Capitulo 21

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(Um pequeno bônus do que rolou com a Jéssica)

Jéssica

Jéssica

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Eu andava pelos corredores da escola, cantarolando baixinho "De Ladin" do Dream Team do Passinho, me sentindo um pouco como uma intrusa, mas, sinceramente, não estava me importando nem um pouco. Havia algo de divertido em explorar aquela escola que mais parecia um castelo. Cada canto parecia esconder algo que eu ainda não tinha descoberto, e eu adorava a sensação de novidade.

Enquanto caminhava, percebi uma porta semi-aberta no final do corredor. Ela parecia diferente das outras — um pouco mais sofisticada, como se guardasse algo exclusivo. Minha curiosidade se acendeu, e, sem pensar muito, empurrei a porta.

Assim que entrei, fui surpreendida por uma sala imensa, com sofás de couro, uma televisão gigantesca e um grupo de alunos espalhados, conversando despreocupadamente. O ambiente era tão luxuoso que, na mesma hora, ficou claro: esse lugar era feito para os "escolhidos". Provavelmente, aqueles alunos que achavam que o dinheiro comprava tudo.

Eu estava tão envolvida observando a decoração que não percebi alguém se aproximando até ouvir uma voz arrogante ao meu lado.

— Você sabe que não deveria estar aqui, né? — disse ele, com um sorriso presunçoso.

Virei a cabeça e me deparei com um garoto loiro, de cabelos bagunçados e olhos claros que transbordavam arrogância. Ele parecia gostar de intimidar as pessoas, mas eu não ia me deixar intimidar tão fácil.

— O que tem de tão especial aqui? — perguntei, cruzando os braços e lançando um olhar desinteressado ao redor da sala.

Ele deu uma risada curta, como se estivesse se divertindo com a minha ousadia.

— Tem muita coisa especial aqui, mas... — ele me olhou de cima a baixo com um sorriso de desprezo — você definitivamente não é uma dessas coisas.

Revirei os olhos. Já tinha lidado com muitos caras assim antes. Eles achavam que o mundo girava ao redor deles só porque tinham dinheiro. Que clichê.

— Ah, entendi — retruquei, o sarcasmo pingando da minha voz. — Você é só mais um riquinho mimado que acha que o mundo inteiro está aqui pra te servir, né?

No segundo em que terminei de falar, ele avançou e agarrou meu antebraço com força. A pressão foi inesperada, e meu corpo reagiu, tenso. Ele se inclinou para mim, aproximando o rosto, e falou baixinho, mas com uma intensidade ameaçadora.

— Você tem ideia de quem eu sou? — A voz dele soava perigosa, mas eu tentei me soltar, puxando o braço. — Eu posso acabar com você se quiser.

O sangue fervia nas minhas veias enquanto eu tentava me libertar do aperto. O que ele achava que estava fazendo? Meu coração batia rápido, mas, antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, eu reagi por instinto.

Tra il Sole e il Mare (Sem Revisão)Onde histórias criam vida. Descubra agora