Capítulo 28

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Senti o corpo de Amanda se mover contra o meu e, antes que
pudesse reagir, ela estava tentando se levantar
— Para onde você pensa que vai? —  perguntei, segurando sua cintura
e não a deixando sair da cama,

Ela riu, e o som suave fez algo dentro de mim relaxar, pelo menos por
um momento.

— Eu preciso ir ao banheiro, estou apertada —  ela respondeu,
tentando se soltar, mas eu não facilitei.

Um sorriso malicioso se formou em meu rosto e, em vez de soltá-la,
a girei de volta, prendendo-a com facilidade e começando a fazer
cócegas. Seu riso preencheu o quarto, um som tão natural e leve,
como se todos os problemas que estávamos enfrentando
desaparecessem naquele instante.

— Nicolo, para! —  Amanda implorou entre risadas, se contorcendo
debaixo de mim. — Por favor, eu não aguento!

— Só se você me der algo em troca —  continuei, sem parar as
cócegas, vendo seus olhos brilharem com diversão. O que você
vai me dar?

Ela tentou se conter, ainda rindo, e por fim disse:

— Um beijo! Eu te dou um beijo, agora para!

Eu pausei por um segundo, fingindo pensar na oferta, mas puxei ela
um pouco mais para perto.

— Só um beijo? —  perguntei com a voz baixa, olhando diretamente
para os olhos dela. — Eu quero mais do que isso,

Ela revirou os olhos, ainda rindo, mas antes que pudesse responder,
inclinei meu rosto e capturei seus lábios, reivindicando o beijo que
ela prometeu.

Seus lábios se abrem em um suspiro silencioso, e eu capturo sua boca em um beijo profundo e lento.Eu interrompo o beijo, precisando ver seu rosto. Seus olhos estão semicerrados de alguma emoção que não consigo identificar.

Num impulso, antes mesmo de pensar, me abaixei e a peguei no colo, do jeito que se carrega uma noiva. Amanda soltou uma risada surpresa, os braços instintivamente se envolvendo ao redor do meu pescoço.

— O que você está fazendo? — ela perguntou, ainda rindo, os olhos brilhando com diversão.

Eu a segurei firme, tentando disfarçar o sorriso que começava a surgir no meu rosto.

Levo-a para o banheiro, colocando ela delicadamente na banheira antes de ligar a torneira. Entro atrás dela, puxo-a de volta para o meu peito, a água quente tocando nossos corpos.

Meus braços envolvem sua cintura, segurando-a perto enquanto minha ereção pressiona contra sua bunda. Não consigo ter o suficiente dela, mesmo depois da rodada de sexo.

Meus lábios encontram a curva de seu pescoço, plantando uma série de beijos suaves enquanto minhas mãos vagam sobre sua pele úmida. Pegando o gel de banho, ensaboo minhas mãos e começo a massagear seus seios, meus polegares circulando seus mamilos.

Sua respiração falha, e sinto seu corpo derreter ainda mais no meu. Minhas mãos deslizam para baixo, sobre sua barriga e até suas coxas. Abrindo suas pernas ligeiramente, posiciono meu pau em sua entrada e a entro mais uma vez.

Nós dois gememos quando nossos corpos se conectam, a água fluindo entre nós, tornando nossos movimentos suaves e sensuais.

Eu empurro lentamente, minhas mãos deslizando por seu corpo para envolver seus ombros, puxando-a ainda mais para perto. Nossas respirações se misturam e meus dentes roçam seu ombro, deixando uma marca enquanto me perco na sensação de estar dentro dela.

Meus dedos encontram seu clitóris, e eu começo a esfregá-lo suavemente, sentindo seu corpo tenso enquanto ela alcança seu segundo orgasmo.

— Goza para mim.— Eu insisto, meu próprio clímax crescendo. Enquanto seu corpo estremece contra o meu, eu me deixo levar, preenchendo-a completamente.

Eu me inclino para frente, descansando minha cabeça em seu ombro enquanto nossa respiração volta ao normal. A água parece relaxar nossos corpos, e eu sinto uma sensação de contentamento me invadir.

— Nicolo...— Sua voz sai baixa.
— Hum?
— Nós não usamos camisinha.
— Não se preocupe,eu estou limpo.— Foi um desliza meu,nunca havia transado sem proteção,mas era Amanda.Então eu nem me importei com isso.
— Não é a questão de estarmos limpos,mas eu não faço uso de nenhum método contraceptivo.

Assim que ela diz isso,eu endureço.Mas não quero deixa-la nervosa.Eu nunca iria querer ter um filho.

O pensamento me pegou de surpresa, mas a verdade dele me atingiu com força. A última coisa que eu queria era condenar uma criança ao fardo de nascer como um Benedetti. Ser parte dessa família era como carregar uma maldição, uma marca que você nunca conseguia apagar, por mais que tentasse.

Eu não queria fazer isso com ninguém. Não queria criar alguém para viver as mesmas dores, os mesmos segredos sujos e a mesma violência que eu conhecia tão bem

— Não se preocupa,vou arranjar uma pílula do dia seguinte para você.— Digo dando um beijo suave em sua cabeça para tranquilizar.E a tensão em seu corpo parece desaparecer.

Depois de um tempo deitados, o quarto ficou em silêncio, apenas o som da respiração de Amanda e do meu toque suave em sua pele

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Depois de um tempo deitados, o quarto ficou em silêncio, apenas o som da respiração de Amanda e do meu toque suave em sua pele. Era uma tranquilidade que eu não tinha experimentado em dias. Sentir o corpo dela próximo do meu fazia com que as coisas fossem um pouco mais suportáveis.

Amanda, no entanto, começou a se mexer, como se uma preocupação repentina tivesse tomado conta dela.

— Eu preciso ir pra casa — ela disse com a voz baixa, meio relutante. — Minha mãe vai estranhar eu estar demorando muito.

Suspirei, soltando um som pesado, incomodado com a ideia de vê-la ir embora. Eu queria que ela ficasse, mas sabia que não poderia segurá-la aqui para sempre.

— Você sabe que eu não quero que você vá, né? — murmurei, o olhar preso nela.

Ela me olhou de volta, e por um momento pude ver uma pontada de ressentimento em seus olhos, talvez por tudo o que aconteceu entre nós recentemente.

— Eu sei — respondeu ela, quase em tom de brincadeira. — Mas você vai me ver amanhã na escola, isso se você não resolver me ignorar de novo.

Franzi o cenho, puxando seu rosto gentilmente para perto, meus dedos acariciando sua bochecha.

— Eu não vou te ignorar. Prometo — falei com firmeza, olhando diretamente nos olhos dela, tentando garantir que ela acreditasse nas minhas palavras.

Ela se levantou, ajeitando a roupa enquanto olhava para mim, ainda deitado.

— Bom... vou te esperar lá na sala — ela disse, dando uma última ajeitada no cabelo e lançando um sorriso de canto. — Você precisa se trocar, Nicolo. Não vai sair por aí só de calça de moletom, né?

Eu ri baixinho, observando ela sair do quarto. Ela estava certa, e por mais que eu não quisesse que ela fosse embora, uma parte de mim se sentia mais leve depois dessa conversa.

Tra il Sole e il Mare (Sem Revisão)Onde histórias criam vida. Descubra agora