Boa leitura
Gloria
Quando todos chegaram, Ana começou a reunião, Paulo se sentou ao meu lado e, a todo momento, me olhava, tentando se aproximar, mas não dava, pois havia muita gente por perto. A palestra acabou por volta das 19h30 e nos reunimos com a galera para conversar, mas não demoraram muito, o pessoal estava com pressa, ficando apenas eu, Paulo e Ana debatendo algumas coisas. Ana então olhou para o relógio e viu que já eram quase 20h.
— Meus amores, preciso ir, mas se quiserem ficar, é só me entregar a chave depois — ela disse, educada, arrumando suas coisas na bolsa.
— Não, querida, também já estamos saindo — respondi, encarando ele como um sinal, me levantando, e ele entendeu na hora.
Nos despedimos dela, o carro da Ana estava do lado de fora e o meu e o de Paulo no estacionamento do prédio. Fui andando em direção ao meu carro, e Paulo me acompanhou. Quando chegamos, abri a bolsa para pegar a chave, e ele logo me agarrou por trás, me virando de frente para ele, me pressionando contra a porta do passageiro. A luz estava bem baixa e havia poucos carros no local, então, um gritinho escapou do susto.
— Paulo... o que você está fazendo? — perguntei, olhando para os lados, com medo de alguém aparecer.
— Matando um pouco da saudade — ele falou, com um olhar safado.
Me puxou pela nuca, colando nossas bocas, pedindo passagem com a língua e eu me perdi completamente. Apertei seus braços, arranhando, e o beijo se tornou mais intenso, nossas línguas brigando por espaço, o desejo evidente. Soltei um gemido quando ele apertou minha bunda, descendo os beijos para o meu pescoço, me virando de costas. Ele mordeu minha nuca, deu um tapa leve na minha bunda e me fez gemer de prazer. Procurei a chave na bolsa, sem interromper o beijo, e graças a Deus, encontrei rápido.
— Gostosa, tô morrendo de saudade de você... — ele disse, sussurrando entre os beijos.
— O que acha de começar a matar essa saudade... — respondi, provocativa.
— Eu vou adorar!
Ele moveu suas mãos sem pudor nas minhas pernas, subindo até minha calcinha, que já estava molhada de tesão. Roçou seu pau duro nas minhas costas e começou a fazer movimentos circulares com os dedos no meu clítoris, uma onda de choque me atingiu, e eu perdi as forças nas pernas.
— Você, como sempre, pronta para mim — ele disse, sussurrando no meu ouvido.
— Sempre... — respondi, entre gemidos.
Me afastei do carro com dificuldade, tentando abrir a porta com ele grudado em mim, sem parar de me tocar. Me inclinei para dentro do carro, afastei o banco para trás e o deitei o máximo possível, e ele, atrás de mim, se roçando, cheio de tesão. Rapidamente, me levantei, me virei de frente para ele, grudei nossos lábios e, ali mesmo, abri o botão e o zíper da calça dele, apertando seu pau por cima da calça.
— Entra e deita no banco — ordenei.
Ele obedeceu na hora. Assim que ele deitou no banco, fui por cima, olhando bem nos seus olhos. Bati a porta do carro, sentei no pau dele, me encaixando, sentindo a melhor sensação, completa. Comecei a dar umas reboladas, sem tirar os olhos dele, gemendo de prazer, beijando sua boca, puxando seu cabelo, delirando com a sensação maravilhosa de estar com ele dentro de mim. Ele deu um tapa na minha bunda e, na hora, estremeceu, revirando os olhos. Arrancou minha blusa, me deixando apenas de sutiã preto rendado, que mal cobria alguma coisa.
— Caralho, nunca vou cansar de dizer o quanto você é gostosa! — ele disse, afundando o rosto nos meus seios.
Eu sorri safada, e ele não perdeu tempo. Soltou o fecho do meu sutiã, abocanhando o seio esquerdo e apertando o direito. Fechei os olhos, aproveitando aquela sensação deliciosa. Ele não parava de chupá-los, faminto, dando leves mordidinhas, me fazendo contorcer, gemendo alto. Pela primeira vez, agradeci muito por ter pego um carro com vidros fumê. Enquanto ele me chupava, rebolava em cima dele, causando um atrito delicioso. Passei as mãos na barra da camisa dele e a tirei rapidamente. Ele voltou a deitar no banco, e eu elevei o quadril para ajudar a abaixar sua calça junto com a cueca. Ele levantou minha saia, enrolando-a na cintura e afastando minha calcinha para o lado. Segurei a base do seu pau, encaixando na minha entrada enquanto ele segurava minha cintura, e eu fui sentando nele. Gememos juntos, sempre nos olhando nos olhos. Ele apalpou minha bunda com as duas mãos, sentindo-me abrir ainda mais, e eu o engoli por inteiro. Assim que cheguei à base da sua ereção, comecei a me esfregar nele, indo e voltando, sentando sem pudor. Me inclinei para frente, beijando seu pescoço, e ele gemeu, chamando meu nome, o que me fez delirar ainda mais e aumentar o ritmo.
