qual teu nome?

- Gabriela - fico calado - não vai me falar o seu?

Eu: Não - olho suas sobrancelhas franzidas e dou um pequeno sorriso, quase imperceptível - tá aqui sozinha por.. ?

Gabriela: Minha amiga foi falar com o irmão pela ligação, algo assim- fala sobre a Rebeca, irmão dela tá em missão e provavelmente ligou pra saber como ela tá.

Concordo olhando pra ela e ela me analisa do mesmo jeito que faço com ela. Bonita pra caralho.

Eu: Quer dar uma volta não? - ela me olha desconfiada, mas sei que tá analisando o que eu falo.

Gabriela: Por onde?

Eu: Vem que tu vai saber - ofereço minha mão pra ela que analisa e pega em seguida. Com a mão na dela, vou em direção às escadas e desço indo até o meu carro, chego perto da porta do passageiro que tem os vidros fumê e abro dando passagem pra ela entrar e sentar, ela analisa o interior do carro rapidamente e depois olha em volta pela rua, ela cochicha algo e entra no carro, fecho a porta em seguida e dou a volta pelo carro abrindo a porta do motorista e entro.

Ligo a luz de dentro do carro e olho pra ela que está falando no celular com alguém. Giro a chave na ignição e desligo a luz do carro, deixando ele por dentro completamente escuro, escuto seu suspiro e dou partida.

Saio da Penha sendo acompanhado pelos da contenção, Gringo, Nepo e Kaleu. Pego a estrada de Madureira, passo pela Praça Seca e sigo até Rio das Pedras, o caminho não é muito longo, não tinha blitz e nenhum trânsito congestionado. Assim que paro o carro no portão da grande pousada, olho pelo retrovisor os vigias em cima das motos só esperando alguma ordem minha. Passo os dedos pelos lábios olhando através da janela.

Me inclino pra pegar o radinho no painel e ligo a luz de dentro, olhando de relance pra ela que ficou quieta todo o trajeto.

Kaleu: Fala, patrão - aciono o radinho e já escuto a voz dele.

Eu: Entra aí pra não dar muito na cara pros morador, não quero que saibam que eu voltei. Aproveita e revisa se tá tudo certo lá dentro, daqui a pouco apareço- ele concorda e desce da moto indo até o portão, vejo ele colocar a chave e empurrar o portão grande até o canto. Travo a marcha na subidinha em frente o portão e vejo eles entrando com as motos e sumindo lá dentro.

Olho pra ela do meu lado e analiso seu rosto, tá com medo.

Eu: Quantos anos tu tem?- ela olha pra mim com receio de responder.

Gabriela: Eu? bom.. 19 - estreito meus olhos olhando pra ela e me inclino pra abrir o porta-luvas e pegar a caixinha de cigarro, pego um maço e jogo o resto lá dentro de novo. Pego meu bic com meu vulgo do bolso e acendo olhando pra frente.

Eu: Não mente pra mim - seguro o cigarro com a ponta dos dedos e dou uma tragada forte e solto a fumaça entre os dentes olhando bem pra ela.

Gabriela: Não tô mentindo - olho pro seu rosto, tentando decifrar qualquer mentira. Se tem uma coisa que me deixa bolado, é a mentira.

Gabriela: É sua a pousada? - tenta mudar de assunto e olha pra frente do carro, onde o portão está aberto e dá pra ver claramente todo o lugar lá dentro.

Eu: É, e também é só nosso hoje - prefiro deixar pra lá esse assunto no momento, porque se ela estiver mentindo a idade, uma hora ou outra eu vou ficar sabendo e não vai dar bom.

Ligo o carro novamente e entro, Kaleu que estava sentado perto da piscina, levanta e vai até o portão pra poder trancar. Saio do carro batendo a porta e vou até o lado que ela está, ela abre a porta e se coloca de pé, percebo a grande diferença de tamanho e dou menos de 1,58 pra ela apesar do salto. Ofereço minha mão e ela pega sem fazer rodeios igual da última vez.

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