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Souza

Observo a saia curta e desço o olhar vagamente até as pernas bem definidas, na verdade o corpo toda dessa filha da puta é bem feito. Passo os dedos nos lábios e subo meu olhar até seu rosto, que me olha de braços cruzados e com uma expressão séria.

Gabriela: Tá fazendo o que aqui? - seu corpo se aproxima da porta e eu fumo meu baseado a olhando serinho.

Eu: Se tivesse me passado a porra do número certo naquele dia, eu não estaria aqui - aponto pra ela com o cigarro nos dedos.

Gabriela: É óbvio que estaria, pelo pouco que te conheço, você viria até aqui sim - me olha bolada e eu foco no rostinho, os braços cruzados, a postura rígida. Apoio minha outra mão no volante e tento puxar ela pra perto, mas se afasta do meu toque.

Eu: Qual foi? - ela nega ficando calada e eu confirmo com a cabeça, troco meu cigarro de mão e olho pra ela.

Quando ela se aproxima do carro novamente, eu puxo ela pela parte de cima da saia, depois rodeio com a minha mão sua cintura descendo até sua bunda redondinha, aperto a carne impedindo dela mal se mexer, ela vem pra frente com um pequeno impulso e aperta meu braço tatuado me olhando toda bravinha.

Gabriela: Me solta, Souza - ignoro seu pedido e levo meu cigarro até meus lábios, podendo analisar ela por completo, o cabelo preto grande, os seios no topzinho. A porra desses peitos que sou maluco pra botar a boca novamente.

Eu: Tá gostosa.. - levanto minha mão que está apertando sua bunda e puxo a ponta dos seus cabelos levemente para trás- fala pra mim.. tá indo pra onde, uh?

Vejo sua cabeça levemente cair para trás, mas logo solto seus fios vendo ela me olhar com os olhinhos atentos, aliso a carne da sua bunda esperando ela falar e levo minha mão até a sua perna, entrando por dentro de sua saia. Olho pra frente, vendo o movimento da rua e, por ser tarde da noite, não tem ninguém na rua, a não ser nós dois.

Subo minha mão mais um pouco e consigo sentir só a porra da calcinha, passo a língua nos lábios e foco nos olhos que me fitam.

Gabriela: Para com isso - ela tira minha mão de dentro da sua saia lentamente olhando em volta na rua.

Eu: Tá sem a porra do short de novo, Gabriela - ela joga os cabelos grandes pra trás e me olha.

Gabriela: E o que tem? me incomoda e eu não quero usar - ela cruza os braços novamente e tenta se afastar de mim, mas eu subo minha mão até sua cintura a apertando.

Eu: Entra, vamo trocar um papo - ela nega - não?

Gabriela: Não.

Confirmo serinho e travo a marcha do carro com uma mão, a outra ainda segurando sua cintura. Tiro a chave da ignição, tiro a mão da sua cintura e abro a porta do carro me levantando, fico vários centímetros mais alto que ela e fumo o restinho do cigarro que ficou, jogando fora em seguida. Bato a porta do carro olhando pra ela serinho e me aproximo dela que vai se afastando lentamente, até bater com a bunda no capô do carro que tá atrás do meu. Mexo o nariz e reparo no corpo dela encostado no carro.

Eu: Não, Gabriela? entra na porra do carro logo - aponto com a cabeça pro meu carro atrás de mim e ela arqueia a sobrancelha.

Gabriela: Ah, então você quer que eu entre? Souza, você acha que eu sou alguma piranha daqui? porque é isso que eu tô achando. Você coloca sei lá quem no seu carro e depois tarde da noite quer vir me procurar? - ela se aproxima me peitando e eu chego mais perto, ficando bem pertinho dela.

Eu: Entra no carro e a gente conversa. Tua mãe tá em casa, não tá? vai querer discutir aqui na rua mesmo?

Aperto seu rosto com uma mão, focando nos olhos verdes e ela segura meu pulso, colocando a mão por cima do meu rolex.

Gabriela: Não tem o que discutir, eu tô indo pro show e.. - aperto seu rosto com uma certa força ao ouvir a menção do tal show e beijo sua boca brevemente, puxando o lábio inferior pra mim.

Eu: Entra no carro. Bora - desço minha mão até sua bunda grande pra caralho, que tá toda apertada nessa saia e dou um aperto forte puxando a carne pra cima, sentindo na minha mão, dou duas batidinhas pra finalizar e me afasto indo até o carro sem olhar pra ela.

Abro a porta do carro e coloco a chave na ignição novamente, me encosto no banco e passo os dedos nos lábios ouvindo a música do Cabelinho que toca baixinho rádio. Escuto a porta ser aberta e ela senta no banco olhando pra frente.

Gabriela: Não pense que eu sou emocionada. Não quero que me vejam com você, do mesmo jeito que você não quer aparecer comigo, só que eu também não sou idiota - ela se encosta no banco e cruza os braços me fitando. Fecho o vidro do carro e enterro meu boné na cabeça.

Eu: Acha que não quero aparecer contigo? - tento contorcer o assunto, giro minha dedeira no dedo e olho pra ela. Talvez eu realmente não queira aparecer com ela por aí, mas Gabriela é gostosa demais pra eu evitar

Gabriela: Esse não é o foco. Eu realmente não ligo pra isso igual as outras - confirmo serinho e passo a língua nos lábios.

Observo um carro preto parar em frente a casa dela, em sentido a descida da rua e eu olho pra ela que está sentada no banco olhando o mesmo carro. Rebeca desce do passageiro ajeitando o vestido atrás e vai até o portão chamando por ela, Gabriela olha pra mim, indicando que quer que eu destrave a porta.

Eu: Tu vai pra esse show mermo? - olho serinho pra ela, passando os dedos no lábio.

Gabriela: Óbvio que vou, eu.. - corto sua fala.

Eu: Tranquilo, pode descer - mando destravando a porta e eu mesmo me inclino na porta pra abrir - desce.

Me encosto no banco novamente olhando pra frente e ajeito meu boné, sinto seu olhar sobre mim e ela desce batendo a porta do carro com força, ela vai até a frente do carro e observo ela atravessar a rua, ela grita o nome da amiga e eu ligo o carro dando partida. Vejo de relance Rebeca focando os olhos no carro e perguntando algo pra ela.

Passo a língua nos lábios e saio dali focando somente nas ruas a minha frente.

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