— Isso vai... senta gostoso no meu pau, vai... — ele diz, totalmente entregue a mim.
Vou me encaixando lentamente, intensificando a sensação, e ele não consegue controlar mais os movimentos. Aperta minha bunda com mais força, pressionando-se ainda mais contra mim, me deixando fora de controle.
— Assim? É assim que você gosta? — pergunto, gemendo baixinho no seu ouvido.
— Ai, gostosaaaa... aaa... caralho, você tá me deixando maluco, rebola... vai... tá me deixando louco de tesão...
Rebolo sobre ele, subindo e descendo com movimentos cada vez mais intensos, sentindo cada parte de mim se arrastando contra ele. Beijo sua boca, e ele começa a impulsionar de baixo para cima, me levando a outro nível de prazer.
— Assim... aaaa, seu desgraçado, mais forte!!! — ordeno, delirando de prazer por esse homem, sentindo tudo ao mesmo tempo.
Ele começa a bombear mais forte, segurando meu quadril e pressionando-me contra ele, me guiando nos movimentos com mais força.
— Aaaaaa... hmmm, isso... amor, eu vou gozar... vou gozar...
Nosso ritmo aumenta, nossos corpos se chocando com mais intensidade, gritamos de prazer, perdendo o controle. Por fim, gozamos juntos, com os corpos suados, ofegantes. Os vidros do carro estão embaçados pelo calor, nossa respiração falha, e nossos batimentos estão acelerados. Nos olhamos, totalmente exaustos, mas satisfeitos. Eu começo a rir sobre ele, e ele me olha, confuso.
— O que foi, sua maluca? — ele pergunta, a voz falhando.
— O que você fez comigo, hein? Olha as coisas que eu ando fazendo... você tirou meu juízo!
— Isso é ruim? — ele pergunta, entre risos.
Me levanto, olho nos seus olhos e, com um sorriso suave, respondo:
— Acho que não. — digo, completamente encantada por ele.
Ele acaricia meu rosto com a mão, e um arrepio percorre minha pele. Dou um selinho na sua boca. Ele ainda está dentro de mim, quando decido fazer uma proposta.
— Dorme comigo hoje? — pergunto, de forma quase sussurrada.
Já imagino a resposta, ele é casado, tem um filho pré-adolescente. Não seria possível, mas quando ele responde, minha surpresa é visível.
— Durmo, na sua casa. Te explico melhor lá. — ele responde, enfiando a mão no meu cabelo.
Eu, animada, pergunto quase sem pensar.
— Me segue no seu carro?
— Pode ser! — ele responde com um sorriso discreto.
Ele sai de dentro de mim, e eu, rápida, pego os lenços umedecidos que tinha na bolsa para nos limparmos. Coloco meu sutiã, desembroto minha saia e ajeito a calcinha, que estava toda desarrumada. Enquanto me visto, ele me observa, os olhos mais apaixonados, me encarando com intensidade. Olho ao redor, abro a porta do carro e desço, buscando um pouco de ar fresco, esperando que ele termine de se vestir. Minutos depois, ele sai também, já com a camisa vestida, me dá um beijo suave e se despede, indo para seu carro, que estava a umas três vagas de distância.
Arrumo o banco do passageiro, pego os lenços e jogo tudo na lixeira do estacionamento. Entro no carro, me sento e, antes de dar a partida, fico alguns segundos parada, refletindo sobre tudo o que aconteceu. Olho para frente, balançando a cabeça em negação.
"Gloria, vai com calma... uma loucura tudo isso" 💭 penso.
Ligo o carro, respiro fundo, e saio do estacionamento. Ele está logo atrás de mim, e seguimos juntos para minha casa.
[...]
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Desejo oculto
أدب الهواةNos bastidores da novela Terra e Paixão, dois veteranos da teledramaturgia se encontram não apenas em cena, mas também na vida real. Paulo Rocha e Gloria Pires, ao darem vida a seus personagens, acabam despertando sentimentos que ultrapassam o rotei...
