Capitulo 12

2.4K 217 13
                                        

Com o coração ainda acelerado, eu me virei para Chiara, tentando manter a calma.

— Onde fica o vestiário  masculino? — perguntei, tentando parecer casual.

Ela me olhou com uma sobrancelha arqueada, claramente intrigada.

— Por que você quer saber? — ela perguntou, sinalizando a direção.

— Eu só... quero ver algo — respondi, dando de ombros, tentando parecer desinteressada, embora minha mente estivesse uma bagunça.

Olhei para o relógio, percebendo que o tempo estava passando rápido. Eu torcia para que o vestiário estivesse vazio ou, pelo menos, com pouquíssimos garotos. Respirei fundo e segui na direção indicada por Chiara, tentando ignorar o nervosismo que subia pelo meu estômago.

Quando entrei no vestiário, o silêncio era quase reconfortante. Olhei ao redor, verificando se havia alguém, mas parecia que o lugar estava vazio.
Dei mais alguns passos para dentro, tentando reunir coragem para seguir em frente. Foi nesse momento que senti uma pressão repentina contra minhas costas, me empurrando com força contra a parede. Soltei um grito de susto, meu corpo congelando instantaneamente.

— O que você está fazendo aqui? — uma voz baixa e furiosa sussurrou no meu ouvido, fazendo minha pele arrepiar.

Eu virei o rosto rapidamente e vi Nicolo, ainda em seu traje esportivo, me olhando com uma raiva palpável. O choque me impediu de responder de imediato. Eu sabia que o que eu estava fazendo era arriscado, mas não esperava ser pega assim. O silêncio entre nós era pesado, cheio de tensão.

— Eu... — comecei a falar, mas as palavras sumiram na minha garganta. Eu não conseguia pensar em uma desculpa rápida, não com ele me encarando daquele jeito.

Ele estreitou os olhos, sua expressão endurecendo ainda mais.

— Veio procurar o Andreia, não é? — Ele perguntou, mais como uma constatação do que uma pergunta.

Aquelas palavras me atingiram como um soco no estômago. Nicolo estava me segurando com firmeza, e eu podia ver a mistura de frustração e algo mais nos olhos dele, algo que eu não conseguia decifrar. Eu não sabia o que dizer,ele estava muito próximo.

Nicolo ri enquanto observa a expressão no meu rosto e ele me puxa  para perto, me pressionando mais ainda contra a parede fria do vestiario vazio. — Ou sentiu minha falta, hein?— Ele sussurra, sua respiração quente contra o meu ouvido.
E eu estremeço, uma mistura de medo e excitação correndo por minhas veias. As mãos dele  deslizam pelas minhas coxas, por cima do short legging, e ele segura minha bunda. Ele me aperta,e eu pude  sentir o pau duro dele pressionado contra meu estômago, forçando o tecido de sua bermuda.

— Isso é errado,Nicolo— Eu sussurro.
Isso não deveria acontecer aqui.

— É errado a maneira como você não sai da minha cabeça.

As palavras dele me atingiram como um balde de água fria. Eu pisquei, tentando processar,mas antes que pudesse ele me beija profundamente.Sua língua explorando minha boca. Eu gemi, minhas mãos agarrando o ombros dele.

Os dedos de Nicolo descem e dançam sob o meu short legging, encontrando seu clitóris já molhado e inchado. Ele circunda,me provocando até que eu esteja choramingando de necessidade.

Ele chupa o meu pescoço, deixando chupões que ficarão escondidos por minha gola. Nicolo sorri e se afasta, sorrindo para mim.
— Essa é a minha garota— ele murmura.

Nicolo me olhou intensamente, como se estivesse lutando contra as próprias emoções. Havia algo em seu olhar, uma mistura de raiva e desejo, que eu não sabia como lidar. E antes que ele pudesse responder ou fazer qualquer outra coisa, eu o empurrei, me afastando o suficiente para sair dali.

Eu saí correndo do vestiário, meu coração ainda acelerado e a mente confusa. Chiara estava ali, me esperando no corredor, e imediatamente percebeu meu nervosismo.

— O que aconteceu? — ela perguntou, os olhos cheios de preocupação. — Você está pálida.

Desviei o olhar, tentando encontrar uma forma de mudar de assunto. Não queria que ela soubesse sobre o fiz com Nicolo, não ainda.

— Ah, só... foi um susto. Eu entrei no vestiário errado e acabei esbarrando em um dos garotos, — disse, forçando um sorriso. — Nada demais.

Chiara me olhou com uma expressão cética, mas pareceu aceitar a explicação.

— Você precisa tomar cuidado. Esses garotos são imprevisíveis, — comentou, com um tom sério. — Vamos para a aula?

Assenti, agradecida por ela ter mudado de assunto. Conforme caminhávamos juntas, eu sentia o peso do que tinha acontecido, mas sabia que precisava manter isso para mim por enquanto. Ao menos até entender o que realmente estava acontecendo entre mim e Nicolo.



Último capítulo de setembro,agora mês que vem.Beijos 😚

Tra il Sole e il Mare (Sem Revisão)Onde histórias criam vida. Descubra agora